Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre no Assises 2017

Na tarde de hoje Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre marcaram presença no Assies 2017 para se pronunciarem ao lado do prefeito Denis Coderre sobre o programa “Municipal Plan for Empolyment”, que oferece empregos para os jovens em uma parceria da Simple Plan Foundation com o Union des Municipalités du Québec.

Além de Chuck e Seb, o pai do baterista, André Comeau, que é um dos idealizadores do projeto, também esteve presente durante o evento, que ainda trouxe uma mensagem em vídeo gravada pelos outros membros da banda.

Confira abaixo um vídeo de Chuck Comeau e seu pai sendo entrevistados para o Union des Municipalités du Québec, e, em seguida, clique nas miniaturas para acessar as primeiras fotos da cerimônia em nossa Galeria.

Simple Plan Foundation divulga resultados do Municipal Plan for Employment

No último Sábado, Jeff Stinco e Sebastien Lefebvre estiveram no Montreal City Hall, onde tiveram um encontro com o prefeito de Montreal, Denis Coderre em uma conferência de imprensa para dar continuidade ao “Municipal Plan for Employment”, um programa que oferece empregos para os jovens em uma parceria da Simple Plan Foundation com o Union des Municipalités du Québec.

Hoje, o programa já conseguiu abrir vagas para 38 jovens em Montreal. E, atualmente, mais de 50 cidades já fazem parte, o que pode totalizar em de 300 empregos para a população no último verão.

Confira abaixo o depoimento de Jeff Stinco e em seguida clique nas miniaturas para acessar a nossa Galeria com as fotos da conferência de imprensa.

“Hoje de manhã, Sebastien Lefebvre, o extraordinário prefeito de Montreal, Denis Conderre e eu conversamos sobre um plano (que começamos há quatro anos atrás) que o pai de Chuck Comeau, André Comeau, criou e que nós apoiamos: cidades de Quebec estão criando empregos de verão para as crianças que estão em Centros Jovens. Esse é um mês bem movimentado e existem muitos jovens envolvidos, mas basicamente estamos nos certificando de que empregos sejam oferecidos para essas pessoas que passam por dificuldades e querem colocara vida nos eixos. É totalmente incrível e Denis Conderre conseguiu passar de 15 empregos do ano passado para 38 nesse ano: isso é o que eu chamo de política de verdade. Nós queremos que os prefeitos em Quebec façam o mesmo que ele. Nosso objetivo é criar 300 empregos durante todo verão para essas pessoas que estão prontas para mudanças. Vamos parar de falar sobre buracos e aplaudir as coisas boas que acontecem em Montreal.”

– Jeff Stinco

Fãs arrecadam fundos para a Simple Plan Foundation

Durante a “Taking One for the Team Tour” no Canadá, os membros do Simple Plan tiraram um tempo para conhecer alguns fãs que organizaram eventos beneficentes para arrecadar fundos destinados para a Simple Plan Foundation. Três grupos destintos realizaram ações e arrecadaram, ao todo, $3.145 dólares. Os encontros ocorreram nas cidades de Quebec e Montreal nos dias 13 e 15 de Março.

Em Quebec, Lynda Morissette e Marie Claude St-Germain entregaram um cheque de $2.027 dólares para a fundação. Os fundos foram arrecadados através da coleta de garrafas e latas de bebidas durante o ano passado.

A fã Alexander Drolet, que já participa de ações beneficentes ao longo dos anos, organizou um show que contou com a participação de músicos voluntários e arrecadou um total de $620 dólares. O encontro com a banda ocorreu em Montreal.

Ainda na cidade natal do Simple Plan, a banda Class & Punk, formada por Gabriel Leroux, Cédrik Daigneault e Guillaume Larochelle doou $500 dólares para a Simple Plan Foundation. A doação foi originada de um show beneficente organizados por eles.

Clique nas miniaturas abaixo e confira as fotos da banda ao lado dos doadores nos bastidores dos shows que aconteceram no Canadá.

Novo vídeo promocional do GRIS-Simple Plan Foundation Prize

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Em parceria com a Simple Plan Foundation, a organização GRIS Montreal criou o prêmio “GRIS-Simple Plan Foundation Prize”, que premia os estudantes que criam projetos contra a homofobia em suas escolas.

O prêmio consiste em $2,000 dólares para a escola que pode financiar projetos futuros contra a homofobia, racismo e sexismo, uma placa comemorativa e um certificado para todos os estudantes que participaram na criação do projeto.

As inscrições para o “GRIS-Simple Plan Foundation Prize” desse ano já começaram e, com isso, um novo vídeo promocional trazendo depoimentos de alunos sobre projetos passados e um convite da banda para novos estudantes participarem foi divulgado recentemente. Assista ao vídeo abaixo e clique aqui para conferir uma foto dos bastidores da gravação em nossa Galeria.


Créditos: SPCZ

Simple Plan Foundation anuncia arrecadações de 2016

Com a chegada do fim do ano, chegou a hora do Simple Plan anunciar as doações realizadas pela Simple Plan Foundation em 2016.

Durante o último ano, os caras conseguiram arrecadar o total de $180.000 dólares, que foi dividido entre 20 instituições de caridade que se dedicam em ajudar jovens carentes ou lidando com doenças graves.

Em 2016, ano em que a fundação completou 11 anos de existência, eles também atingiram uma quantia total de quase $2 milhões de dólares. Vale lembrar que, desde 2005, cada $1 dólar dos ingressos de shows vendidos do Simple Plan são direcionados para a fundação.

Para conhecer mais sobre a fundação acesse a página especial clicando aqui.

Simple Plan faz doação para vítimas em Fort McMurray

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Os membros do Simple Plan anunciaram que farão uma doação de $10.000 dólares para a Cruz Vermelha canadense para as vítimas do incêndio em Fort McMurray, no Canadá.

Em conjunto com a Simple Plan Foundation, os membros da banda, Pierre Bouvier, Jeff Stinco, Sebastien Lefebvre, David Desrosiers e Chuck Comeau, ficaram tocados pelo sofrimento dos refugiados e aos que foram afetados pelo incêndio devastador.

Em um comunicado publicado recentemente, o Simple Plan incentivou os fãs a se juntarem ao movimento realizando uma doação para a Cruz Vermelha.

“Nossos pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados e esperamos, sinceramente, que a comunidade possa voltr rapidamente a tar um senso de normalidade. Força.”

Créditos: ET Canada

Entrevista: Chuck e Jeff conversam com o Enemy

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Em uma entrevista realizada no dia 06 de Março, na Áustria, Chuck Comeau e Jeff Stinco conversaram com o site Enemy sobre as colaborações do novo disco, como eles evoluíram no estúdio, a vontade de Pierre em produzir músicas, a Simple Plan Foundation e as resoluções para o ano de 2016. Leia abaixo:

Olá a vocês dois! Depois de cinco anos o Simple Plan está lançando um disco, que estreou no 18º lugar na Áustria. Eu acho que não é nada mal – Parabéns!
Chuck: Sim, é ótimo, obrigado! Realmente levamos um tempo. Nesse disco foi o que mais demoramos, mas agora estamos felizes que ele finalmente foi lançado. É algo bom. Os fãs já ouviram, e finalmente sabemos o que eles acharam. Até então tudo tem sido positivo. É legal voltar para a estrada e tocar as músicas novas.

Como vocês chegaram no tema de esportes que prevalece no “Taking One for the Team”?
Chuck: Nós não gostamos muito dessas fotos tradicionais de bandas paradas na frente de uma parede tentando fazer fotos legais. Gostamos de fazer algo que mostre para os nossos fãs que temos um bom senso de humor e que não os levamos tão a sério. Eu sou um grande fã de esportes, eu amo hockey e tênis, entre outras coisas. Eu pensei na ideia para a capa e consegui relacionar muitas coisas parecidas entre uma banda e um time! Juntos vocês vivenciam o sucesso, mas também passam por momentos difíceis. Vocês precisam estar unidos e a química precisa ser boa. Todos os jogadores precisam usá-la de uma maneira correta. Em uma banda ás vezes você precisa abrir mão de alguma coisa pelo benefício de todos – assim como em um time. Tudo isso casou muito bem, assim como o nome do disco. Simboliza que o Simple Plan é maior do que qualquer um de nós. Todos nós acreditamos nessa união, no que fizemos juntos – e nós queremos vencer! Nós queremos seguir em frente e ter uma carreira duradoura.

Vocês contaram com alguns convidados especiais no disco – isso foi planejado desde o começo ou foi acontecendo durante o processo das músicas?
Jeff: Sempre precisa partir de nós. Sabe, é como as coisas funcionam, é o mais importante. Desde o primeiro disco, quando tivemos “I’d Do Anything”, bem antes da participação de Mark Hopus. Naquele tempo nós queríamos ter alguém, alguém que amássemos. O Blink-182 era a maior influência em nossa música então nós queríamos essa colaboração, foi algo meio egoísta. Com “I Don’t Wanna Go To Bed”, por exemplo, nós tivemos uma perspectiva um pouco diferente. A ideia era fazer uma música que parecesse um pouco diferente e trouxesse um som novo. Era uma forma de trazer um tempero diferente para o que somos juntos e fazer uma música do Simple Plan com um pouco mais apimentada para torná-la interessante. Então você precisa primeiro da música, e depois do tempero.

As músicas com R. City e Juiet Simms não parecem muito com o Simple Plan. Foi um processo diferente para gravá-la, já que ela tem um gênero diferente do normal?
Chuck: Sim, mas é aí é que está! Nós não queremos fazer o mesmo disco cinco vezes. É importante manter os elementos clássicos que as pessoas amam no Simple Plan. Mas ao mesmo tempo é divertido encontrar um tipo de música que podemos fazer. Como “Singing In the Rain”. É claro que o reggae não é nosso estilo principal, mas já tivemos sucesso com “Summer Paradise”. Um novo gênero cria um clima diferente, uma vibe diferente no disco e faz dele mais interessante. Nossos discos agora são como uma jornada que nos leva a diferentes lugares. Assim como com “I Dream About You”. Eu e o Pierre escrevemos juntos e pensamos: “Essa música é bem estranha, não parece com o Simple Plan!” Mas nossos amigos e a nossa gravadora amaram. Quando colocamos a voz da Juliet, a faixa ganhou uma nova vida. Ela se tornou uma história, uma conversa entre duas pessoas. Isso fez com que ela se tornasse muito interessante e especial.

No YouTube já era possível ouvir algumas das novas músicas – incluindo “Saturday” que acabou não entrando no disco pois vocês acabaram se desanimando com ela depois de um tempo. Para vocês é estranho ter uma música os assombrando e que não é 100%?
Jeff: Na verdade não foi bem o que aconteceu. Nós estávamos ansiosos em lançar novas músicas e “Saturday” foi escolhida pois nós achamos que era uma música legal. Mas não estávamos pensando muito sobre isso. Em Maio de 2015 achávamos que tínhamos finalizado o disco. Em Dezembro nós ouvimos e percebemos que ainda não tínhamos. Então nós trabalhamos para criarmos um balanço entre o som pelo qual somos conhecidos e o Simple Plan de 2016… Então ficou uma mistura moderna, agora amamos tanto quanto músicos como ouvintes. Em um dado momento percebemos que “Saturday” não era uma das músicas mais fortes. E com isso, tivemos que desistir de colocá-la no disco, pois para fazer algo assim você deve ser muito humilde.

Quais músicas mudaram mais entre as demos e as versões do disco?
Jeff: Boa pergunta… Para ser honesto, elas não mudaram muito. Eu acho que tínhamos uma visão e trabalhamos juntos com ela. Todos fizeram sua parte. Mas “I Don’t Wanna Go To Bed” teve uma boa mudança no arranjo.

Chuck: Sim, eu queria acrescentar que a demo dela era bem diferente, mas fora isso… Se compomos as músicas, nós temos uma ideia bem clara de como ela deve ficar no final. O Pierre ficou bem melhor em fazer demos. Agora ele quer trabalhar como produtor, e ele tem muitas ideias boas. Agora quando apresentamos uma música, é só uma questão de regravá-la. Encontrar os melhores tons e ajustes e ter certeza que cada uma será executada como ela merece. Mas o esqueleto, o núcleo e o arranjo das músicas já está finalizado quando entramos em estúdio. Um tempo a menos perdido, se você souber o que está fazendo – e claro que é uma economia!

Antes de entrarem em estúdio vocês passaram quase dois anos e meio em turnê. Isso pode ser bem desconfortável e cansativo. Qual é o tipo de luxo que vocês precisam para a vida na estrada?
Jeff: O que eu mais sinto falta é de ter um chuveiro perto da minha cama. (Risos) Ou um refrigerador cheio de comidas saudáveis! Mas eu não consigo viver sem meu celular. É importante quando se tem pessoas que ama em casa para entrar em contato. O FaceTime é ótimo para isso.

Chuck: Sim, o celular é importante, assim como o computador, para manter contato assim como o Jeff disse. E algum tipo de entretenimento, como uma TV, para você poder se desligar ás vezes. Mas claro, em primeiro lugar, é poder se comunicar com quem você ama e está em casa e que você sente falta.

Vocês não trabalham só com a música, mas também com a Simple Plan Foundation que já existe há dez anos. Vocês estão satisfeito com o que já conquistaram?
Jeff: O que já conquistamos com a fundação é incrível! A fundação que criamos, para aumentar a consciência – e é claro que para arrecadar fundos – mas nós estamos trabalhando com organizações que estão diretamente ligadas a pobreza e a problemas sociais. Eles se importam com crianças necessitadas, que estão doentes ou coisas assim. Essas pessoas que são realmente inspiradoras, nós conhecemos eles durante o ano, conversamos e eles nos dão muita alegria! Essas pessoas que fazem todo esse trabalho duro, são heróis – e eu uso essa palavra de uma forma verdadeira! Você decide dedicar a sua vida não só para você, mas para os outros, e eu acho que a fundação é a nossa forma de fazer o mesmo. Então estamos politizados de nossa forma, ao invés de sair levantando bandeira ou ter tatuagens dizendo coisas loucas ou algo do tipo.

Chuck: É, eu acho que para nós como banda é bom poder ter as músicas que traz público e que nos possibilita fazer shows. É parte do legado que temos em nossas costas, e os shows que a banda faz são mais do que música. Fazem dez anos, como você disse, e eu acho que esse ano conseguimos a marca de $2 milhões em doações.

Wow, isso é incrível!
Chuck: Isso é realmente algo grandioso, claro! Acho que nunca imaginaríamos que chegaríamos tão longe. Uma das coisas mais legais que fazemos é que em cada show que tocamos, $1 dólar, ou euro, do ingresso são doados para a fundação. Então nós encontramos uma forma muito fácil de arrecadar fundos enquanto fazemos o nosso trabalho. Se tocarmos para 5.000 fãs, temos $5.000 dólares, e os fãs acabam se envolvendo! Compram ingressos enquanto ajudam. Eu acho que é uma forma legal de doar.

Definitivamente! Agora a minha última pergunta: Vocês tiveram alguma resolução de Ano Novo?
Jeff: Normalmente eu não penso sobre isso, mas nesse ano eu já tive. Eu tenho tentado viver mais o momento de agora – eu sou muito exagerado. Eu decidi que isso é uma coisa importante pois falamos sobre celulares, redes sociais e etc. A verdade, infelizmente, é que passamos muito tempo tentando ser outra pessoa ao invés de estar aqui e agora é fácil de se esquecer de coisas simples como o contato pessoal. Antes disso estávamos almoçando juntos, mas ao invés de estarmos comendo um com os outros, cada um estava preso no seu celular. Agora eu estou mais atento a isso. Não estou dizendo que é fácil, mas eu tenho prestado mais atenção do que antes.

Chuck: Eu quero ser mais confiante na vida e acreditar que tudo ficará bem. Eu estava bem nervoso com a época do lançamento do disco e como ele seria recebido e para onde o Simple Plan iria. Eu acho que é bom ser um pouco, pois é quando você trabalha mais duro. Mas você também deve ser mais confiante de que tudo dará certo e ficar menos estressado. Sem querer ser muito clichê, mas eu acredito que as coisas acontecem por algum motivo. Muitas pessoas não acreditavam que a nossa banda duraria tanto tempo e aqui estamos depois de 16 anos. Isso prova que a vida ás vezes toma conta de você, se você trabalha duro e tem as atitudes corretas. Eu gostaria de ter mais confiança nisso.

Entrevista: Pierre Bouvier conversa com o Shock

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Em uma entrevista para o site colombiano Shock, Pierre Bouvier fala sobre o tempo que levaram para o “Taking One for the Team”, as mudanças da industria fonográfica, a nova geração de artistas, Simple Plan Foundation e confirma a vontade de realizar duas turnês na América do Sul com o novo trabalho do Simple Plan. Confira abaixo:

O que aconteceu com vocês nos últimos anos? Não soubemos muito sobre a banda desde o último lançamento de 2011 até os singles mais atuais.
Fizemos muitos shows, estivemos em turnê por quase três anos. Em seguida tiramos uma folga e começamos a escrever o disco, começamos a escrever em 2013. Queríamos ter terminado antes, mas somos uma banda perfeccionista e queríamos ter certeza que o álbum seria incrível, e eu acho que esse processo levou um tempo. Nós nos importamos com os nossos fãs, com a nossa música e tudo mais. Queríamos ter certeza que nosso álbum seria bom do começo ao fim. Acredito que para isso acontecer leva tempo.

Esse é nosso quinto disco e já fizemos coisas diferentes e sons diferentes, e eu acho que com cada disco é mais difícil saber o que queremos fazer e o que queremos representar. Escrevemos cerca de 85 músicas para chegarmos a 14… Começamos em Março do ano passado e levou quase um ano para terminarmos. Esse foi o processo mais demorado que já tivemos, mas estou muito feliz em saber que levamos esse tempo pois acho que é um disco muito bom. Estou muito orgulhoso dele e eu acho que será o favorito dos fãs e que muita gente irá gostar.

A estética, as roupas e a música de bandas da época de músicas como “Perfect” eram parecidas. Então vocês dividiram o sucesso com Blink-182, Sum 41, etc. Mas agora tudo mudou radicalmente. Vocês se sentem pressionados a mudar o estilo de suas músicas e de sua banda?
Eu acho que uma banda precisa mudar um pouco o estilo das músicas, não queremos ficar fazendo sempre a mesma coisa. Mas ao mesmo tempo é importante sermos fiéis ao que somos e ao nosso som. Esse é o disco mais rock de todos. Nós realmente nos pressionamos para fazer algo mais pesado, muito mais do que fizemos anteriormente, mas ao mesmo tempo quisemos explorar um pouco mais. Somos músicos por 20 anos e é excitante experimentar coisas novas, é excitante cantar de formas que não tinha feito antes, é excitante usar inspirações que não tínhamos tido anteriormente.

Acho que para uma banda é importante fazer as duas coisas: ser fiel ao que era na maior parte de um disco, mas também é importante experimentar algo diferente. Acho que alguns fãs podem ter ficado um pouco assustados com algumas músicas; mas você não pode continuar escrevendo as mesmas músicas sempre, é claro que o som pode ser do mesmo gênero mas não pode escrever algo que já existe, temos que mudar de alguma maneira, mas a maior parte do disco – se você escutar “Opinion Overload”, “Boom!”, “Everything Sucks”, “Nostalgic”, “Farewell” – todas são músicas punk, acho que é muito bom podermos fazer coisas diferentes mas ao mesmo tempo nos mantermos fiéis ao nosso tipo de música.

Há 10 anos atrás estávamos falando de nu-metal, pop, emo, hardcore, etc. O público estava muito relacionado ao gênero musical. Agora isso não acontece. Falando das bandas da nova geração. Como acha que o público mudou?
Creio que a diferença agora é que temos formas mais fáceis de se lançar músicas. Antes quando era mais novo eu tinha que ir até uma loja de discos procurar por um tipo de disco, por um tipo de música que estava buscando. Agora você pode ter tudo nas mãos, pode ir ao Spotify e ouvir o que você quiser, pode procurar estilos diferentes e buscar a música, pode ir ao YouTube e ver os clipes que quiser. Então eu acredito que a acessibilidade da música está melhor agora, mas ao mesmo tempo existem mais músicas por aí então é um pouco confuso. Acredito que queremos sentir emoções, e algo que nunca irá mudar é que uma boa música de qualidade consegue atingir o sucesso. Obviamente, algo bom e de qualidade são coisas relativas; para uma pessoa uma música pode ser muito boa, e para outras pode ser horrível, mas acredito que quando você cria algo especial, as pessoas podem se identificar e responder e querer ouvir outras vezes, e isso nunca irá mudar.

Músicas boas, com significado, que faz você sentir algo, irão continuar. Então o público não muda muito. As gerações não são muito diferentes, eu só acho que existem mais músicas para você escolher e que é responsabilidade do artista ou de uma banda criar algo que se destaque do resto.

E sobre o novo disco?
Eu acho que é o álbum mais rock que já fizemos. Nele estão as músicas mais pesadas já feitas mas ao mesmo tempo acredito que tem algumas músicas mais pop, representando ambos os lados. De um lado o que representa originalmente o Simple Plan e sendo fiel ao som que começamos, e do outro, com músicas como “I Don’t Wanna Go to Bed”, “Singing In the Rain”, “I Dream About You”, todas elas são músicas que nunca fizemos antes, elas estão mais do lado pop, e eu acho que é importante para nós termos a oportunidade de explorar outras coisas, somos músicos há 20 anos e achamos que as coisas são mais excitantes se pudermos explorar outros tipo de músicas mas ao mesmo tempo nos encontrarmos nas músicas punk. Então o álbum tem 03 músicas pop e outras que são hard rock ou punk que são os gêneros que eu ouvia quando era mais novo.

O que você acha dessa nova leva de músicos canadenses como o The Weeknd, Justin Bieber…
O Canadá sempre teve um cenário musical ótimo: Avril Lavigne, Nickelback, Sum 41, Simple Plan é claro. Arcade Fire também. E eu acho que sempre terá, mesmo antes tivemos o Bryan Adams, Neil Young; então eu não acho que é necessariamente uma nova leva, eu acho que o Canadá sempre será importante na música.

O que você tem escutado das músicas atuais?
Não tenho certeza… Meu gosto musical tem mudado um pouco, até eu gosto de algumas músicas do Justin Bieber, acho que elas são muito boas, e acho que não existe nenhuma banda que tem me deixado excitado; O The Weeknd é ótimo mas eles tem um estilo, não necessariamente um tipo de música que eu goste de tocar mas não me importo em ouvir. Eu acho que com o tempo eu me permiti a apreciar outros tipos de música. Eu acho que é legal ouvir um material de qualidade independente do estilo.

Como está a Simple Plan Foundation?
Nos últimos 7 ou 8 anos nós começamos essa fundação e tem sido muito recompensador. Basicamente nós temos muita sorte com nossa banda e nos tornamos muito bem sucedidos, então queríamos ter uma maneira de devolver para o mundo, especialmente os jovens. Nosso foco é arrecadar fundos e apoiar grupos fazendo coisas grandiosas; colocamos dinheiro, suor e esforços para ajudar esses caras.

O dinheiro que arrecadamos todos os anos são doados para organizações que respeitamos e ajudamos. Nós já arrecadamos 1,5 milhões de dólares, nós não temos nenhum gasto, todos os nossos empregados são voluntários, então toda a renda vai para pessoas carentes. Nós ajudamos pessoas com problemas de saúde, abuso de drogas, depressão ou que lidam com conflitos de aceitação de sua orientação sexual.

Desde o começo da fundação nós doamos $1 dólar de cada ingresso que vendemos e nós também fazemos eventos anuais para arrecadar renda; fazemos leilões, shows, todos os tipos coisas para arrecadar fundos.

E quando vocês estarão na Colômbia?
Com certeza em 2016. E provavelmente iremos duas vezes no próximo ano e meio.

Entrevista: FYI conversa com Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre

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Quando os membros do Simple Plan estiveram em Toronto na semana passada para falar sobre o novo disco “Taking One for the Team” (ele foi lançado na sexta-feira), o FYI teve a chance de conversar com o guitarrista Sebastien Lefebvre e o baterista e compositor Chuck Comeau.

Durante a conversa, ambos expressaram alívio com a chegada da data de lançamento. “O momento mais louco para uma banda é antes do lançamento do disco,” explica Comeau. “Você já terminou, mas ainda existe um ou dois meses de espera. Esse pode ser o maior álbum da sua vida ou o maior fracasso. As pessoas podem amar ou odiar, então, a cada dia você vai ficando inseguro. Mas agora nós temos a confirmação, com as pessoas nos falando ‘esse é o melhor disco.’ Não existe sensação melhor.”

Agora o foco é na turnê internacional do disco. “Nós fizemos um show em Windsor e foi uma forma de quebrar o gelo com muitas das nossas músicas,” diz Lefebvre. “A resposta foi ótima.” Comeau ainda disse que “essa banda sempre foi uma banda dos palcos. Eu acho que é aí que ganhamos vida. Nossos fãs amam nossos discos mas eles gostam, especialmente, de nos ver tocando ao vivo.”

A próxima turnê dos caras na Europa começa em Madri no dia 25 de Fevereiro e se encerra no dia 24 de Março (muitos dos shows já estão esgotados). Eles também já marcaram alguns show no Japão entre 2 e 6 de Abril, então eles voltam para a Europa para shows na França e Suíça entre 13 e 15 de Maio. “Vamos continuar fazendo shows até 2017,” disse Comeau.

O Simple Plan foi fundado em 1999. A longevidade impressionante dessa banda pode ser atribuída a vontade de expandir seu som do puro pop-punk dos dois primeiros discos. Por exemplo, “Summer Paradise”, o maior hit do álbum anterior, Get Your Heart On! de 2011, foi uma faixa com toques de reggae com a participação de Sean Paulo e K’Naan (o vídeo já atingiu a marca de 76 milhões de visualizações). No novo álbum, a animada “I Don’t Wanna Go to Bed” com Nelly, enquanto “Singing In the Rain” tem um clima caribenho.

Para Lefebvre, expandir o som do SP foi uma “decisão importante a se fazer. Os dois primeiros discos eram puramente pop-punk pois foi o que amamos enquanto crescíamos, e ainda amamos, mas queremos fazer algumas coisas novas.”

Comeau realça que ainda existem muitas faixas pop-punk no “Taking One for the Team”. “Assim como nossos fãs, nós precisamos e queremos isso, essas músicas típicas do Simple Plan ainda estão lá, talvez até mais do que nunca.”

Ele ainda cita que “Não é fácil saber onde sua banda deveria estar em 2016 depois de 17 anos de carreira.”

A banda está unida há 17 anos sem nenhuma mudança, algo raro no cenário do rock ‘n roll. Quando perguntamos o segredo do sucesso, Lefebvre respondeu que “Nós conversamos muito. Sempre que acontece algum problema nós sentamos e resolvemos para seguir em frente. Nós sempre sentimos que a banda é mais importante do que qualquer coisa que possa acontecer entre os membros. Pois nós dividimos esse valor. Eu acho que isso nos mantem com os pés no chão.”

Comeau acrescentou que, “Eu acho que também é por termos criado a banda sendo amigos. Nós não escolhemos o melhor baterista ou o melhor guitarrista ou o melhor vocalista da região. Quatro dos cinco de nós estudamos na mesma escola, nós crescemos juntos, conhecendo uns aos outros desde os 13 anos. Quando você se junta com pessoas que você se da em, antes do sucesso ou dos shows grandes, isso ajuda a fazer com que a amizade não fique prejudicada quando as coisas boas ou ruins começam a acontecer.”

“A base dessa banda é a amizade. Que não termina estando eles com sucesso ou não. Mas também percebemos que temos algo precioso e não são muitas bandas que tem isso. Isso faz com que queiramos nos proteger ainda mais.”

Assim como Lefebvre comenta, outro fato raro similar é que eles ainda continuam com a mesma equipe. “Nós temos os mesmos empresários desde o começo (Coalition), a mesma gravadora (Atlantic/Warner), o mesmo agente. Nós somos bem leais, eu acho que isso faz parte dos nossos valores. Você pode olhar para fora e achar que a grama do outro parece mais verde, mas foi com essas pessoas que ganhamos muitas coisas e achamos que podemos ganhar novamente com elas.”

Uma área em que o Simple Plan não é tão leal é na escolha dos produtores. Eles costumam trocar em cada disco, o que explica a variedade em seu som.

Lefebvre explica que, “uma coisa que nós podemos fazer é mudar o produtor a cada disco, e nós fazemos isso. Somos um pouco vagabundos nesse sentido! Não é que eles não sejam como parte da equipe – mas é por um curto período, só pelo tempo de vida do álbum, então não nos sentimos tão mal em mudar.”

Comeau adiciona que, “Nós chegamos em um nível onde nós tivemos o luxo de trabalhar com pessoas bem talentosas, então nós procuramos observar como certo produtor trabalha. Por que se limitar com uma única visão? Para uma única forma de se fazer as coisas, quando você pode ter o privilégio de trabalhar com pessoas icônicas que já fizeram discos muito especiais. Então nós trabalhamos com Bob Rock Brian Howes, e com Howard Benson nesse novo disco.”

“Talvez isso mude algum dia,” ele diz. “Quando lançamos o nosso EP em 2013 nós meio que produzimos por nós mesmos. Eu acho que é algo para si considerar cada vez mais, mas é bom ter uma perspectiva de fora.”

O trabalho duro de promover e fazer shows com o Taking One for the Team acabou de começar, mas essa não é uma banda que vai ficar reclamando sobre o jetlag e as exigências da estrada.

Comeau explica que “Nós já nos apresentamos em 65 países antes e ainda existem outros que queremos ir. Isso é parte do que nós somos como banda. Olhamos o calendário com datas pelos próximos 18 meses, mas você tem que se lembrar que isso é tudo que você sempre quis. Então vamos fazer isso.”

“Quando tivemos nossa primeir banda, Pierre e eu tínhamos 13 e 14 anos. Então estamos tocando há 25 anos, mas nós sonhávamos com isso. ‘Um dia nosso CD vai sair na Austrália, vamos tocar no Fuji Rock.’ Você poderia ver esses vídeos no MuchMusic, mas nós chegamos lá. Estamos fazendo isso. É muito louco. Você tem que se lembrar disso e aproveitar, principalmente quando você está cansado.”

Além disso, algo raro entre bandas como o Simple Plan é o comprometimento profundo e generoso com as obras de caridade. Esse é um grupo que investe muito dinheiro nisso. Através da Simple Plan Foundation (criada em 2005), eles apoiam uma grande quantidade de causas cuidadosamente selecionadas e, geralmnete, relacionadas aos jovens.

Esse trabalho já foi reconhecido pela indústria da música canadense. Em 2012 o Simple Plan recebeu o The Allan Waters Humanitarian Award no Juno Awards, e em 2013 no Canadian Music Weekeles receberam o Allan Slaight Humanitarian Spirit Award. Nessa época o presidente e CEO da Slaight Communications, Gary Slaigh, disse que “Esses cinco caras de Montreal são uma verdadeira fonte de inspiração com sua dedicação em fazer algo pelos jovens que sofrem com problemas e doenças. A criação da Simple Plan Foundation logo no início da carreira é um reflexo da conexão que eles possuem com seu público e com o mundo em que seus fãs vivem. Meu pai e eu temos o prazer de premiá-los com o Allan Slaight Humanitarian Spirit Award.”

“Nós temos mutos fás que se relacionam com nossa música e eles nos falam que nossa música, ou a música de uma maneira geral, os ajudou a passar por momentos de dificuldade. Isso tem sido intenso e bem revelador. Nós queríamos dar um passo a frente. Então o pai do Chuck estava dizendo ‘vocês já fizeram grandes coisas com a banda mas qual será o legado de vocês?’ Por que não algo que se torne maior do que a banda. Foi por isso que começamos a fundação. Até agora já chegamos a $2 milhões de dólares em doações.”

Comeau explica que “onde quer que fizermos um show no mundo, um dólar do ingresso vai para a fundação. Quando você faz uma turnê de um ano, isso ajuda bastante.”

Créditos: FYI