Simple Plan relembra os anos difíceis do lançamento do “No Pads”

A revista Alternative Press publicou em seu site um ótimo artigo com os membros do Simple Plan sobre os anos que antecederam o sucesso da banda ao redor do mundo com as gravações e lançamento do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”, que acaba de completar 15 anos de lançamento e ganhou uma turnê em comemoração que está acontecendo em alguns países do mundo.

Além de Pierre Bouvier, Chuck Comeau, Jeff Stinco e David Desrosiers, o produtor do álbum, Arnold Lanni, o empresário da banda, Eric Lawrence e o diretor de artistas da Lava Records, Andy Karp, comentam como foram os conflitos iniciais da banda com Arnold durante o processo de gravação do “No Pads”, e de como foi desafiador lançar o Simple Plan como uma banda pop-punk em uma época em que eles eram vistos pelo público como um grupo vendido para a indústria da música.

Confira abaixo o artigo completo traduzido e as declarações que trazem curiosidades muito interessantes sobre os bastidores do que acontecia com o Simple Plan há 15 anos atrás. As fotos do artigo abaixo foram feitas nos bastidores do show da banda em Cleveland por Bryce Hall:

Quinze anos depois que o “No Pads, No Helmets… Just Balls” lançou o Simple Plan do mundo obscuro do pop-punk canadense para o mainstream de sucesso, a banda está passando a maior parte de 2017 na estrada, revisitando o álbum tocando ele na íntegra em cada show.

Antes de ir até a Europa nesse mês e voltar aos Estados Unidos para continuar com a turnê em Agosto, a banda e alguns membros de seu círculo social conversaram com a Alternative Press para relembrar o processo tumultuado que fez com que o “No Pads” tomasse forma. Assim como o guitarrista Jeff Stinco diz, “Existe uma certa tendência em resumir a história e relembrar o que aconteceu de uma forma vitoriosa, e parecer que foi uma coisa unificada. Mas eu acho que é importante lembrar que éramos cinco caras, que viviam situações completamente diferentes entrando em estúdio.” Depois de uma pausa ele completa, “Nós tínhamos que sobreviver.”

Vivendo os piores dias de todos

Jeff Stinco: “O processo por si só foi demorado, o Arnold nos desafiou bastante. Esse disco poderia ter levado, no máximo, dois meses para ser feito; mas levou um ano. Nós estávamos vivendo em quartos tipo de quartéis, dormindo em um quarto sem janelas e com beliches. Nós cozinhávamos para nós mesmos, o que é normal, mas ninguém sabia como cozinhar, então era horrível. Foi um processo cansativo. O Arnold tinha essa visão que era tipo, “Vocês gravam por conta própria, então eu volto, critico e edito,” e foi exatamente dessa forma que ele fazia. Ele nos deixava por dias no estúdio; Eu gravava o disco inteiro, ele voltava e ficava tipo, “É, você poderia ter feito algo melhor do que isso,” e descartava tudo que eu tinha feito. Era frustrante.”

Arnold Lanni: “Pode ser que parecia desse jeito, mas quando eu era músico, eu nunca quis pessoas me julgando. Eu iria querer que o produtor dissesse, “Aqui está a música. Isso aqui é o que eu gostaria que você fizesse. Quanto tempo você precisa? Uma hora e meia? Eu vou voltar em uma hora e meia pois dessa forma não vou estar te julgando enquanto você grava.” Era só uma forma de fazer com que eles alcançassem o que eles queriam alcançar. Se você está mirando em um alvo e você não atinge, eu preciso pelo menos avisar. Em algumas ocasiões, eu iria dizer, “É isso que eu quero que vocês façam. Eu vou esperar na sala ao lado, ou eu volto em três horas depois de vocês terem a chance de trabalhar nisso.” Se não saísse da forma que conversamos antes juntos, eu voltaria e diria, “É, isso é inaceitável.” Nunca foi tratado como algo pessoal; só que ás vezes é difícil explicar para alguém mais novo o que eles não sabe. Como o Jeff é um músico talentoso, eu fazia com que ele fizesse coisas que saíam um pouco da sua zona de conforto – não de uma forma técnica, pois provavelmente não existe nada que o Jeff não possa tocar, pois ele é realmente bom – mas eu fazia coisas que fazia com que ele criasse uma certa tensão e atmosfera com a música. Não sei se, por ele ser tão jovem naquele tempo, entendia isso.”

Pierre Bouvier: “É claro que houveram momentos difíceis. Nós sentíamos que tínhamos uma grande oportunidade e não queríamos estragar pois se você acaba estragando tudo no primeiro disco, você está meio ferrado. Eu acho que o Arnold é um verdadeiro artista, e eu acho que ele estava mentalmente envolvido nessa coisa de “vamos fazer disso o melhor que pudermos”. Nós trabalhamos com Arnold por quase um ano e meio antes de nós termos um contrato assinado, então nós passamos muito tempo juntos e tivemos vários conflitos de opiniões. Ele veio de um mundo diferente do nosso, e ele queria nos empurrar para um universo diferente do que estávamos fazendo. Nós éramos os caras do pop-punk que queriam manter as coisas mais simples. Ele dizia que não havia dinâmica na banda. Nós todos éramos perfeccionistas. Algumas vezes, eu cantava os vocais da música inteira – os vocais principais, a segunda voz, tudo. Eu passava horas e horas e horas enquanto ele estava fora do estúdio fazendo alguma outra coisa. Então ele voltava ás 21h, 22h, escutava, e então falava tipo, “É, eu não sei, não tenho certeza de que está realmente bom; vamos fazer isso de novo amanhã.” e eu ficava tipo, “O que? Eu cantei com todo o meu coração o dia inteiro e não adiantou de nada!””

David Desrosiers: “Foi a minha primeira vez em um estúdio de verdade. Eu estava maravilhado e intimidado pelo processo. A visão do Arnold foi de que o vocalista estava cantando coisas estranhas e de que os guitarristas deveriam usar tipos de acordes diferentes, por outro lado nós só queríamos tocar com tudo.”

Pierre Bouvier: “O Arnold realmente queria que nós fossemos únicos e diferentes, e uma das formas que ele fazia isso era me incentivando a parecer – e aqui eu vou usar uma frase dele – “parecer mais choramingando.” Existiam alguns cantores nos anos 80 que para mim soavam mal, mas ele ficava tipo, “Se esforce no seu lado adolescente, deixe sua voz mais enjoativa,” e eu ficava tipo, “Mas eu não gosto disso!” Hoje em dia quando eu escuto o disco, eu acho que esse disco é o que a minha voz soa mais cansativa e isso realmente me incomoda. Eu acho difícil de escutar.”

David Desrosiers: “O Arnold usava essa analogia: “Agora eu sou o John McEnroe, e vocês não podem me pedir favores.” Nós sempre queríamos responder dizendo, “E se agora você fosse esse excelente jogador de tênis aposentado que está treinando esses jogadores novos?” (Risos). Eu acho que teria funcionado um pouco melhor.”

Arnold Lanni: “Eu concordo com eles de que foi duro. Eu acho que muito disso vem com o fato de que eles eram muito novos e ambiciosos. Eles sabiam quem eles queriam ser; eles estavam bem pessimistas e protetores sobre o que eles queriam fazer. O que todos nós concordamos é que queríamos a mesma coisa: Nós queríamos fazer um disco que tivéssemos orgulho e também queríamos fazer um disco que, com sorte, se destacaria com o tempo. Para fazer isso, o que eu tentei trazer a tona foi, como podemos nos destacar de todos os outros, e essa deve ter sido a coisa mais difícil para os caras entenderem sendo tão novos.”

Andy Karp: “Estávamos lidando com personalidades bem fortes. O Arnold lidera a situação, e ele fala sobre isso. Ele faz com que os vocalistas trabalhem realmente duro. Eu estive presente com uma certa regularidade durante as gravações e eu lembro de me sentir meio que um psicoterapeuta, ás vezes como um diplomata, mas isso faz parte do seu trabalho.”

Pierre Bouvier: “O Arnold estava nos pressionando de verdade ao ponto de ás vezes querermos falar tipo, “Cara, vá para o inferno. Eu acho que já está bom e não sei do que você está reclamando.” (Risos).”

Arnold Lanni: “Eu sempre soube, já que eles eram jovens tão legais e que eles estavam atrás das coisas certas, que não era um concurso de ofensas, era só sobre vencer por querer vencer. Eles só queriam fazer um disco ótimo, e nós só discordávamos um pouco sobre como chegar até nesse ponto. Eu brinco com eles hoje e digo que se voltássemos no tempo e tentássemos fazer o disco hoje, acredito que 90% das coisas que pensávamos serem desafiadoras provavelmente não seriam mais um problema hoje pelo fato de hoje sermos mais velhos. Eu lembro que depois que o disco foi finalizado, nós não conversamos. Nós não nos falamos por um tempo e não era nada pessoal; mas era só pelo fato de eles terem sido desafiados. Eu dou um salve de palmas para eles pois eles nunca desistiram, eles nunca desistiram mesmo. Eu sou bem conhecido por tentar tirar o melhor das pessoas, mas eu nunca pedi para eles fazerem algo que não poderiam fazer. Eu olho para tás, e já fazem 15 anos que esse disco se mantém por si só. Melodicamente é uma obra-prima. As músicas são incríveis e isso só acontece por haver muita resistência.”

Pierre Bouvier: “Não existe certo ou errado e eu acho que para caras tão novos que acabaram de ter um contrato assinado, eu acho que sabíamos do que precisávamos e que ele sabia do que nós precisávamos e essas coisas nem sempre eram as mesmas. No final das contas, eu acho que nosso disco foi ótimo. Nossa relação com o Arnold foi testada de diversas formas durante esse disco, e no tempo em que ele foi feito, eu diria que nós realmente precisávamos de um tempo um dos outros. Provavelmente algumas palavras ruins foram trocadas sobre o que achávamos um dos outros, mas o que é ótimo depois de todos esse tempo, é que nossa relação com o Arnold se tornou melhor e mais sólida e que percebemos todas as coisas boas que ele trouxe para o disco. Isso diz muito hoje, nós somos grandes amigos. Nós só precisamos de um tempo depois disso para tomar fôlego. Foi um período bem intenso.”

Só crianças, sabendo que não era justo

Depois de todo o tumulto, o “No Pads, No Helmets… Just Balls” finalmente foi lançado em 19 de Março de 2002. Inicialmente a banda queria que “Addicted” fosse o primeiro single, mas uma oportunidade de um filme surgiu e “I’m Just A Kid” foi quem abriu as portas do Simple Plan. Depois de ir um pouco mal das pernas, o disco finalmente deslanchou, vendendo eventualmente mais de 3 milhões de cópias no mundo inteiro. Imersos na geração da MTV, a banda começou a sentir o sopro do sucesso, com fãs os acusando de serem vendidos, além de outras coisas durante a Warped Tour. “Eu adiantei para eles que haveriam críticas,” explicou Andy Karp. “Eu também já imaginava que essa poderia ser a primeira banda pop-punk popular. Eles eram bonitos e podiam cantar bem com suas músicas. Mas é difícil para o público americano aceitar uma banda como eles como uma banda punk. Eu acho que foi um pouco injusto,” adiciona o representante deles. “Pois eles realmente tinham feito a parte deles e na época que eles se apresentaram na Warped Tour, eu acredito que muitas bandas respeitavam eles.”

Jeff Stinco: “Para nós, tocar na Warped Tour foi uma conquista por si só. Definitivamente foi uma turnê difícil, mas importante. Você sai de dois anos de shows de merda, sem muito sucesso, e então você está na Warped Tour. O Simple Plan era visto como uma banda alternativa, e então você estava na MTV. Agora os fãs vão até os shows e dizem que você se vendeu. Cara, é a mesma porra de música. É o mesmo disco. Nós tocamos o mesmo disco por três anos! Você está dizendo que nos vendemos? Você devia ver o meu apartamento em Montreal – nós não nos vendemos porra nenhuma!”

Chuck Comeau: “Nós fomos lançados assim que o pop-punk começou a explodir. Houveram muitas resistências naquele tempo com todas essas bandas. Na mente das pessoas, nós provavelmente éramos os piores exemplos dessa cena, meio que um punk de shopping. Haviam jovens que curtiam mais as bandas mais pesadas, as bandas mais punk-rock da Warped Tour, que foram bem ofensivas com o nosso som, álbum e banda. Eu acho que lidamos com isso de formas diferentes.”

Jeff Stinco: “Eu costumava discutir com os fãs de punk-rock depois dos shows e tentava fazer com que eles entendessem que o que eles estavam dizendo era realmente ofensivo e não fazia sentido nenhum. Eu conversava com várias pessoas depois dos shows. Se eles jogavam garrafas em nós, eu pulava na platéia e começava a discutir com eles, fazia sentido para alguns deles. Eu levava as críticas muito a sério.”

Chuck Comeau: “Naquele tempo, toda essa coisa de ser vendido era um tabu. Pra mim é incrível ver como isso mudou em 15 anos. Agora você é mensurado em quão popular você é e quantos seguidores você tem e quão grande você é. Quando fomos lançados, era completamente o oposto. Você não poderia querer ser grande, popular e famoso. Você deveria ficar feliz em ser uma banda pequena e underground, e nós nunca realmente nos sentimos assim. Nós sempre sentimos que queríamos alcançar as pessoas, nós queríamos tocar para várias pessoas. Eu acho que algumas críticas eram injustas. Nós só seguimos os nossos corações e fizemos aquilo que acreditamos.”

Pierre Bouvier: “Eu acho que existe um certo estigma com essa banda e eu nunca tive muita certeza do motivo. Uma vez que você atinge o sucesso e está na frente de pessoas que não necessariamente são seus fãs, isso sempre pode causar um pouco de problema. Eu também acho que o Simple Plan sempre esteve mais no lado pop do pop-punk – não muito pesado, não muito agressivo. Por algum motivo, o gênero da cena pop-punk da Warped Tour é bem interessante; é um animal interessante, tanto se você faz ou não parte dele. E isso seguiu a banda durante nossa carreira. Alguns dos fãs da Warped Tour não querem gostar de nós. É bem bizarro pois se trata apenas de música e ás vezes parece que estamos em uma briga de colegial.”

Eric Lawrence: “Foi meio consciente. Os Estados Unidos é um dos países mais fragmentados do planeta quando se fala sobre gêneros musicais. Na América, uma gravadora vai escolher o caminho, mas em outras partes do mundo, a música não funciona dessa forma. Alguns anos depois desse disco, o Simple Plan abriu para o Metallica na África do Sul, e ninguém reclamou disso. Se você tentar fazer isso nos Estados Unidos, o Simple Plan provavelmente seria literalmente assassinado. Sabendo que queríamos alcançar o resto do mundo, nós queríamos que o resto do mundo nos visse como uma banda pop e não uma banda punk. Então fomos direto para as rádios pop ao invés de irmos para as de som alternativo. Houve um certo medo a princípio quanto a credibilidade – se não formos para as rádios alternativas, eles vão aceitar bem? – mas o grande medo era se eles ficassem só nas rádios alternativas, como levaríamos essa banda ao redor do mundo? Nós fizemos isso de forma sábia. Nós falamos com todo mundo sobre isso, inclusive com a banda. Nós começamos pelas rádios pop e isso nunca tinha sido feito antes por uma gravadora de rock da América. Nós sabíamos que isso poderia nos levar a alguns problemas: E um desses problemas é você se apresentar na Warped Tour e as pessoas jogarem garrafas em você por acharem que você é uma banda pop.”

Eu faria de tudo… e fiz

Sobrevivendo a esses problemas, 15 anos depois, a banda e os envolvidos no disco possuem bons sentimentos em relação aos tempos do “No Pads”. “Nós lançamos um disco pelo qual realmente nos importávamos,” diz Comeau. “Não foi uma tentativa de lançar algo que que odiávamos só para ganhar dinheiro. Foi realmente um reflexo do nosso gosto e do que amávamos.”

Jeff fala sobre vontade de gravar o próximo álbum em 2017

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Em uma nova entrevista ao Daily Tribune, o guitarrista Jeff Stinco falou sobre o que a banda tem achado da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, as brigas em estúdio durante as gravações do primeiro álbum e a vontade de começar a gravar para o próximo disco do Simple Plan ainda esse ano. Leia a tradução completa abaixo:

Há 15 anos atrás a banda de Montreal, Simple Plan se apresentou para o mundo com o álbum de nome provocativo, “No Pads, No Helmets… Just Balls” – um disco de punk-pop energético que conquistou o certificado de platina duplo e lançou hits como “Perfect”, “I’d Do Anything” e “I’m Just A Kid”.

Essa estréia favorável levou o quinteto a um caminho que inclui outros quatro discos de estúdio e uma ética de trabalho duro que mantem o grupo nos palcos de clubes e arenas até a Vans Warped Tour. O último disco do Simple Plan, “Taking One for the Team”, foi lançado no ano passado, mas 2017 tem sido um ano para viver no passado enquanto o grupo comemora o “No Pads” com uma turnê tocando o disco completo todas as noites.

De acordo com o guitarrista, Jeff Stinco, a resposta para a performance do “No Pads” pegou o Simple Plan de surpresa. “Na verdade tem sido espetacular,” disse Stinco por telefone de Nova Jersey. “No começo eu vi essa turnê como qualquer uma; para mim o desafio era re-aprender e revisitar essas músicas antigas. Então, de repente, nós começamos a turnê e todas essas pessoas vinham nos dizer que esse álbum teve um grande impacto em suas vidas, e o quanto isso é verdade. Nós vemos pessoas que eram adolescentes quando o disco saiu e que agora são adultos com filhos. Tenho que dizer que é um momento introspectivo, voltar no tempo tem sido muito louco.”

Para Stinco e seus amigos de banda, o “No Pads” agora é como “um álbum básico.”

“Nós passamos tanto tempo pensando nos detalhes pequenos que eu acho que hoje não fazem mais diferença. Os arranjos são assimétricos durante todo o álbum, meio que vários sons peculiares e partes que são complexas de reproduzir ao vivo mas que não fazem diferença nenhuma nas músicas. E todas as brigas em estúdio para vir com essas ideias não seriam necessárias. Eu acho que hoje eu vejo que são músicas ótimas que eram ótimas quando elas eram só dedilhadas em um violão ou no piano. Elas eram músicas ótimas e tinham um poder duradouro.”

Stinco adiciona que ele não está brincando quando fala sobre as brigas em estúdio, “É engraçado o quanto de stress que colocamos em nós mesmos,” ele diz. “Esse disco levou quase um ano para ficar pronto. O processo inteiro definitivamente foi memorável da pior maneira. Nós vivemos em estúdio em Toronto, dormimos em beliches em um quarto sem janelas e nós brigamos muito uns com os outros e com o produtor, que ficava tipo, ‘Pessoal, vamos acabar logo com isso!’ Foi uma batalha terminar esse disco, mas essa é a forma que aconteceu e provavelmente deve ter algo haver com seu sucesso.”

Ter o “No Pads” alcançando os 15 anos tem sido energizante para o Simple Plan. “Claro, existe um sentimento poderoso,” diz Stinco. “Quando você passa dos 15 anos você sente que provavelmente consegue lidar com mais 15. É louco como o tempo voa e como tudo passa rápido. Mas tem sido 15 anos de diversão. Nós tivemos nossos desafios e tudo mais, mas tem sido bons momentos.”

O Simple Plan está pensando em estender a turnê do “No Pads” durante todo ano de 2017, mas Stinco diz que o grupo já está pensando nos planos para o próximo disco. “Nós estamos falando sobre isso,” confirma. “Nós esperamos entrar em estúdio no final do ano. O problema é que com a turnê é muito intenso e escrever na estrada é algo que não somos muito bons. No final da turnê original do “No Pads”, nós tínhamos um outro ônibus, o ônibus de estúdio; O objetivo era escrever músicas e gravá-las, mas ele acabou se tornando o ônibus das festas. Nada foi gravado e custou muito dinheiro. Nós aprendemos muito com essa experiência.”

“No Pads, No Helmets… Just Balls” comemora 15 anos de lançamento

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Hoje o disco “No Pads, No Helmets… Just Balls” chega, oficialmente, a marca de 15 anos desde o seu lançamento.

O álbum, que foi produzido por Arnold Lanni e trouxe hits como “I’m Just A Kid”, “I’d Do Anything”, “Addicted” e “Perfect”, foi um marco na carreira do Simple Plan, não só por ser o disco de estréia da banda, mas por trazer músicas que marcaram a trajetória dos caras e fazerem parte da trilha sonora de grande parte dos fãs que cresceram com eles.

Para comemorar os 15 anos a banda está em turnê pelos Estados Unidos com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversart Tour”, que traz em seu repertório todas as faixas do álbum, além dos maiores hits dos outros quatro lançamentos do Simple Plan.

O Simple Plan Brazil lançou no início do ano uma campanha para ajudarmos a chamar a atenção das produtoras e tentarmos trazer a NPNHJB Tour para o Brasil. Para saber mais e fazer a sua parte clique aqui.

Você também pode participar do concurso do SPBrazil que dará a um fã um kit com o CD NPNHJB, um card promocional e um single autografado de “Addicted”. Clique aqui para saber como participar.

Concorra ao kit “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary”

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Com a chegada da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” em comemoração aos 15 anos do disco de estréia do Simple Plan, o SPBrazil preparou uma surpresa muito legal para comemorar esse marco na carreira do SP!

Nós iremos sortear entre os fãs um kit contendo cards promocionais do “No Pads”, o álbum “NPNHJB” e um single de “Addicted” autografado pelos cinco membros da banda especialmente para os visitantes do Simple Plan Brazil! Para participar é muito fácil:

1. Siga o perfil do Simple Plan Brazil no Twitter;
2. Curta a página do Simple Plan Brazil no Facebook;
3. Compartilhe o post do sorteio em seu perfil em modo público;
4. 4. Adicione mais 3 amigos nos comentários do post do sorteio.

As participações são válidas até ás 23h59 do dia 18 de Abril, no último show da etapa norte-americana da #NPNHJBTour, e a divulgação do vencedor será realizada no dia 19 de Abril.

Não percam tempo e participem agora mesmo 😉

Crônica de Jonathan Ableson sobre o início do Simple Plan

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Um fã do Simple Plan chamado Jonathan Ableson publicou em sua página no Medium um texto onde ele relembra como conheceu o Simple Plan e o primeiro encontro com a banda em 2003 quando eles foram convidados para os shows de abertura do Bowling for Soup na Europa.

O texto destaca como os caras do Simple Plan permaneceram os mesmos depois dos 15 anos de sucesso e é uma ótima forma de entrar no clima da próxima turnê da banda que comemora o aniversário do “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Leia abaixo:

O ano de 2017 marca o décimo quinto aniversário do disco de estréia do Simple Plan, “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Os canadenses do pop-rock estampavam os pôsteres daqueles que foram criados pelo MySpace e se comunicavam entre si através do messenger da AOL. Eles eram a base da subcultura pop-punk dos anos 2000 com refrões grudentos e melodramáticos, tudo isso junto calçando All-Stars e usando uma bermuda enorme da Dickies.

A minha primeira descoberta da banda foi através de uma amiga de uma prima no começo de 2003. Ela era de Nova Jersey, e também tinha uma afinidade pelo pop-rock e era minha guia para músicas novas. O Simple Plan iria se apresentar no Total Request Live da MTV naquele dia, e no dia seguinte, eu acordei com mensagens animadas de “Você precisa ver essa banda! Você vai amar!” junto com um link para o site deles. Logo de cara, eu percebi que eles estavam vindo para Londres no mês seguinte como banda de abertua para o Bowling for Soup. Portanto, não havia dúvidas de que eu iria.

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Avançando para o dia 28 de Fevereiro, eu estava na, agora fechada e famosa mundialmente, London Astoria – uma antiga colônia para estrelas em ascensão, incluindo Nirvana, Radiohead, assim como a casa de shows para grandes artistas como David Bowie e Metallica. Era a minha casa de shows favorita. Ela suportava mais de 2.000 pessoas mas ainda tinha aquela sensação de lugar intimista. Eu tive sorte o suficiente de ver muitos dos meus artistas favoritos crescerem ali, e foi naquela noite que eu tive outra recordação para adicionar em minha lista.

Eu me lembro quando a banda subiu ao palco. Os até então desconhecidos estavam no Reino Unido pela primeira vez sem nenhum disco ou fãs, só um arsenal de músicas pop-punk agitadas para os jovens que queriam ver o Bowling for Soup. Ainda assim, eles foram recebidos de braços abertos pela platéia. Eu lembro que algumas pessoas sabiam as palavras do single contagiante com Mark Hoppus, “I’d Do Anything”, e do vocalista Pierre Bouvier dando um mosh no começo do primeiro refrão da última faixa, “I’m Just A Kid”.

Depois da apresentação, eu corri para o andar de cima para a tenda do merch para comprar qualquer coisa para relembrar o show. Quando eu cheguei, eu encontrei Patrick Langlois, mais conhecido pelos fãs do Simple Plan por suas participações nos clipes e vlogs, vendendo camisetas e uma quantidade de cópias importadas do disco de estréia deles, “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Eu entreguei meus $10 dólares para o Patrick que me informou que a banda estaria lá para assinar autógrafos e tirar fotos. Assim que eu dei meia volta, eu já vi alguns membros da banda dando autógrafos e conversando com os fãs.

Eles foram muito amigáveis e reservaram um tempo para conversar com todos os fãs, se certificando de que todos receberam um autógrafo ou foto. Pierre Bouvier autografou meu disco e me perguntou se eu tinha mais alguma coisa para ser autografada. Eu não tinha. Ele disse que voltaria logo mais e depois de alguns minutos ele voltou com um cartão postal promovendo o lançamento do disco da banda no Reino Unido e escreveu as palavras “Para Jonathan, você é foda! Pierre” completando com uma caveira. Esse pequeno gesto só me fez querer torcer mais ainda pela banda ser bem sucedida em sua tentativa de ser reconhecida.

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Hoje o Simple Plan está tão ativo quanto eles eram antes, realizando shows esgotados ao redor do mundo e carregando sete milhões de discos vendidos no mundo, sendo que só com o NPNHJB eles conseguiram o disco de platina duplo nos Estados Unidos. Nesse ano a banda estará comemorando o seu 15º aniversário apresentando o álbum de ponta a ponta. Shows adicionais em Chicago e São Francisco ká foram alocados para conseguir agradar a demanda.

Turnês de aniversário de álbuns receberam uma reputação de ser uma forma fácil de ganhar dinheiro para bandas que estão tentando reviver seus tempos de glória, mas o Simple Plan realmente precisaria dessa turnê? Com certeza não. Ela é apenas para agradar os fãs que continuam com a banda desde o início da carreira. E quem não ama um pouco de nostalgia? Até o U2 está fazendo uma turnê pelos 30 anos do disco “Joshua Tree”.

Seguido por esse anúncio, eu estou muito entusiasmado, e com os sussurros de que a banda está tentando levar a “#NPNHJBTour para fora dos Estados Unidos, eu estou muito animado que outros fãs que cresceram com o Simple Plan também poderão re-experienciar e reviver os seus momentos favoritos do começo da carreira da banda.

Foto mostra os bastidores do clipe de “I’m Just A Kid”

No Throwback Thursday de hoje o Simple Plan publicou uma foto nunca antes vista dos bastidores das gravações de “I’m Just A Kid”, o primeiro clipe da banda que foi dirigido por Ryan Smith e Frank Borin.

Além da banda, os atores Eliza Dushku e DJ Qualls aparecem na imagem. No post a banda se pergunta se Eliza e Qualls prestigiarão aos shows da turnê de comemoração de 15 anos do “No Pads” que começa em Março nos Estados Unidos.

Para quem não se lembra, “I’m Just A Kid” fez parte da trilha sonora do filme “Novo no Pedaço” que conta com a participação dos astros.

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Foto relembra quando Simple Plan foram expulsos do estúdio de gravação

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Durante uma das postagens para comemorar os 15 anos do “No Pads”, Jeff Stinco publicou em seu Instagram uma foto muito curiosa da banda onde podemos ver Pierre Bouvier, Chuck Comeau, David Desrosiers e Sebastien Lefebvre dividindo um quarto de hotel.

Segundo o post de Jeff a banda tinha sido expulsa do estúdio de gravação e ficaram em um quarto com uma única cama por alguns dias – além dos cinco cara, Patrick Langlois também estava lá. Na foto, podemos ver Pierre trabalhando no que seria a composição para a música “My Christmas List”.

O SPCZ foi além e nos ajudou a relembrar esse momento com mais clareza. A banda já havia comentado sobre esse episódio em um chat que eles realizaram durante as comemorações de 10 anos do álbum. Confira abaixo o depoimento de Pierre sobre o ocorrido:

“Eu me lembro dessa vez… Como estávamos dormindo nesse quarto apertado, sem janelas, 6 caras… 5 caras… não, 6  – Patrick também estava lá. E era nojento, então escapávamos e dormíamos na sala de estar. E o nosso produtor, Arnold Lanni, meio que deixou que ficássemos lá de graça, mas ele disse: ‘Não durmam na sala de estar!’ E nós dormimos lá mesmo assim. E um dia ele chegou lá de manhã e tínhamos colocado nossas camas lá e ele ficou tão nervoso que nos expulsou do estúdio e tivemos que ficar em um hotel.”

Campanha: Traga a turnê do “No Pads” para o Brasil

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No dia 10 de Janeiro o Simple Plan anunciou uma turnê especial para comemorar os 15 anos do lançamento do disco de estréia da banda, “No Pads, No Helmets… Just Balls”.

Até o momento a turnê conta com 19 shows nos Estados Unidos, iniciando no dia 19 de Março, entretanto, através de sua conta oficial no Instagram, o baterista Chuck Comeau confirmou o interesse dos canadenses de estender as datas para o mundo inteiro!

Participe da campanha do Simple Plan Brazil e faça com que as produtoras tenham conhecimento do interesse do público brasileiro em prestigiar esse show especial do Simple Plan dedicado aos fãs mais devotos da banda! Para saber como colaborar, clique aqui.

Novas fotos da época do “No Pads” divulgadas na internet

Como parte das comemorações dos 15 anos do “No Pads, No Helmets… Just Balls”, os caras do Simple Plan publicaram novas fotos da época em suas contas nas redes sociais.

O vocalista Pierre Bouvier e o guitarrista Jeff Stinco disponibilizaram duas imagens onde podemos ver os músicos em estúdio para as gravações do álbum e, além disso, o Facebook da banda disponibilizou uma série de fotos de um ensaio fotográfico da banda para a divulgação do disco. Clique nas miniaturas abaixo para conferir:

Simple Plan anuncia turnê comemorando os 15 anos do “No Pads”

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Em 2017 o disco de estréia do Simple Plan, “No Pads, No Helmets… Just Balls” comemora 15 anos desde o seu lançamento e, além de publicarem diversas fotos em suas redes sociais relembrando os velhos tempos, hoje o Simple Plan anunciou uma turnê especial que passará pelos Estados Unidos nos meses de Março e Abril onde a banda tocará o disco na íntegra!

A turnê estreará no dia 19 de Março – a data oficial da comemoração dos 15 anos do “No Pads” – em Fort Lauderdale, na Flórida e encerra no dia 15 de Abril em São Francisco, Califórnia. A banda ainda passará por cidades como Nova York, Baltimore, Filadélfia, Chicago, Detroit, Cleveland, Anaheim e Los Angeles. A abertura ficará por conta das bandas Set It Off e Seaway.

Os ingressos estarão disponíveis para venda na próxima sexta-feira, entretanto, hoje os fãs já podem adquirir suas entradas através da pré-venda no site da Ticketmaster.

Confira abaixo o comunicado do anúncio da turnê e veja o pôster oficial divulgando as datas e cidades por onde a banda irá se apresentar:

É difícil de acreditar que nesse ano nós estamos comemorando o 15º aniversário do lançamento do nosso disco de estréia, “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Para comemorar esse grande marco, nós estamos extremamente animados em anunciar que nós estaremos em turnê para tocar nosso primeiro disco completo nos Estados Unidos. E o que é mais legal é que a turnê se inicia no dia 19 de Março, exatamente no mesmo dia que o disco foi lançado em 2002.

Esses últimos 15 anos foram uma jornada incrível para nós. Dos ensaios e composições no porão das casas dos nossos pais até vendemos milhões de discos e tocarmos no mundo inteiro, nós pudemos viver muitos de nossos sonhos graças a essa banda e nós não poderíamos estarmos mais agradecidos. A melhor parte é que pudemos fazer isso com os mesmos 5 amigos que começaram essa banda juntos; nós não poderíamos ter mais orgulho disso!

Depois de lançar nosso quinto disco no ano passado e tocarmos mais de 100 shows em cerca de 40 países, nós sentimo que era importante ter essa oportunidade de olhar para trás e comemorarmos essa aventura maravilhosa que nós tivemos como banda e amigos. Parecia algo importante fazer algo especial, algo que nunca havíamos feito antes para destacar esse grande feito em nossa vida. Foi por esse motivo que quisemos fazer essa turnê. “No Pads, No Helmets… Just Balls” mudo tudo para nós e nós estamos muito ansiosos em tocar todas essas músicas mais uma vez e reviver um momento em nossas vidas cheio de memórias incríveis.

Mais do que qualquer coisa, nós queremos fazer essa turnê para vocês, nossos fãs, que estão conosco desde o início, nos apoiando e nos dando a chance de fazermos o que mais amamos fazer na vida. Muitos de vocês nos dizem o quanto essas músicas significaram para vocês ao longo dos anos e como esse disco teve um grande impacto na vida de vocês. Nós queríamos fazer essa turnê para comemorar essa conexão emocional que nós todos dividimos com essas músicas. Nós esperamos que esses shows possam fazer com que vocês se sintam como crianças novamente, fazer com que vocês queiram cantar com todo o coração e trazer de volta um momento que nada mais importava além de ouvir música, se divertir com amigos e ir a shows.

2017 será um ano incrível de comemoração para a banda e nós esperamos que vocês possam estar conosco para esses shows únicos. Muito obrigado por todo o apoio e nos vemos em breve!

Pierre, Chuck, Sébastien, Jeff e David.