Jeff Stinco fala sobre colaborações com Mark, Joel e críticas do Sum 41

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O Jeff Stinco realizou uma entrevista com o STL Today onde ele citou o que fez o Simple Plan perceber que a banda poderia dar certo, como as colaborações com Mark Hoppus e Joel Madden e até mesmo as críticas do Sum 41. Confira a tradução da matéria abaixo:

No ano passado a banda pop-punk Simple Plan percebeu que eles estavam próximos de uma realização: os 15 anos de lançamento do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls” de 2002 estava chegando.

A banda sentiu que era necessário fazer da ocasião um marco. Uma turnê de comemoração que será apresentada em Peageat na sexta-feira. O disco, que vendeu mais de 2 milhões de cópias, inclui os singles “I’d Do Anything”, “I’m Just A Kid” e “Addicted”.

“Eu mal podia acreditar que já faziam 15 anos,” diz o guitarrista Jeff Stinco. “Quando o pessoal começou a falar sobre isso, sentimos que não tínhamos dando tanta atenção a esse disco ao longo dos anos. Tudo passou tão rápido que sentimos que precisávamos fazer algo em relação a isso.”

Alguns shows para comemorar esse disco se tornaram mais outros, e não muito tempo depois, se transformou em uma turnê.

Stinco diz que os membros da banda eram meio amadores no processo do “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Eram só cinco caras que se conheceram no colegial praticando no porão da casa dos pais de Chuck Comeau.

A banda também inclui Pierre Bouvier, Sebastien Lefebvre e David Desrosiers.

“Nós ficávamos assistindo vídeos de bandas enquanto ensaiávamos as músicas, sonhando em fazer shows ao redor do mundo e termos um contrato e uma carreira como aqueles que assistíamos na TV,” diz Stinco.

Mas enquanto sonhavam em se tornarem os próximos Blink-182 ou Offspring, ele diz que a banda não fazia ideia de como conseguiriam chegar nesse ponto. “Nós achamos que se escrevêssemos músicas boas e trabalhássemos em nossos shows também seria algo que poderíamos alcançar.”

O processo de gravação do disco não foi nada parecido como algo que a banda já tinha vivenciado. O disco levou um ano para ser feito, e a banda vivia no estúdio, dormindo em beliches.

“Havia muita tensão,” diz Stinco. “E nós éramos tão rígidos em cada ideia que tínhamos, cada assunto. O processo foi tedioso, longo e nem um pouco fluído.”

Eventualmente a banda conheceu o produtor Arnold Lanni, que tomou conta das coisas. “Ele nos colocou de baixo de suas asas e meio que nos estruturou, nos ajudou a fazer algo interessante das músicas que tínhamos.” diz Stinco. “As músicas eram boas, mas nós perdemos muito tempo nelas, e as músicas precisavam ser polidas.”

O álbum contou com duas colaborações: as participações de Mark Hoppus do Blink-182 em “I’d Do Anything” e de Joel Madden do Good Charlotte em “You Don’t Mean Anything”. As duas participações eram importantes para a banda.

“Mark era o maior artista pop-punk naquela época. Ele disse que “I’d Do Anything” era fantástica, e que ele amaria participar dela. Nós achamos que tínhamos conquista o que era preciso, ter ele cantando em nosso disco e aparecendo no clipe. Isso abriu algumas portas. Não sei se a MTV estaria aberta a nós se ele não estivesse nos apoiando,” diz Stinco.

Madden foi outra grande conquista para a banda. O Simple Plan ia aos shows do Good Charlotte, e ele fizeram algumas turnês da Warped Tour juntos. “Foi muito legal quando o Joel aceitou cantar no disco. Isso trouxe um aviso para a banda. Naqueles tempos não existia Instagram e Facebook e Twitter. A palavra era extremamente importante.”

Assim que o disco foi finalizado, a banda não sabia o que esperar, mas o retorno foi bem positivo. Stinco diz que outro sinal positivo foi quando a banda rival, Sum 41, falou mal sobre o Simple Plan na TV. “Nós achamos que era um bom sinal,” ele diz. “Isso fez dar pistas de que algo estava acontecendo.”

Ele diz que finalmente era um disco interessante com elementos peculiares – e também um disco com “realmente horríveis, muito ruins, que você pode chamar de encheção de linguiça. Mas elas ainda são boas ao vivo, e foi uma ótima imagem para nós naquela época.”

A ideia de uma turnê de comemoração surgiu enquanto a banda estava em turnê com o disco mais recente, “Taking One for the Team”. Eles acharam que seria legal começar a turnê no dia 19 de Março, exatamente na comemoração dos 15 anos do início da banda. Eles continuarão com nossos shows tradicionais durante os festivais. “Nós vamos fazer um malabarismo entre dois sets,” diz Stinco.

O novo disco conta com “I Don’t Wanna Go to Bed”. com a participação de Nelly. O Simple Plan se lembra de quando cruzaram caminhos com o Nelly durante os tempos do Total Request Live da MTV, e a banda sempre gostou dele como artista.

“Ele é um cara do entretenimento – memorável,” diz Stinco sobre Nelly que é nativo de St. Louis. “Quando fizemos uma lista de artistas com os quais gostaríamos de trabalhar, o Nelly estava no topo dela. Ele faz rap, canta, ele faz harmonias, e tudo se encaixou com o que estávamos fazendo.”

Entretanto ele diz que a banda inicialmente ficou surpresa de como ele estava despreparado, mas no fim das contas isso não importou.

“Ele começou a improvisar algumas linhas e a escrever. É meio que parte da natureza dele. Ele construiu sua parte no estúdio. A contribuição dele fez da música bem melhor, e foi legal ver uma abordagem diferente na construção de uma música.”

Entrevista: Pierre Bouvier conversa com a ESPN

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Em uma nova entrevista para ESPN, o vocalista Pierre Bouvier fala sobre o tema esportivo do disco “Taking One for the Team”, como reage ao ouvir suas músicas na rádio e TV, a colaboração com Nelly e seus times favoritos. Confira a matéria traduzida abaixo:

O Simple Plan está há muito tempo no centro das atenções do mundo pop-punk. Agora eles também estão encontrando o seu lugar no mundo dos esportes. Desde se apresentando na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno de 2010 até tornarem o hino “O Canada” em uma balada pop-punk no NHL Winter Classic desse ano, eles acabam recebendo respeito no mundo dos esportes.

Com o seu último lançamento, “Taking One for the Team” a banda franco canadense de pop-punk retribui esse amor.

A ESPN Music entrevistou o vocalista do Simple Plan, Pierre Bouvier, onde falaram sobre o papel do esporte nesse último lançamento e como o novo disco se difere do som pelo qual a banda é conhecida.

Lançado no último mês de Fevereiro, “Taking One for the Team” traz na arte da capa os cinco membros estourando uma champanhe em um vestiário celebrando depois de um jogo.

A ESPN Music perguntou a ele o que fez com que eles chegassem ao tema esportivo para a arte do disco.

“Nós queríamos ilustrar o fato de que estar em uma banda é como fazer parte de um time,” disse Bouvier. “Você precisa fazer varias coisas pelo bem maior se você quer suceder por bastante tempo. Você não pode ser egoísta pensando só em si mesmo e se tornar um rockstar egocêntrico. Isso, com certeza, faz com que uma banda acabe.”

Se você é maníaco pelo a March Madness, então você provavelmente já ouviu o single do Simple Plan, “Boom!” na programação do College Basketball desse ano. Essa alegria em ouvir sua música na televisão não acabou para Bouvier.

“Um dos meus amigos ouviu, gravou e me mandou quando tocou pela primeira vez. Eu fiquei bem animado. Eu não podia acreditar,” disse ele. “Eu não acho que um dia vou me cansar de ouvir minhas músicas na TV ou no rádio. Eu sempre aumento o som e canto junto.”

Com alguns convidados surpreendentes desde o mundo do raggae até o hip hop, e uma aparição do vocalista do New Found Glory, Jordan Pundik, o “Taking One for the Team” traz um balanço entre a chegada de um som mais pop e o essencial pop-punk.

“‘Taking One for the Team’ deve ser o nosso disco mais pesado até então,” diz Bouvier. “Existem algumas curvas nesse disco no mundo pop, mas no geral, é um disco com muita energia e bem pesado.”

Entre essas curvas, está o novo single reggae pop “Singing In the Rain”, e uma inspirada no country “I Don’t Wanna Go to Bed”, que conta com a participação de Nelly.

Bouvier explica como a banda conseguiu fazer com que o rapper de St. Louis cantasse no disco:

“Nós tínhamos a ideia de termos uma música com o Nelly, mas nunca achamos que ele iria se interessar, mas ele disse ‘Sim!'”, diz Bouvier. “Nelly é um verdadeiro personagem, ele tem uma personalidade forte. Nós adoramos conhecê-lo e trabalhar com ele. Ele é um cara muito legal e ele realmente trabalhou duro fazendo sua parte. Ele não é só de aparências. Ele é aquilo mesmo. Ele se certificou que nós amássemos e ele mandou bem.”

Entre os times favoritos de Bouvier, como um canadense nativo, ele não vai muito longe de suas raízes.

“Eu sou de Montreal então eu penso de forma racional, eu tenho que dizer que é o time de hóquei Montreal Canadians,” diz ele. “Isso faz parte da minha cultura. Todo mundo assiste hóquei lá e as torcidas são intensas.”

Mas uma pequena mudança, segundo Bouvier, pode fazer isso mudar.

“Agora eu moro em São Diego, então eu torço pelo Chargers e Padres. Eu abracei os times da minha cidade nova,” ele disse.

Scans: Matéria completa do Simple Plan na Rock Sound

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Assim como vocês já sabem, o Simple Plan está na capa da última edição da revista britânica “Rock Sound”. Confira agora os scans da matéria em nossa Galeria e leia abaixo a entrevista com Pierre Bouvier onde ele fala sobre o trabalho com Nelly, o clipe de “I Don’t Wanna Go to Bed”, como é tocar e trabalhar com bandas novas, a vida em família e comenta sobre uma votação que elegeu o Simple Plan melhores do que os Beatles.

A matéria também traz um novo ensaio fotográfico da banda com fotos tiradas pelo fotógroafo Chapman Baehler.

Sem muita fama ou publicidade, o Simple Plan tem construído o seu pequeno império pop-punk por 17 anos. Agora, com um álbum brilhante na manga o quinteto canadense pode estar prestes a receber o seu reconhecimento.

Imagine a cena: O vocalista do Simple Plan, Pierre Bouvier, fazendo de tudo para continuar acordado em um estúdio de Los Angeles enquanto o rapper multi-milionário Nelly coloca sua voz em uma música. Não é todo mundo que poderia imaginar isso acontecendo.

“O Nelly é uma figura grandiosa,” diz Pierre rindo. “Ele pegou o microfone e começou a soltar as ideias bem na nossa frente. Ele tem uma personalidade grande, e ele é uma estrela de verdade. Ele ficou conosco até ás 3 da manhã, o que no mundo do rap deve ser algo normal, mas isso para o Simple Plan já tinha passado da hora de irmos dormir!”

Quando o Pierre e seus companheiros – os guitarristas Jeff Stinco e Sebastien Lefebvre, o baixista David Desrosiers e o baterista Chuck Comeau – se apertaram em uma van para irem tocar músicas como “Addicted” e “I’m Just A Kid” para uma platéia pequena em galpões, eles nunca poderiam imaginar isso. A ideia de que um dia estariam correndo em uma areia e navegando em oceanos azuis brilhantes para recriar cenas do lendário seriado dos anos 90 “Baywatch” com o Nelly para o clipe de “I Don’t Wanna Go to Bed” seria algo insano. Mas isso aconteceu e é a realidade dele enquanto eles lançam o quinto disco “Taking One for the Team”.

“Foi um dia difícil de trabalho – em um barco no oceaco, cercados de mulheres lindas de biquine!” brinca Pierre. “Houveram várias surpresas em nossa carreira, mas esse com certeza foi um grande destaque. Antes da internet, eu assistia ao Baywatch quando era criança – por motivos óbvios – e eu nunca poderia prever que o David Hasselhoff poderia estar em uma de nossas músicas e no nosso vídeo.”

Cenários bizarros como esses são normais para o Simple Plan hoje em dia. Mesmo que eles nunca tenham sido tratados da mesma forma que o Green Day ou o Blink-182, eles são uma banda que conseguiu firmar o nome no livro de histórias do pop-punk. O Simple Plan é o tipo de banda que se você ver ao vivo, fica impressionado na quantidade de músicas que você conhece e ama. Pierre associa isso ao fato de permanecerem em suas raízes e, ao mesmo tempo, não ter medo de tentar novas coisas.

“Nós queremos continuar sendo verdadeiros com nós mesmos e fazer um álbum que os fãs de longa data irão amar,” explica o vocalista com uma paixão óbvia. “Por outro lado nós queremos surpreender as pessoas e manter tudo fresco para nós mesmos; fazendo coisas que nunca fizemos antes.”

Esse com certeza é o caso com o quinto disco, onde hinos do pop-punk como “Opinion Overload” divide o espaço com o jazz de “Sad” e o groove leve com a colaboração antes mencionada de Nelly em “I Don’t Wanna Go to Bed”. É essa aproximação dupla para agradar os fãs antigos e os novos que permitiu o Simple Plan durar tanto tempo. Agora quando eles voltam para a casa deles na Warped Tour, eles são os mais velhos do gênero. Isso cria um contrates interessante quando eles fizeram shows no verão passado, uma experiência bem diferente do início, tocando e torcendo para que houvesse platéia para assisti-los.

“A Warped foi onde tudo começou para nós. Nós nunca achamos que fossemos grandes, sempre nos sentíamos como os rejeitados,” reflete Pierre. “Talvez por nunca termos alcançado um sucesso gigantesco. Nós nunca saímos em capas de revistas ou no topo das paradas. Tem sido sempre uma batalha, cada conquista foi difícil de conseguir. É engraçado sermos os mais velhos, mas sempre nos sentimos como se fossemos os jovens.”

Esse espírito jovem permitiu que o Simple Plan voltasse direto para o pop-punk da Warped Tour sem muito barulho. Isso também permitiu que a fonte da juventude mantivesseessa banda fresca e excitante regularmente no alto. Assim como o sucesso da nova geração de bandas que está surgindo.

“É legal ver pessoas talentosas carregando tocha,” diz ele. “Quando eu vi o PVRIS e Piece the Veil na Warped Tour eu fiquei bem impressionado; essas bandas estão com tudo agora. Isso me inspirou a entrar no estúdio e fazer mais, também.”

No mesmo espírito, Pierre e Chuck agora tiveram a banda de trabalhar com outras bandas mais novas. No ano passado eles entraram em estúdio com a banda australiana de pop-rock 5 Seconds of Summer para ajudar a compor algumas músicas para o segundo disco deles, “Sounds Good Feels Good”.

“Os caras do 5 Seconds of Summer são ótimos, então pensamos em tentar,” explica o vocalista. “Eu acho que o meu conhecimento pode ajudar outras pessoas, mas eu também acho que isso pode me fazer um melhor compositor.”

Enquanto arrebentar os novatos da Warped e trabalhar com uma das bandas mais conhecidas da atualidade pode ajudar o Simple Plan a voar, não se pode ignorar o fato de que a banda está em um território mais ‘maduro’ atualmente. Pierre agora tem 36 anos e, mesmo que isso não seja um sinal de que ele vá se aposentar, ele tem uma vida confortável de adulto a parte da banda.

Agora ele é um homem de família com esposa e filhas, passando longe de ser um adolescente pop-punk tentando escapar de sua cidade e reclamando por terem sido rejeitados.

“Estar em casa e cuidar das minhas filhas é o melhor lugar,” diz Pierre sorrindo. “É ótimo que a nossa carreira permita que eu sustente minha esposa e minhas filhas, e eu sou muito grato a música por ter me permitido isso. Eu posso voltar para casa, ler histórias para elas dormirem e fazer cookies com elas. É difícil ter que viajar, mas é algo que tenho que fazer.”

É claro que a família significa o mundo para Pierre. Ele diz muito o quanto é importante para que suas filhas saibam quem seu pai é e que ele tem uma vida feliz além de fazer shows de rock. Isso acaba trazendo uma pergunta: quando é considerado ser muito velho para a vida pop-punk?

“Os sinais irão aparecer. Mas agora parece que não será logo,” insiste. “Se nós começarmos a fazer show e ninguém aparecer teremos que pensar em um Plano B, mas esperamos que isso nunca aconteça.”

Mesmo podendo aproveitar de uma carreira longa que permite os membros terem uma ótima vida fora da banda, o espírito de rejeição ainda prevalece e pressiona o Simple Plan a seguir em frente.

“Parte do motivo de ainda estarmos aqui é por não termos um hit grandioso,” reconhece Pierre. “Nós já nos saímos bem, já tivemos sucesso mas nunca nos sentimos os reis do mundo. Esse sentimento que fica com a banda, que já conseguimos coisas que queríamos. É algo saudável, nunca estar completamente satisfeito. Essa é a ladeira para muitas bandas, eles ficam tão grandes que eles acreditam no próprio hype. Nós ainda temos muito a provar.”

E com o laçamento do melhor disco deles, Pierre e seus companheiros já provaram que ainda possuem muitas coisas reservadas.

Melhores do que os Beatles!?

Um tempo atrás, o escritório da Rock Sound entrou em um debate: qual banda é melhor – o Simple Plan ou os Beatles? Para evitar que a coisa ficasse séria entre os membros da equipe, tacando biscoitos uns nos outros, nós colocamos essa pergunta para vocês através de uma enquete ultra científica no Twitter. Depois de uma batalha de 24 horas com uma banda brigando com a outra, o Simple Plan veio com uma vitória impressionante com 62% dos votos.

“De jeito nenhum!”, Pierre gritou quando informamos o resultado. “Meu pai, definitivamente, não concordaria…” ele adicionou. Nosso palpite é que o pai de Pierre esteja entre os outros 38%. Desculpe, Sr. Bouvier!

Créditos: CSP

Entrevista: Pierre Bouvier conversa com a Rolling Stone

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Em uma nova entrevista para a revista Rolling Stone da Itália, Pierre Bouvier fala sobre as colaborações no novo disco, os diversos estilos da banda e o que eles gostam de fazer no tempo livre. Confira a tradução completa abaixo:

Para passar do pop-punk pela cena do hip-hop e da música dance não deve ter sido fácil. Qual foi o grande segredo?
Na verdade somos uma banda de hip hop! (risos) Sério, nós estamos vivendo um momento de muita diversidade. Existem várias pessoas que ouvem hip hop, pessoas que ouvem eletrônico, pessoas ouvindo músicas acústicas e, felizmente, pessoas que escutam todos esses estilos juntos. Nós ainda temos muitos fãs pois somos espontâneos e então nossos shows são divertidos. E com a internet, você pode se afastar do mainstream sem dificuldades. Se você gosta de metal você pode procurar no YouTube sem precisar ir até uma loja específica que mantem essa cena viva.

Verdade, e vocês não são mais os mesmos de antes. Eu ouvi algumas guitarras funky…
Claro! Agora temos 16 anos de banda, então mudar um pouco nos faz bem. Eu duvido que ninguém se canse de ouvir álbuns parecidos o tempo todo. É claro que não vamos mudar totalmente o nosso som. A ideia por trás desse novo álbum é clara: nós somos mais do que isso. E assim como nossos fãs, nós queremos nos divertir.

Sobre o novo disco. Como foi trabalhar com Nelly e com o The Hoff?
O Nelly é uma pessoa muito divertida. [E claro que ele é um cara durão mas como pessoa ele é bem legal. Nós já sabíamos como ele era pois temos amigos em comum. Nós encontramos com ele e fomos para o estúdio gravar a música. É claro que ele apareceu bem tarde, mas não importa pois funcionou de imediato. Depois de alguns minutos já éramos melhores amigos. Bem centrado no que nós queríamos para a música, o que, graças a ele, alcançou um outro nível. Com o The Hoff, infelizmente não nos encontramos pois ele só fez uma participação no estilo Baywatch para o vídeo.

Eu vi e eu acho que, definitivamente, vocês estão mais divertidos e positivos do que nos tempos de “Welcome To My Life”.
Essa é só uma música isolada – é claro que talvez uma das mais famosas junto com “Summer Paradise” – mas com um assunto mais melancólico. Os nossos fãs sabem que somos muito mais do que os nossos hits. Se você for notar, o assunto de “Can’t Keep My Hands Off You”, uma músca punk rock do nosso álbum anterior, bom, você pode perceer que a história é a mesma de “I Don’t Wanna Go to Bed”: Quando você quer sair com alguém e ter o máximo de atenção dessa pessoa. Na nossa discografia, assim como na vida, existem períodos tristes e felizes que se cruzam. Ás vezes você precisa de músicas emocionante quando você está para baixo e outras vezes você só quer dançar no tempo livre.

E vocês, o que fazem no tempo livre?
Muitos de nós temos filhos, então ultimamente no tempo livre eu tomo conta de casa, surfo, jogo golf. O Sebastien tem um programa de rádio e o Jeff tem uma pizzaria em Montreal!

Sério?
Sim, mas isso é só algo que fazemos quando não temos quando não temos mais compromissos. A banda está acima das pizzas.

Entrevista: Chuck Comeau com a revista XXIV

chuck-drums-04Em uma entrevista para a revista australiana XXIV, Chuck Comeau contou curiosidades por trás das gravações do clipe de “I Don’t Wanna Go to Bed” e a vontade de voltar a tocar na Austrália com a nova turnê. Confira:

Desde o lançamento do “No Pads, No Helmets… Just Balls” em 2002, contendo uns de nossos singles favoritos como I’m Just A Kid, I’d Do Anything, Addicted e, é claro, Perfect. Ainda assim, o Simple Plan ainda não parou!

Se você não se lembra, iremos refrescar a sua memória. Em Dezembro de 2011, a Austrália foi o primeiro país no mundo inteiro a lançar “Summer Paradise” do “Get Your Heart On!”, como single, e o clipe foi filmado inteiramente na Austrália. Então, para comemorar o lançamento do tão aguardado “Taking One for the Team”, Chuck Comeau nos contou sobre a produção do novo disco e o que a banda deverá fazer pelos próximos cinco anos…

“Nós lançamos o nosso disco anterior e queríamos sair em turnê logo em seguida! Nós fizemos shows por exatamente 2 anos e meio ao redor do mundo, tocamos em 60 países, fomos 3 vezes para a Austrália e fizemos 2 turnês próprias. Tiramos um tempinho de férias e depois de 6 meses ou um ano, nós estaríamos prontos para voltar ao estúdio e voltar em turnê, mas esse disco foi mais demorado do que o esperado. Nós nos esforçamos. Nos escrevemos cerca de 80 músicas. Isso veio do desejo de fazer algo realmente especial, de ser considerado o nosso melhor álbum até então.”

Depois de todos esses anos os caras provaram que o punk não está morto! E não só isso, eles definitivamente provaram que podem tocar qualquer tipo de música, especialmente nesse disco.

“Não é errado aceitar quem você é e permanecer firme no seu estilo e no que te construímos. Muitas músicas desse disco tem uma energia louca, muito divertida, up-tempo, pegajosa cheias de guitarras e batidas. Existe muito do som do Simple Plan dos dois primeiros discos mas também existem coisas que nunca tentamos antes. Colocamos uma música chamada “I Dream About You”, que é um estilo meio sombrio e diferente. O que definimos para nós é que não nos perderíamos e que é importante voltar às raízes. ‘Opinion Overload’ vai ser muito louca – a platéia vai reagir muito bem e eles irão a loucura com ela – vai ser muito legal – estou ansioso!”

Tentando entender onde o Simple Plan deveria estar em 2016, Comeau diz que mesmo que tenha sido um disco demorado de se fazer, ele está feliz que tenha saído algo do qual ele sente orgulho.

“Eu não mudaria nada nele. Eu acho que levar todo esse tempo dever ser o motivo de termos gravado um álbum tão coeso.”

O primeiro single do “Taking One for the Team”, “I Don’t Wanna Go to Bed” com o Nelly deve ser uma das faixas pop mais contagiantes; Comeau explica que essa é a música mais diferente do que o que eles estão acostumados a fazer.

“Achamos que seria meio entediante colocar 12 ou 14 faixas que parecessem todas iguais.”

Ele também explicou como foi a experiência em trabalhar com o Nelly…

“Foi incrível! Nós crescemos sendo fãs dele e nós fomos lançados na mesma época, então foi bem legal trabalhar com ele. Ele é um rapper mara o estilo do rap dele é como se ele estivesse cantando, então deu muito certo com a nossa música e com o estilo da melodia. Foi bem legal estar em estúdio com ele, ver o processo dele e como ele enxerga uma música, e como ele pensa, e como ele trabalha. Foi bem legal estar lá e fazer parte disso. E com o vídeo, o que acontece é que o Nelly não é a pessoa mais pontual. Foi um vídeo gravado dependendo da luz do dia e ele chegou literalmente vinte minutos antes do pôr do sol e nós já estávamos ficando loucos. Mas ele veio e ficou tipo ‘vamos lá!’ e ele mandou bem!”

Não só o Nelly esteve no vídeo, como também o famoso Hoff…

“Ele nos convidou até a sua casa e nos mostrou como ela é e é muito louco – você anda e ela é cheia de pôsters dele e roupas do Rayder e do Baywatch e coisas do tipo. Foi incrível! Ele realmente é aquele personagem e é um cara muito, muito legal! Nós ligamos para o empresário dele e dissemos, ‘hey, nós temos essa ideia, acha que ele toparia?’ e ele amou e tem um ótimo senso de humor e esse é um dos motivos de ele estar por aí ainda hoje fazendo todas essas coisas – ele sabe como rir de si mesmo e gosta de se divertir – eu acho que o clipe ficou ótimo e ele está bem engraçado nele.”

Estreando a Taking One for the Team World Tour no Canadá, indo para o Reino Unido, França, Alemanha, República Tcheca, a banda também se apresentará no Japão. Sem nenhuma data anunciada para a Austrália, Comeau deu aos fãs um pouco de esperança.

“Claro que estaremos ocupados; nós faremos shows o ano inteiro. Eu mal posso esperar para começar a tocar as novas músicas para os fãs. A Austrália é um dos nossos países favoritos de nos apresentarmos e, eu sei que parece que estou falando por falar, mas não. Nós amamos tocar aí. Com certeza voltaremos! Não temos uma data oficial mas estamos falando com o nosso promotor daí, então com certeza iremos voltar!”

17 anos de pura música, o Simple Plan continua tomando o mundo como um trovão. O amor deles pelos fãs e o amor que os fãs tem por eles inspirou a banda.

“Não existe nada melhor para uma banda quando você trabalha duro em algo e finalmente começa a lançar para as pessoas ouvirem e elas reagem de maneira positiva!”

Entrevista: Chuck e Seb conversam com o 24 Hours Toronto

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Em uma entrevista para o site 24 Hours Toronto, Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre falam sobre a colaboração e o clipe de “I Don’t Wanna Go to Bed”, o tema esportivo do disco e o significado por trás das faixas do novo trabalho da banda. Confira:

O clipe de “I Don’t Wanna go to Bed” foi gravado na Califórnia?
Sebastien: Um pouco dele, mas muito dele foi em Ontario, no Lake Erie. Lá tem ótimas praias e foi um dia maravilhoso de sol.
Chuck: Nós fizemos algumas cenas na Califórnia para meio que pegarmos uma vibe de Malibu. Nós usamos exatamente a mesma praia que eles usaram para o Baywatch.

Por que vocês escolheram o Baywatch?
Sebastien: É engraçado pois nos anos 90, quando estávamos na adolescência não existia internet como hoje em dia então, se você queria ver mulheres bonitas usando biquine, você tinha que ver o Baywatch.
Chuck: O programa era o mais popular da história da TV, o mais assistido. Era insano. Então foi algo legal em fazer algo nesse estilo para que todos pudessem sacar logo de cara. “Oh, é o Baywatch”.

O Hoff foi tudo o que vocês imaginaram que seria?
Sebastien: Acabou que ele meio que entrou na brincadeira. Ele sabe que é meio engraçado que ele tenha feito isso por tanto tempo e ele gosta disso. Então para ele é totalmente voltado a isso.

Fazem cinco anos desde o último disco. Essa pausa foi a maior de todas?
Chuck: Só demorou tanto pois queríamos fazer algo que seria especial e que se destacaria de qualquer coisa que já tivéssemos feito antes. E, conforme você lança mais discos, eu acho que fica mais e mais difícil de se alcançar isso… Levou um tempo para percebermos onde gostaríamos de estar em 2016.

Esse poderia ser um disco que dá algumas dicas de algum tipo de separação já que existem músicas com nomes como “Farewell”, “Everything Sucks”, “I Don’t Wanna Be Sad”, “P.S. I Hate You” e “I Dream About You”?
Chuck: Existiram algumas dentro da banda nesses últimos cinco anos mas eu não diria que é um álbum sobre términos. Para mim é um dos que mais está ligado com autonomia… E esse disco é um pouco de nós nos aceitando quem somos como uma banda e como pessoa. E dizendo, “Não há problema em ser você. Algumas pessoas falarão merdas e irão te criticar e, quer saber, não tem problema. Nós estamos fazendo isso por 17 anos. E tem sido ótimo. E nós vamos continuar fazendo isso. Vocês não vão conseguir nos impedir.”

Acho que posso dizer que o Nelly não é uma escolha óbvia para uma música do Simple Plan, certo?
Chuck: Nós somos fãs dele desde o fim dos anos 90 e o começo dos anos 2000…. E sobre o Nelly, eu acho que essa é uma música mais rítmica e nós nós gostávamos muito dele pois, é claro, ele é um rapper e tudo que ele faz é super contagiante. É quase como se ele estivesse cantando e nós achamos que seria legal combinar isso com a energia dessa música. E eu acho que ele fez um ótimo trabalho.

Foi fácil chegar até ele?
Chuck: Nós chegamos nele e ele curtiu muito isso, ele gostou da música, e nós trabalhamos no estúdio dele em Los Angeles e trabalhamos na parte dele juntos e foi meio estranho pois é claro que ele tem uma agenda diferente. Tipo, nós começamos a trabalhar ás 10 da manhã e ele começa á meia-noite. Então aparecemos lá por volta dás 23h30 e nós começamos a gravar lá pelas 00h30 e nós ficamos tipo “Ok”, e terminamos por volta dás três ou quatro da manhã.

Vocês são grandes fãs do Habs, então não é uma surpresa que vocês escolheram um tema esportivo para esse disco, certo?
Chuck: Existe uma faixa escondida no fim do disco e temos o Bob Cole (uma lenda do Hockey Night in Canada) narrando uma partida, então é bem legal.
Sebastien: Ele diz, “Comeau passa para o Lefebvre! (e assim vai)”

Veja a foto do ensaio fotográfico para a entrevista clicando aqui.

Entrevista: Chuck Comeau conversa com o Absolute Punk

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Hoje o site Absolute Punk publicou uma extensa entrevista com o baterista Chuck Comeau.

Na entrevista, Chuck fala sobre o novo álbum, a estratégia de lançamento da música “Singinig in the Rain” como single nos Estados Unidos, como houveram os convites para as colaborações dos artistas que participam de algumas faixas do disco, como as críticas afetam a banda além da forma que a banda faz com que as brigas internas sejam resolvidas.

Confira os trechos mais importantes da entrevista abaixo e clique aqui para ler a entrevista completa e traduzida.

O quão confidente você está com os singles desse disco? Eu soube que “I Don’t Wanna Go to Bed” está indo bem nas rádios pop do Canadá. Existe algum plano para vocês se impulsionarem nas rádios dos EUA em breve?
Essa faixa nunca foi planejada para as rádios dos EUA. É meio estranho pois estamos planejando uma estratégia diferente para o single dos EUA. Nós iremos lançar “Singing in the Rain”. Essa música será lançada na primavera de lá, por volta de Março ou Abril. Nós achamos que é uma música com a cara do verão. Nós queremos vir com algo bem típico da estação, então é um pouco diferente. De certa forma, isso vai diminuir nossas expectativas na performance do disco no lançamento e de quando ele for estrear nas paradas dos EUA pois nós não temos muito desempenho nas rádios. Nós não lançamos algo de propósito pois queríamos começar com essa música, então esse é o plano que temos para Março ou Abril. Veremos o que vai acontecer. Mas acho que essa música é incrível. Para mim, é umas das favoritas do disco. Ela parece ter um grande potencial para cair no gosto do público e, espero, que as rádios passem a aderir. Nós estamos otimistas de uma forma cautelosa.

Além de ficarmos sabendo que o disco não seria mais lançado até o ano de 2016, também descobrimos que “Saturday” não faria parte do disco. Isso tem haver com a reação que a música recebeu ou foi mais uma decisão criativa que vocês tiveram que fazer?
Para ser honesto com você, foi uma mistura das duas coisas. Nós fizemos essa música e estávamos meio que, “Hey, está pronta, vamos lançar.” E então ela foi lançada e a reação foi de, “Eh, muitos fãs gostaram mas muitos não gostaram nem um pouco.” Algumas pessoas que estiveram envolvidas no disco realmente amaram essa música. Eles estavam tipo, “Estou dizendo, é incrível!” É sempre excitante quando você ouve pessoas apoiando algo e você fica tipo, “Legal, vamos lançar e ver o que acontece.” Mas eu acho que lá no fundo tínhamos um sentimento dividido sobre a música e ficamos tipo, “Quer saber, não é muito a nossa cara.” Não parecia justo. Eu acho que foi uma das poucas vezes que não seguimos o nosso instinto, e acabou voltando contra nós mesmos, então acho que foi isso que aconteceu com essa música. Essa foi uma das maiores lições. Mesmo que já estejamos fazendo isso por tanto tempo, ainda há coisas para aprender. É algo humilde. Você tem que ser inteligente o suficiente para aceitar. Quando começamos a receber um feedback e os comentários, nós estávamos tipo “Porra… nós temos que concordar.” (Risos)

Desde o começo já havia uma vibe estranha com essa música. Foi a primeira vez que usamos um sample em uma música. Toda a parte do “S-A-T-U-R”. Nós nunca fizemos isso antes. Quando resolvemos fazer, tivemos que ir e dar uma limpada no sample, e foi difícil e estranho de se fazer. Escrevemos toda a música em cima disso e meio que tivemos que implorar para termos a permissão de usá-la e foi um processo estranho. Basicamente, meio que percebemos que não era algo para nós, não parecia justo. Nós ficamos tipo “Nós não queremos mais colocar isso, que se dane.” E conforme fomos escrevendo outras músicas, parecia que ela não se encaixava mais. Parecia que não fazia parte das nossas 14 favoritas, então decidimos não incluí-la. Ainda está aí para quem quiser ouvir, mas decidimos que não faria parte do disco.

Eu acho que as colaborações desse disco meio que amplificam a diversidade, pois mesmo que vocês façam músicas pop-punk, ter Jordan Pundik em “Farewell” a leva para um nível totalmente diferente. O que aconteceu até ter Jordan na música? Vocês sempre tiveram todas essas colaborações em mente desde o início?
Eu acho que sempre tentamos fazer com que todos os cantores incríveis de pop-punk estivessem em nossos discos. Até então, nós nos demos bem. Tivemos o Joel do Good Charlotte e o Mark do Blink em nosso primeiro disco, e então o Alex do All Time Low e o Rivers do Weezer. Agora temos o Jordan do New Found Glory. Nós somos bons nisso. (Risos)

Nós somos amigos do Jordan e do New Found Glory já faz um tempo. Nós fizemos shows com eles ao redor do mundo e eu acho que dividimos uma história bem parecida. Nós começamos na mesma época e eles ainda estão por aí mandando bem. Acho que tem muita coisa em comum. Sempre foi importante para nós manter essa conexão de onde nós viemos, de como crescemos. Quando éramos adolescentes, nossos ídolos eram Strung Out, Ten Foot Pole, Laggwagon, No Use for a Name e Pennywise – bandas como essas. Está em nosso DNA. Não importa o quão pop sejam as músicas, nós realmente amamos esse cenário. Mesmo fazendo esse disco, nós sempre voltamos a ouvir essas bandas. A forma que fazemos as músicas e a forma que pensamos sobre música em geral, foi formada e construída escutando essas bandas. Eu acho que a música que você escuta quando é adolescente é o que realmente tem grande impacto em você como um ouvinte. Não importa o quão diversificado o seu gosto fica conforme você envelhece, você nunca vai encontrar uma banda que te faça sentir tão apaixonado quanto como você se sentia com essas bandas. Para mim, é óbvio. É muito difícil encontrar algo que te faça se sentir excitado novamente, sabe?

Para nós é importante que, em cada disco, tenha alguém que meio que nos conecte com esse cenário. Essa foi a ideia com Jordan. Eu acho que ele mandou bem. É muito louco. Quando ele chegou, parecia que a música tinha sido escrita para ele. A voz dele funcionou perfeitamente. Eu acho que como fãs e como uma banda, é sempre bom ter pessoas diferentes. Nós nunca tínhamos trabalhado com ele antes e foi muito legal. Ele foi bem tranquilo com tudo, ele estava tipo “Claro que vou fazer. Eu amo vocês.” Ele foi até o estúdio na casa do Pierre em San Diego e foi incrível.

Quanto as outras participações, é diferente. Nós gostamos de nos divertir. Nós sempre fomos fãs do Nelly nos anos 90 e achamos que a música era algo bem diferente para nós e ficamos tipo, “E se fizéssemos dela algo mais divertido e animado?” Então pensamos, “E se tivéssemos um verso do Nelly? Bom… Não vai acontecer.” Mas nós ligamos para ele e ele aceitou. Ele é bem melódico. A forma que ele faz o rap, é como se ás vezes ele estivesse cantando. É bem empolgante e eu sempre fui um grande fã. Nós fomos lançados meio que ao mesmo tempo nos anos 2000. Nós fizemos alguns programas de rádio juntos e tudo mais. Eu acho que ele fez um trabalho muito bom. Quanto a Julliet, a mesma coisa. Nós a vimos na Warped Tour e sabíamos que ela tinha uma voz incrível. Nós ligamos para ela e ela curtiu muito a ideia. Ela veio até o estúdio e fez um ótimo trabalho. Novamente, muito divertida e muito legal. Eu acho que gostamos de ter alguns convidados pois faz com que o álbum seja mais aguardado. Traz um pouco de ansiedade nas pessoas.

Pierre também disse sobre o fato que vocês escrevem juntos por tanto tempo que ás vezes é difícil se comunicar quando as ideias não batem. Eu sei que isso é um pouco dramático, mas alguma vez você se sentiu tão frustrado que ficou tipo, “Quer saber, talvez isso seja o fim para nós, nós estamos juntos a muito tempo”? Eu só pergunto isso pois é algo que o The Summer Set acabou de passar com o novo disco deles e é algo que eles comentaram. Fico me perguntando se vocês passaram por isso ou mesmo se vocês nunca se sentiram dessa forma, se vocês têm algum conselho para as bandas mais novas que estão passando por toda essa porcaria com a indústria ou com o processo de gravação e que sintam vontade de jogar a toalha por causa disso?
Eu acho que o processo desse disco de algumas formas nos fez nos questionar se queríamos estar em uma banda. E muito tem a ver graças as oposições e algumas das críticas e comentários. Obviamente, quando você escreve algo e você faz algo, você espera… Quero dizer, você é realista, você sabe que não vai acontecer… Mas você espera que todos amem. Quando não acontece, pode ser meio duro. Dói. Não importa quanto sucesso você tenha ou quantos fãs você tenha… Mesmo que você receba 90 comentários incríveis, você sempre vai se lembrar daquele que não é tão bom, muito mais do que dos outros positivos. E é esse que fica.

Se existe alguma banda que já passou por isso, definitivamente somos nós. Não sei exatamente o motivo, mas nós definitivamente somos o alvo para esse tipo de coisa, e nós sabemos muito bem disso. Não é como se vivêssemos em uma bolha onde não sabemos e não lemos as coisas e não ouvimos nada sobre. Eu acho que ás vezes isso pesa em você, cara. Dói e é um saco. Existiram momentos em que nós estávamos tipo, “Caramba, realmente vale a pena? Isso nos faz nos sentirmos como uma merda.” Mas ao mesmo tempo, eu acho que muito desse disco, acabamos escrevendo em uma reação a esse tipo de coisa e tentamos fazer com que fosse um álbum poderoso que diz, “Quer saber, vamos aguentar. É normal ser quem você é. Algumas pessoas não irão gostar e algumas pessoas vão levar isso como um problema. Mas ao mesmo tempo, só cabe a você seguir o seu coração e fazer o que você acha certo.”

Eu acho que na cultura que estamos hoje, nunca foi tão fácil se deixar levar. Nunca foi tão fácil ser motivo de chacotas ou se machucar pelo que os outros dizem. Falo sobre bandas ou sobre pessoas normais. Parece que existe uma licença para denegrir todo mundo e de dizer coisas maldosas, mais intensamente na internet. Você está atrás de um teclado e você sente que pode falar o que quiser. Eu acho que as pessoas não percebem que isso pode afetar as outras; Nós definitivamente passamos por isso com esse disco. Mas então você deve perceber que você construiu algo que vale a pena proteger, algo que vale a pena seguir em frente, algo que vale o esforço. Pois nós temos todos esses fãs esperando nossas músicas, e também, nós devemos isso a nós mesmos para não destruirmos o que criamos e para ter certeza de não desistir só porquê existem dias mais difíceis do que outros. Não estou querendo pagar de vítima aqui. Nós temos muita sorte. Mas existem momentos onde é mais difícil do que antes. A indústria mudou muito e a cena em um geral mudou muito também. Nosso som não é necessariamente mainstream atualmente. Não é algo popular. As coisas evoluem e isso é normal, mas ás vezes é mais difícil de perceber o que você deve fazer como uma banda.

Além disso, o que você disse anteriormente, ás vezes estar em uma banda a tanto tempo, é meio que como estar em desvantagem. As pessoas amam saber “quem é novo?”, “quem está sendo lançado?” Sempre existe um burburinho quando algo novo está saindo. Quando você tem 16 anos, tem um pouco de fadiga. “Lá vão eles novamente,” sabe? Ás vezes você gostaria de ser aquela banda novata novamente.

Mas quanto a banda, conforme os anos passando, principalmente entre eu e o Pierre, quando escrevemos, estamos acostumados um com os outros. Eu sei que o que ele costuma fazer na composição e ele sabe o que eu vou fazer nos termos das letras e das ideias. Ás vezes você acaba não gostando da contribuição do outro pois vocês estão muito acostumados um com o outro. Você meio que espera por isso, você fica tipo, “Eh, tanto faz, que seja. Lá vem ele com as ideias dele,” sabe? É por isso que tentamos trabalhar com outras pessoas no nosso último disco. Nós viríamos com algo e o Pierre diria, “Eh, tudo bem,” e outro cara de fora falaria, “Não, é incrível! Do que você está falando?” e então, “Oh… É mesmo?” Isso traz uma perspectiva nova quando você começa a sentir que está caindo na rotina. Mas escrever é difícil e leva tempo e não existem muitas pessoas que trabalham conosco que saem com algo incrível em cinco segundos, sabe? É difícil para todo mundo. Foi tranquilizador para nós também, pois foi como, “Ok, então não somos só nós que passamos por momentos difíceis para escrever para um disco.”

Eu acho que, para mim, o que aconteceu é que isso me fez apreciar o talento de Pierre para melodias ainda mais. Toda vez que trabalhamos com alguém, eu sempre gravito sob suas melodia e a estética de suas ideias. Elas sempre são as minhas favoritas. Eu acabo percebendo que sou um grande fã do que ele faz como um compositor. Mesmo que estejamos trabalhando por 17 anos… Se você contar a nossa primeira banda, 22 ou 23 anos… Eu sou o maior fã dele. Eu ainda amo o que ele cria e eu acho que ele ainda ama trabalhar comigo.