Novas fotos do Simple Plan nos bastidores de Summertime Dropsout

No início de Setembro o Simple Plan esteve na cidade de Minnestoa nos Estados Unidos onde a banda participou das gravações do filme “Summertime Dropsout”, uma produção que contará a história de um grupo de amigos que formam uma banda de pop punk e sonha em participar de uma edição da Warped Tour.

As gravações do filme dirigido por Jhene Chase já foram encerradas e neste momento ele se encontra em pós-produção. A previsão é que o longa metragem seja lançado no ano que vem, mas pouco se sabe sobre como será a participação da banda canadense, exceto que eles não se apresentarão com nenhuma música como já aconteceu em outros filmes como “No Pique de Nova York” e “The Real Cancun”.

Além do Simple Plan, a banda Triple Stitch também participou das gravações que ocorreram no dia 05 de Setembro, inclusive encontramos uma foto dos bastidores das filmagens onde os membros posam ao lado de Pierre, Jeff, Seb e Chuck em uma foto, o que nos leva a acreditar que eles chegaram a dividir a mesma cena.

Por fim, os membros do Simple Plan foram entrevistados no mesmo dia para o site Music In Minnesota. Confira abaixo a entrevista completa e, em seguida, acesse a nossa Galeria com novas fotos da banda nos bastidores de Summertime Dropouts:

Seb fala sobre planos para sexto álbum do Simple Plan

Durante a participação do Simple Plan na edição de 2018 da Vans Warped Tour, o guitarrista Sebastien Lefebvre participou de um quadro do canal da Alternative Press no YouTube respondendo algumas curiosidades.

Entre as perguntas respondidas por Seb, o musico diz que um bom nome de uma banda cover do Simple Plan seria “Addicted”, ele descreve a fase de 2005 da banda como divertida, jovial, um pouco boba, energética e cansativa, pois eles viajavam demais. Já sobre a fase atual, ele ainda considera como divertido, mas mais inteligentes, melhores do que antes e fácil de levar.

Lefebvre também foi perguntado sobre que momento da vida dos filhos da banda seria considerado como um pesadelo por eles próprios, ao que ele responde que provavelmente seria quando eles passam muito tempo dentro do carro. Voltando sobre covers, Seb diz que seria divertido se o blink-182 regravasse “I’d Do Anything”.

Ao longo do quizz, Seb diz que prefere iogurte e granola ao invés de pizza no cafe da manha, que gostaria de sair em turnê com Don Broco e The Maine, que preferia não ter joelhos do que cotovelos, que se poderia, reescreveria “My Alien” Finalmente, sobre o próximo disco, o guitarrista diz:

“(Os fãs podem esperar por) mais um disco divertido. Geralmente somos devagar para escrever, mas acredito que o plano agora seja iniciar as composições assim que a Warped Tour acabar para que, assim que tivermos algo bom o suficiente, possamos lançar.”

Assista ao vídeo completo no player abaixo:

Chuck Comeau fala sobre estado de saúde de David Desrosiers

Dando continuidade a série de entrevistas para divulgar a vinda do Simple Plan ao Brasil que acontece na próxima semana, Chuck Comeau realizou uma entrevista ao site Tenho Mais Discos Que Amigos, onde falou sobre a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” e a possibilidade de David Desrosiers estar presente nas apresentações da banda no país. Confira a entrevista completa abaixo:

Essa será a oitava vez do Simple Plan no Brasil desde 2005, e vocês desenvolveram uma base de fãs muito sólida por aqui ao longo desses anos. Qual é a primeira coisa que passa pela sua cabeça quando você pensa em tocar aqui de novo?
Cara, é sempre uma ocasião especial quando tocamos aí. É um lugar bem especial pra gente. Eu lembro uma vez que tocamos em um festival de uma rádio devrock e tinham muitas bandas incríveis no lineup, uma plateia gigantesca e eu lembro do quanto os fãs eram apaixonados e empolgados quando chegamos aí. Acho que foi a nossa primeira vez se me lembro bem. Sempre tivemos a oportunidade de tocar para plateias muito grandes aí e sempre nos empolgamos pelo quanto as pessoas gostam de música no Brasil. E o engraçado é que parece que o interesse pela nossa banda sempre se renova, porque a cada lançamento de disco os fãs continuam nos mandando comentários e mensagens online, e vemos perguntas de “quando é que vocês vem para o Brasil?”, “venham para o Brasil” e vocês sempre querem mais, mais e mais. Nunca é suficiente (risos).

Rolaram alguns pedidos pra que a gente levasse essa turnê do No Pads… até aí, e faz um tempo já desde a última vez que visitamos o país, mais do que gostaríamos, então vamos tocar dessa vez em um número maior de cidades. Vai ser legal rever os fãs, o pessoal sempre aparece para nos encontrar nos aeroportos, nos hotéis, as pessoas são gentis e fico feliz que tenhamos desenvolvido essa base de fãs e essa relação especial ao longo dos anos. Vocês definitivamente são os fãs mais hardcore que temos ao redor do mundo.

O disco No Pads, No Helmets…Just Balls colocou o Simple Plan no mapa lá por volta de 2002 junto com uma cena que envolvia outras bandas como Good Charlotte, Sum 41, Yellowcard e New Found Glory. Mas agora estamos em 2018, vocês se sentem como veteranos dessa cena do pop punk hoje em dia? Como é a sua relação com outras bandas do gênero atualmente?
É interessante, porque sempre fomos muito amigos dessas bandas e eu sinto que foi muito legal fazer parte de um movimento naquela época, fazer parte de algo grande, que importava para os outros. Nós conseguimos tocar em todos os lugares possíveis, fazer shows grandes e turnês gigantescas e foi muito mágico poder fazer parte da cultura de algum jeito. Sinto que com bandas novas existe um pouco de competição entre elas sobre quem escreveu a música que fez mais sucesso, ou quem fez o maior show — mas para os veteranos esse tipo de coisa não importa mais.

Eu acho que existe uma sensação de respeito renovada de uns pelos outros, porque tantas bandas dessa cena já não estão mais na ativa como antes entre nós. Algumas terminaram, outras não fazem tantos shows mais, não estão tão ativas. É muito difícil segurar as pontas e ter uma carreira extensa, com longevidade nesse meio, então eu sinto que as bandas que conseguem sobreviver ganham essa sensação respeito renovado. Porque você batalhou para estar ali e sobreviver, então você fica feliz por ainda estar nessa posição e poder fazer isso da vida, tocar música. Acho que as bandas também ficam muito mais abertas a trabalhar em conjunto, de forma unida. Fazer mais coisas um com o outro, e estar aí para os outros quando eles precisarem, colaborar. É o jeito que descobrimos para sobreviver, fazendo o que amamos, então temos que batalhar por isso.

Você pode dividir com a gente algumas lembranças da época em que vocês estavam gravando esse álbum?
Esse foi o disco que nos abriu portas e que fez tudo acontecer pra gente. Mas foi difícil de gravar e levou um bom tempo para ficar pronto. Estávamos trabalhando com um produtor (Arnold Lanni) que tinha uma visão meio diferente da nossa, então isso atrapalhou um pouco. Ao mesmo tempo nós também tínhamos a nossa ideia muito clara do que queríamos fazer com o disco e com a nossa banda. Fomos teimosos e tivemos cabeça-dura para insistir no que tínhamos vontade de fazer, então entramos em conflito com o nosso produtor muitas vezes, estávamos meio que sempre brigando com ele. Ao mesmo tempo foi uma época muito boa porque também estávamos sempre juntos, pensando em música o tempo inteiro, falando sobre música o tempo inteiro.

Muitas bandas hoje em dia fazem essas turnês comemorativas celebrando discos que marcaram as suas carreiras. O que vocês estão planejando fazer na de vocês, vão tocar o disco na íntegra? E qual é a importância que você dá pro No Pads na sua carreira? Muitos fãs cresceram ouvindo ele — incluindo eu mesmo — e o consideram como um álbum especial, você o vê da mesma forma?
Antes de mais nada, nós definitivamente vamos tocar o disco na íntegra durante o show. É assim que começamos o set: nós basicamente vamos tocar tudo desse álbum e assim que as músicas terminarem, nós voltamos ao palco e tocamos alguns dos nossos maiores singles dos outros discos. Mais umas 2, 3, 4, até 5 músicas dos outros álbuns. É um show bem divertido, uma chance da gente tocar músicas que não tocamos há anos. Isso é muito legal, eu estou empolgado e feliz por estarmos fazendo isso.

Obviamente o disco representa tudo pra gente, é o disco que mudou as nossas vidas e nos possibilitou viajar o mundo tocando e sendo uma banda e fazendo o que amamos da vida. É o disco que nos deu a chance de nos conectarmos com as pessoas ao redor de todo planeta e fazer elas prestarem atenção nas nossas músicas. Pudemos fazer um som que até um tempo atrás ninguém estava contratando bandas para fazer, tivemos a sorte de lançar esse disco no mesmo período em que essa sonoridade era meio que nova ainda, essa cena do pop punk estava estourando com várias bandas incríveis sendo lançadas ao mesmo tempo. Esse tipo de música teve um impacto muito grande e poder fazer parte disso foi muito empolgante e muito divertido pra gente. Foi uma época mágica e estávamos no lugar certo, na hora certa, sabe? Nós conseguimos tocar os maiores shows das nossas vidas e fazer as coisas mais legais que já tínhamos feito até o momento: estar nas TVs, nas rádios e fazer tudo que sempre sonhamos em fazer.

Fazer essa turnê hoje em dia é uma forma de trazer tudo isso de volta, trazer os nossos fãs de volta e o que é mais incrível e especial pra gente é ver como essas músicas persistiram a todos esses anos e sobreviveram à passagem do tempo e que ainda significam muita coisa para muita gente. Quando tocamos essas músicas percebemos que as pessoas ainda estão ouvindo e reagindo à elas e o fato de que elas foram lançadas há quinze anos e que elas ainda são importantes para as pessoas hoje em dia é a melhor coisa que você pode conquistar como uma banda. Significa que temos um legado, o que é ótimo.

Muitos consideram o No Pads, No Helmets…Just Balls como um disco marcante do pop punk e o Simple Plan em si como uma banda de pop Punk. Temos visto muitas bandas da mesma época que vocês voltando agora e tentando lançar discos do gênero de novo, o que parece ter sido o caso com o último álbum de vocês (Taking One For The Team). Voltar para essa sonoridade do início da carreira foi uma escolha consciente?
Bom, é claro que nós temos consciência da forma com que a banda é percebida, do que os fãs amam a respeito dos nossos discos e do que nós mesmos gostamos sobre eles. Eu acho que ao longo da nossa carreira nós sempre colocamos intensidade no que fizemos e tentamos coisas novas, tentamos nos divertir com a nossa forma de compor e sempre pensamos em tentar sair um pouco da caixa e testar coisas novas. Às vezes funciona, em outras talvez não tenha funcionado tão bem quanto esperávamos. Mas uma coisa que sabemos com certeza é que ainda temos muito amor por esse tipo de música — pop punk ou seja lá o que for — as músicas com muita energia, as letras sinceras, as melodias que ficam na cabeça, é isso que nós crescemos amando ouvir e é nisso que a nossa banda foi baseada. É isso que nos tornou quem somos hoje.

Definitivamente existem horas em que, olhando pra trás, lembramos de momentos em que tentamos fugir de quem somos, e eu acho que quando você fica mais maduro, adquire uma perspectiva maior. Então começamos a perceber tudo o que esse tipo de música nos deu e pensamos “por que não abraçar isso? por que não retornar um pouco às raízes e fazer esse som mais old school?” até porque não existem mais tantas bandas fazendo esse tipo de música e acho que grupos como o blink-182, Good Charlotte, Sum 41, nós, e mais alguns ainda estão carregando a bandeira desse tipo de música.

Nós sempre gostamos de experimentar um pouco e testar novas sonoridades, mas no fim do dia, se você quer ouvir uma grande música de pop punk, nós sabemos que você pode ouvir uma dessas bandas. Tem dias em que a gente pensa, “sabe, vamos escrever uma música mais raiz, vamos compor algo que faça nossos fãs se sentirem como se sentiram durante o nosso primeiro ou segundo disco”. Até para nós mesmos nos inspirarmos, “vamos voltar e ter aquela energia que nós tínhamos quando estávamos apenas começando”. Eu acho que é legal fazer uma versão moderna disso. Eu não acho que conseguimos escrever uma música exatamente da forma com que escrevíamos em 2002 porque somos pessoas diferentes, temos influências diferentes e a cena musical mudou, mas definitivamente podemos nos inspirar nisso e escrever algo que tem os mesmos ingredientes de antes. Algo que tenha a mesma vibe, a mesma energia e eu acho que o fato de que se essas músicas foram gravadas em 2018, isso vai fazer elas parecerem um pouco diferentes, mas elas vão ter a mesma energia e esse é o ingrediente principal.

Recentemente veio a público a informação de que o David Desrosiers (baixista) está enfrentando uma depressão e tirou uma licença da banda. Antes de mais nada: ele está se sentindo melhor? E ele fará parte da turnê brasileira esse mês? Em uma era onde a ansiedade e a depressão se tornaram quadros epidêmicos ao redor do mundo, como vocês lidam com esse tópico entre vocês e com os seus fãs?
Tem sido uma situação interessante e obviamente triste pra gente, nunca tivemos que lidar com isso antes, com um membro da banda passando por problemas de saúde mental. Ele está passando por um momento difícil, então como amigos e colegas de banda nós nos sentimos tristes que ele tenha que passar por isso. Não é algo que imaginávamos ter que enfrentar e quando ele nos contou sobre o que estava acontecendo definitivamente ficamos em choque e surpresos, e muito chateados ao mesmo tempo que nosso amigo esteja passando por isso.

Ao mesmo tempo, pensamos que a coisa certa a fazer é garantir que ele fique bem e melhore. Então, se ele acha que não pode viajar o mundo em turnê agora e prefere ficar em casa, está tudo bem. Fique em casa, descanse, trabalhe os pontos que você tem que trabalhar consigo mesmo e saiba que essa é a prioridade número 1 pra gente. Todos os fãs ainda querem ver a gente, e não queríamos colocar mais pressão no David. Senão seria “hey cara, nós vamos parar de tocar até você melhorar,” e isso pressionaria muito ele. Então falamos, “tire o tempo que você precisar e achar necessário, nós conseguimos fazer bons shows ainda com 4 pessoas, nós vamos ter a faixa de baixo rolando lá mesmo que você não esteja com a gente”.

Nós paramos para explicar o que rolou para os nossos fãs, que ele está focado na sua recuperação e acho que eles entenderam. Acho que os fãs foram incrivelmente compreensíveis com a situação e a respeitaram. Acho que eles também estão felizes que ainda estamos tocando, apesar de que muitos gostariam que o David estivesse lá, mas agora ele não pode fazer isso.

Não sabemos ainda para o Brasil se ele estará com a gente ou não. Ele não faz esse show conosco desde a turnê pelos Estados Unidos no ano passado, mas nós tocamos muito desde então e ainda sentimos que o show é um grande espetáculo. Obviamente é um pouco diferente porque o David não está lá, mas ainda será muito divertido para os fãs. Vamos conversar com ele nos próximos dias e ver como ele se sente. Esperamos que ele possa ir conosco e estar aí, mas se ele não estiver vamos respeitar isso, ir do mesmo jeito e tocar o melhor show que pudermos para os nossos fãs brasileiros. Esperamos que vocês entendam.

Bom, acho que o nosso tempo está acabando. Obrigado pela conversa e boa turnê pra vocês, Chuck.
Eu que agradeço! Vemos vocês em breve!

Chuck Comeau fala sobre músicas do início da carreira

Em uma das entrevistas realizadas para divulgar a vinda do Simple Plan ao Brasil no próximo mês, Chuck Comeau conversou com o portal Vírgula, onde teve a chance de contar um pouco sobre como foram os primeiros anos da carreira da banda durante o processo criativo do “No Pads”. Confira abaixo:

Se você nasceu nos anos 90, provavelmente escreveu “sorry, I can’t be perfect” em algum lugar durante a sua adolescência. No seu caderno ou no seu perfil do orkut, tanto faz. Não adianta tentar negar. Agora, quer se sentir velho? O álbum deste hino do adolescente incompreendido, “No Pads, No Helmets… Just Balls”, do Simple Plan, completou 15 anos em 2017. E em maio, a banda canadense chega ao Brasil com a turnê para comemorar a data — serão cinco shows no país, que mantém uma das bases de fãs mais fiéis do grupo.

Há quinze anos, os cinco integrantes da banda estavam com seus vinte e poucos anos e completamente imersos na gravação do álbum, conforme relembra Chuck Comeau, baterista da banda, em entrevista exclusiva ao Virgula: “Não tinha mais nada acontecendo na nossa vida. Não tínhamos esposas, namoradas sérias, filhos. Estávamos totalmente focados na música. Nós dormíamos no estúdio, acordávamos no estúdio”, ele contou.

A sonoridade da banda nunca foi, propriamente, o emocore, embora eles tenham acabado sendo eleitos como um dos ícones do movimento, provavelmente graças ao cabelo ostentado pelo baixista David Desrosiers durante o período do segundo álbum do grupo, “Still Not Getting Any”. Nada dos gritos típicos de músicas emos por parte do vocalista Pierre Bouvier. O som do primeiro álbum é o típico pop punk, herdeiro direto de bandas como MxPx, Green Day e blink-182 — que, aliás, estava presente em No Pads: Mark Hoppus participa da faixa “I’d Do Anything”, um dos singles do disco.

“Eu fiquei honrado”, diz Chuck sobre a participação do americano. O baterista contou que tinha conhecido Hoppus por conta de shows em festivais do qual ele havia participado no fim dos anos 1990, ainda com o Reset, banda que ele e Pierre Bouvier fundaram na época do colégio. “Ele ajudou muito a nossa banda”, disse Chuck sobre Mark Hoppus. “Ele nos expôs pra um monte de gente. Até hoje eu sou grato a ele por isso”.

A relação conturbada de um filho adolescente com seus pais, história contada em “Perfect” em tom melancólico, se repete por todo o álbum: “não espere me encontrar dormindo na minha cama, porque quando você acordar eu não estarei lá”, em I Won’t Be There; “às vezes essa casa parece uma prisão que eu não consigo deixar pra trás”, em One Day; ou “talvez eu não seja bom o suficiente pra você, ou talvez eu apenas não queira ser como você”, em You Don’t Mean Anything. Mas agora, quinze anos depois, eles estão casados e se encontram na posição inversa. Em 2018, os caras dos Simple Plan são os pais. “É interessante que, quando você tem filhos, você vê que não é fácil”, admite Chuck. “Todas as coisas incríveis e o amor que recebemos dos nossos pais, a gente percebe o trabalho que eles tiveram”.

“Mas a gente tinha 20 e poucos anos e aquela era a nossa perspectiva”, ele explica. “Aquilo era exatamente o que nós estávamos passando. Eu queria largar a faculdade de direito e fazer música. E muitas pessoas, no mundo inteiro, se conectaram e se relacionaram com a nossa experiência. E isso vai acontecer de novo com uma nova próxima geração. Quando eu toco aquelas músicas agora, eu tenho uma nova perspectiva, mas sou grato que as pessoas ainda curtem. Aquilo ainda significa muito para elas e para mim”.

Jeff Stinco fala sobre música brasileira e influências em entrevista

Em uma nova entrevista, Jeff Stinco conversou com o site Conexão Pop, onde ele falou sobre os fãs brasileiros, o que conhece sobre a música do nosso país, suas influências e o que os fãs podem esperar do Simple Plan no ano de 2018. Confira abaixo:

Vamos começar falando do Brasil. Já faz um tempo desde a última vez que estiveram aqui. Vocês estão animados para os shows? Qual é a melhor parte de tocar aqui?!
Sem dúvidas, os fãs. Os fãs são incríveis. Eles possuem muita energia, são bem presentes e, também, apaixonados. Já estivemos aí algumas vezes e apreciamos isso. Eu amo as bebidas, a comida, eu amo as pessoas. A música brasileira é algo que gosto muito, também. E eu a toco! Sei tocar a tradicional música brasileira, a clássica.

Vocês conhecem algum artista brasileiro? Há algum que considerariam para algum tipo de parceria?!
Sabe, recentemente ouvi falar sobre o cantor Catto (Filipe Catto), mas não o conheço. Sabe me dizer se ele é bom?

Sim, sim. E sobre Anitta e Pabllo Vittar, você já ouviu falar?!
Não, não. Mas eu deveria, né? Vou dar uma olhada.

Ainda sobre música, qual não pode faltar na setlist dos shows?
Ah, algumas do nosso primeiro álbum. ‘’I’d Do Anything’’ é um exemplo, ’Perfect’’ não tem como não tocarmos essa. E provavelmente ‘’I’m Just a Kid’’, também, essas são as clássicas. As pessoas querem escutar, então, não tem como pararmos de tocá-las.

Simple Plan marcou toda uma geração – e, bom, continua marcando. Como é ver essa nova geração indo aos shows e curtindo os shows de vocês?!
A melhor parte de fazer o que fazemos é ter fãs crescendo conosco. Temos fãs da nossa idade e fãs que, quando começamos, eram bem jovens e agora já possuem emprego e família. Pessoas que continuam nos descobrindo através da internet… É uma ótima posição para se estar. É muito, muito incrível e também é ótimo conhecer os diferentes grupos de diferentes idades. Simplesmente espetacular.

Quando vocês começaram, quem acompanhavam e quais eram suas maiores influências?!
Acho que de tudo um pouco. De ‘N Sync á The Beach Boys, The Beatles, Green Day, Blink 182, The Offspring… esse tipo de banda, sabe?!

Os fãs brasileiros estão muito animados para os shows no país e acredito que você sabe disso…
Eu estou, também!

Então, o que eles [os fãs] podem esperar dos shows aqui no Brasil?!
Será a mais divertida de todas, por que é uma comemoração do álbum que mudou nossas vidas. E, acredito, que foi a trilha sonora de muitas vidas. Muitas pessoas iniciaram um relacionamento ao som dessas músicas, dirigiram pela primeira vez, terminaram um relacionamento e sem dúvidas isso possui muitos significados para muitas pessoas. É um ótimo álbum e será muito divertido tocá-lo. Vamos tocar as músicas desse CD, dar uma pausa, voltar e cantar todos os hits que as pessoas gostam de ouvir. Tocamos nos Estados Unidos e foi incrível, então, não consigo nem imaginar como será no Brasil.

Para finalizar, temos a pergunta de um fã: O que podemos esperar do Simple Plan em 2018?
Estaremos escrevendo e escrevendo bastante. Escrevendo para o novo álbum e, com fé, entraremos em estúdio antes do fim do ano. E também estaremos em turnê e focados em fazer música nova.

Nação da Música entrevista Jeff Stinco

Para a felicidade dos fãs, os canadenses do Simple Plan estarão mais uma vez em terras brasileiras, no final do mês de maio. Desta vez, a banda vem com a turnê de aniversário de 15 anos do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”.

Além de tocarem o álbum na íntegra, o grupo também toca os maiores hits da carreira e também músicas de “Taking One For The Team”, o disco mais recente deles, lançado em 2016.

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o guitarrista do Simple Plan, Jeff Stinco, sobre a expectativa para os shows no Brasil, a turnê de 15 anos e também sobre o próximo trabalho dos canadenses.

Olá, Jeff! Obrigada por falar com a gente. Simple Plan estará de volta ao Brasil em maio. Quão empolgado você está?
Eu amo o Brasil! Eu amo a música, a comida, as pessoas, a cultura e os shows são simplesmente uma loucura. Os fãs brasileiros são provavelmente os fãs mais expressivos que temos ao redor do mundo. É sempre muito divertido voltar.

O que podemos esperar dos shows desta vez?
É uma grande festa porque nós basicamente vamos tocar o primeiro disco, que mudou as nossas vidas e que também mudou a vida de muitas pessoas. Para algumas pessoas que estão indo [ao show], este é o mais disco mais importante do Simple Plan e o favorito delas. É bem alegre, será uma grande festa e vamos tocar o álbum inteiro, do começo ao fim. E depois tocamos todos os outros hits. Tem de tudo para qualquer fã do Simple Plan!

O disco mais recente da banda, “Taking One For The Team”, é de 2016. Vocês estão escrevendo, gravando, planejando o próximo disco? O que esperar?
Nós definitivamente estão preparando novas músicas, escrevendo, na verdade nos preparando para de fato começarmos a pensarmos nas novas músicas. Estamos meio que reunindo ideias no momento e o trabalho de verdade vai começar logo depois da viagem ao Brasil, provavelmente.

Não sei quando vamos começar a gravar de fato, mas tenho um bom pressentimento que será ainda neste ano.

Clique aqui e leia a entrevista completa com Jeff Stinco no Nação da Música.

Entrevista com Seb para o site “May the Rock Be With You”

Em uma entrevista para divulgar os shows do Simple Plan na Austrália, Sebastien Lefebvre conversou com o site “May the Rock be With You”, onde além de falar sobre o que os fãs podem esperar dessa turnê, o guitarrista também comenta sobre o estado de saúde de David Desrosiers e sua vontade de lançar um novo material do Simple Plan até o final do ano de 2018. Confira a matéria traduzida abaixo:

As lendas canadenses multiplatina do pop-punk, Simple Plan, irão trazer sua turnê mundial de comemoração dos 15 anos de ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’ para a Austrália em Abril para uma passagem especial pela Costa Leste. Com um número enorme de prêmios e mais de 10 milhões de álbuns vendidos pelo mundo, esse é um evento obrigatório para qualquer fã de Simple Plan. [A revista] Rolling Stone recentemente nomeou ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’ na sua lista de 50 Maiores Álbuns de Pop Punk de Todos os Tempos.

Nosso velho amigo, Seb nos ligou durante o feriado de sua casa em Montreal para falar sobre o retorno do Simple Plan para a Austrália para a turnê de comemoração, lembranças do álbum de estreia, o porquê das pessoas terem se apegado à ele, o porquê de serem os caras mais legais por aí, e muito mais.

Já se passaram cerca de quatro anos desde que conversamos nos bastidores da Warped aqui em Sydney, então vamos nos atualizar. Como tem sido os últimos quatro anos para vocês?
Tem sido ótimo, acho que viemos para a Austrália uma outra vez desde então, na turnê de ‘Taking One For The Team’ quando o último álbum foi lançado em 2016, e estivemos ocupados desde então. Durante todo o ano de 2016 fizemos a turnê do ‘Taking One For The Team’ e então em 2017 nós, basicamente, fizemos a turnê de comemoração o ano todo, então estamos muito felizes de trazê-la para vocês.

Vocês estão voltando para nos ver na comemoração de 15 anos de ‘No Pads, No Helmets, Just Balls’. Nos conte como vão ser esses shows?
Vai ser, basicamente, da maneira que rola o álbum. Nós entramos no palco, tocamos todas as músicas, nos divertimos muito, tem alguns momentos no set onde todo mundo fica completamente louco, é ótimo, e então voltamos e tocamos mais alguns hits e todos se enchem de muitas emoções incríveis, mas a mais proeminente seria, provavelmente, a nostalgia – o que é ótimo, é uma sensação ótima de ser tem um show. Se você for fã de Simple Plan e já nos viu antes, sabe que ainda tocamos duas ou três músicas do primeiro álbum, mas agora você vai poder ouvir todas elas, então é diversão para todo mundo.

Quando você tem que voltar e revisitar o álbum por completo, como é tocar músicas que podem não ter sido tocadas há muito tempo?
Surpreendentemente, foi bem fácil porque é a questão desse álbum é que quando nós costumávamos fazer shows, naquela época, tínhamos que tocar todas as músicas então só levou um minuto para lembrarmos, só pela memória muscular pois já tínhamos tocado-as antes, então foi bem rápido lembrar. Acho que agendamos uma semana de ensaios e dois dias depois, estávamos “certo, estamos prontos” (risos). O que fazemos com o resto da semana? Então, começamos a tocar ao vivo e foi muito divertido. Foi bom, mas, ao mesmo tempo, realmente te faz voltar no tempo, enquanto você toca as músicas consegue lembrar algo que aconteceu em um show quinze anos atrás, quando você estava tocando aquela mesma música, então tem muita emoção enquanto estamos nessa turnê.

Vamos voltar; qual a sua lembrança preferida do lançamento desse álbum de estreia em 2002?
Acho que era que toda vez que fazíamos algo, era a primeira vez que estávamos fazendo aquilo, aquele álbum marca nossa primeira turnê, nossa primeira viagem internacional, nossa primeira vez abrindo shows, nossos primeiros shows esgotados, primeiros álbuns de ouro, os primeiros programas de entrevista que tocamos. Tudo era tão novo que eu lembro que nós tínhamos pequenas reuniões porque não sabíamos [de nada], então sentávamos com nosso empresário ou com o Chuck, porque o Chuck é basicamente o empresário da banda, e ele dizia “Ok, então vai rolar isso aqui na Austrália, e isso aqui na Ásia” e então ele diria “Vocês deveriam estar felizes, tipo vocês iriam nos dizer se isso é ótimo, vocês deveriam estar felizes agora” (risos). Então é tipo “Ok então, estou feliz, muito obrigada.”

O que você acha que tem nessas músicas e nesse álbum que fez as pessoas se apegarem tanto a ele?
Essa é uma boa pergunta. Eu acho que o fato de serem boas músicas tem a ver com isso, além disso algo que nós notamos ao longo dos anos é que sempre que somos muito, muito pessoais em uma música, é quando as pessoas mais conseguem se relacionar com ela. Por exemplo, ‘Perfect’ é totalmente sobre caras em uma banda falando para os seus pais que querem estar em uma banda e sair da escola, e essa se tornou a música que as pessoas mais se identificaram e uma das nossas maiores músicas, porque todo mundo consegue se ver nessa situação onde estão discordando ou nem discordando, mas presumindo incorretamente que seus pais estão decepcionados, sabe, e isso mexe com aquele tipo de sentimentos, “bom, e agora o que eu faço?”, e “sinto muito estar te decepcionando” bla bla bla, e isso gerou uma conexão com as pessoas, então sinto que a honestidade ali, e as melodias pegajosas também, e diria que o começo dos anos 2000 tinha um forte para esse tipo de música também.

Você falou sobre trazer de volta uma lembrança de uma música, mas você é bom com rostos? Vocês verão pessoas que já viram há 15 anos que estão voltando agora?
Às vezes sim, às vezes não. Acontece sim, às vezes você vê alguém no público, e é como se eu achasse que te conheço, mas na maioria das vezes eu me engano e digo “Hey, já nos conhecemos antes” e eles dizem “Não”, “Bom ok, essa é a primeira vez que nos conhecemos então” (risos).

Ao longo do tempo é fácil dizer o que mudou em uma banda, mas o que você diria que é algo que continuou o mesmo durante o tempo que estão juntos?
Muita coisa continuou a mesma; acho que a maneira como somos uns com os outros e o jeito que somos no palco, acho que isso continuou o mesmo. Obviamente, acho que tocamos melhor agora, temos quinze anos juntos no palco então essa parte acho que estamos melhor. Mas só o jeito que somos e o jeito que brincamos uns com os outros, e damos “aquele” olhar e sabemos como estamos quando estamos juntos viajando em um avião, ou em uma van ou só relaxando antes do show. Sinto que nessa altura, passados 15 anos, não acho que isso irá mudar, então é essa a maneira que nós somos.

Eu acho também que vocês são uns dos caras mais legais com quem já falei, e a banda mais legal por aí, então isso é algo a manter também.
Oh muito obrigado, obviamente temos nossos pais para agradecer por isso, e outras pessoas dizem sobre outras bandas, “Ah, aquele cara virou um babaca quando entrou na banda”, provavelmente não, talvez ele sempre tenha sido um babaca e agora você só vê isso com mais frequência. Sinto que nós nos damos uns toques também, assim que alguém tem um pedido um pouco “rockstar”, todo mundo cai em cima e ele não se desvia da mentalidade simples da primeira turnê, acho que isso sempre vai se manter conosco, aquele negócio de “faça você mesmo” onde meio que estamos no comando, fazemos nossas próprias coisas, não exageramos nada, somos bem moderados e tentamos ser o mais tranquilo possível, e obviamente tentamos ser legais com nossos fãs, eles são basicamente o motivo de ainda estarmos aqui e o porquê de podermos fazer essa turnê quinze anos depois. Então, nós sempre tentamos ser acessíveis, sempre queremos conhecê-los, ouvir suas histórias e tudo mais.

Então, tivemos um álbum novo em 2016, há planos para músicas novas em breve?
Esse é o plano, sim. Nesse momento nós, obviamente, ainda temos mais alguns lugares para ir em turnê, mas nós acabamos de ter uma folga, não temos nenhuma turnê grande até a Austrália, então nós estamos descansando um pouco, eu já comecei a trabalhar no meu estúdio e tenho certeza que os outros caras também, e estamos só tentando pensar em algumas ideias, ver o que dá certo, o que não dá e vamos nos dedicar mais oficialmente nas próximas semanas ou no próximo mês, ou algo assim.

O que vocês esperam para o restante do ano?
Espero que seja esse o plano, assim que começamos a escrever as coisas ficam incríveis, cada música que compomos é ótima então vamos pro estúdio bem rápido, porque adoraríamos levar menos tempo entre os álbuns. Entretanto, todo mundo quer ver essa turnê de comemoração, então temos que dar uma pequena pausa na composição para viajar e ver vocês, e outros shows aqui e ali esse ano, o que é divertido porque sempre tem shows aqui e ali, mas esse é o plano, vamos tentar focar na composição e gravação do álbum, acho que esse é o tema deste ano.

Então, o que você ainda gosta em estar no Simple Plan?
Não sei, tô meio cansado já, não, não, brincadeira. Amamos subir no palco, ainda somos todos amigos, amamos subir no palco juntos e fazer shows juntos, e obviamente, algumas coisas foram ficando mais difíceis já que todos temos famílias, mas acho que de maneira nenhuma alguém conseguiria fazer esse trabalho se não fosse divertido. Acho que pode exigir muito de você, fisicamente, sabe, você não tem mais 18 anos então o jet lag é mais pesado pra gente (risos). Vou estar na minha melhor forma física quando formos para os shows na Austrália. Pra mim, é sobre se divertir fazendo algo que amo e nesse momento, esse é o meu trabalho, essa é a minha carreira, mas é também uma maneira legal de eu me divertir, então estou só viajando com meus amigos, e basicamente indo para cidades legais e não acho que ninguém ia achar isso um saco (risos).

Tenho que perguntar, como está o David?
Ele tem lidado com um ano difícil, então está precisando de muito tempo para descansar e ficar em casa, ele está passando por uma depressão bem difícil então está saindo dessa bem devagar, e ele ainda está na banda, obviamente, então não comece nenhum boato, mas ele e nós sentimos que era melhor que ele ficasse em casa e descansasse ao invés de entrar em um calendário agitado de turnê o ano todo, que seria extremamente cheio. No momento, ele está só garantindo que se sinta bem.

O que ainda falta fazer, que vocês ainda não tiveram a chance de realizar?
Acho que o principal é continuar por aqui, continuar sendo relevante, continuar a banda e acho que esse é um desafio que vem conosco em todo álbum, mas felizmente pudermos continuar como banda e se esse ano prova alguma coisa, é que ainda conseguimos isso, ainda podemos ser uma banda e isso é demais e acho que isso é o que todos temos em comum, contanto que consigamos continuar e contanto que as pessoas se importem de nos ver, vamos continuar vindo vê-los e vamos continuar fazendo álbuns e fazendo shows. Além disso, tem alguns lugares que nunca fomos tocar que gostaria de ir, adoraria ir para Islândia apesar que, talvez, só gostaria de ir lá nas férias e não para tocar (risos). Mas adoraria voltar para África do Sul, só fomos lá uma vez e nos divertimos muito, adoraria voltar lá. Então um pouquinho de viagem, mas sobretudo se continuarmos compondo músicas, tendo um hit mundial, isso seria algo incrível de conquistar, mas para nós só continuar por aí já é uma maneira muito satisfatória de estar nessa banda.

Então, o que faço com todo mundo é fazer com que olhem para o futuro, então termine a frase pra mim. Ao fim de 2018, o Simple Plan estará…
Andando em carros voadores, acho que é isso que ‘De Volta pro Futuro” previu, certo? (risos). Não! Ao final de 2018, o Simple Plan irá lançar música nova, é isso que espero, talvez não um álbum completo, talvez alguma coisa, mas espero que no final do ano algo tenha sido lançado, é isso que estou torcendo, não coloque isso no calendário, não coloque uma data, não surtem nos sites de fãs, é apenas o que estou esperando.

Chuck Comeau fala sobre turnê do “No Pads” e planos para o 6º disco

A ida do Simple Plan com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” para a Austrália está se aproximando e, com isso, o baterista Chuck Comeau bateu um papo com o site Music Feeds para divulgar os próximos shows da banda.

Durante a entrevista Comeau fala sobre a dificuldade que o Simple Plan teve para ser introduzido no mercado fonográfico australiano, como ele e seus companheiros de banda encaram o fato de estarem fazendo tanto sucesso com uma turnê de comemoração, a possibilidade de repetirem a fórmula para os aniversários de lançamento dos outros álbuns e os planos para o sexto disco de estúdio.

Confira a entrevista completa abaixo:

Vocês estão vindo para cá para comemorar os 15 anos do seu disco de estréia ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’. É muito louco pensar que esse disco teve (e ainda tem) tanto impacto na vida de seus fãs?
É incrível. Essas músicas e esse disco mudaram as nossas vidas e foi assim que tudo começou para a banda. Então poder voltar olhas para trás e ter a chance de tocar todas essas músicas e ver, como você mesmo está dizendo, o impacto que ele teve na vida de tantas pessoas e como essas músicas significam para todas elas através dessa turnê desde o ano passado tem sido muito louco.

Nós estamos fazendo só isso desde o ano passado e na verdade já se tornou a turnê de 16 anos (risos). É louco ver que a princípio nós começamos pensando, ‘Ok, vamos ver até onde isso vai’, e então todos os países levantaram a mão pedindo, ‘Ei, venham nos ver!’ Então ela acabou se tornando uma coisa que tomou vida própria e todos os fãs queriam assistir e fazer parte disso. Então tem sido legal para a banda voltar no tempo e pensar em tudo que fizemos desde então e ter a chance de reviver o quanto esses primeiros anos foram especiais. Tudo era novo e excitante e nós tínhamos nossos sonhos e praticamente todos eles se tornaram realidade.

Essa turnê vai ser bem grande e parece que o show em Melbourne esgotou em alguns minutos. Como é saber que vocês ainda contam com um fãs tão apaixonados depois de todos esses anos?
Sim, eu acho que uma das coisas mais legais para nós é que pudemos estar em uma banda que não foi uma coisa de momento e que tem longevidade. Essa é uma das coisas que temos mais orgulho. É muito bom ver como você pode criar essa conexão maravilhosa com seus fãs e ter toda essa paixão por uma banda e pela música.

A Austrália é um lugar muito especial para nós. Levou um bom tempo para fazermos sucesso aí. Eu acho que quando as primeiras músicas saíram era literalmente como ouvir grilos, não acontecia nada. Então ‘Perfect’ foi lançada e fomos direto para o primeiro lugar e se tornou nossa música mais famosa. Então nós re-lançamos todas as músicas e todas elas fizeram sucesso depois de não terem ido a lugar algum.

Foi um grande… Não vou dizer vindicação mas foi um sentimento muito bom saber que por termos trabalhado duro e por termos ido tanto e feito tantos shows aí e por não termos desistido, e agora tantos anos depois é um dos melhores países no mundo para nós. Os shows sempre ficam esgotados e é um lugar que amamos muito. Nós realmente adoramos poder visitá-los ano após ano, é muito legal. Nós temos muita sorte e somos muito privilegiados e reconhecemos isso e eu mal posso esperar para voltar. Eu sei que toda banda diz isso mas nós realmente achamos que é um dos nossos lugares favoritos do mundo de nos apresentar e nós sempre somos recebidos de forma muito especial e incrível, então nós estamos animados.

O disco de estréia de vocês foi escrito e lançado quando vocês estavam com uns 20 anos e eram jovens cheios de angústias. Como é revisitar essas músicas depois de tantos anos? Vocês acabam se vendo canalizando essas mesmas emoções?
Sim, eu acho que de certa forma você acaba fazendo isso e se torna parte do que somos e das nossas vidas. Nós tocamos essas músicas tantas vezes e eu acho que a coisa mais legal é a quantidade de vezes que ouvimos as pessoas falarem que elas ajudaram outras pessoas. São tantas as pessoas que chegam até nós e falam, ‘Cara, essa música, eu toquei ela para o meu pai pouco antes de ele morrer e nós acabamos tendo uma conversa boa e me ajudou muito.’ E você acaba reagindo com um ‘Wow, essa é uma música que era muito pessoal para nós.’

Nós escrevemos (‘Perfect’) para falar sobre sair da escola e ter que explicar para os nossos pais que queríamos tocar em uma banda rock ao invés de sermos algo como um advogado. Eu estava em um curso de direito e sai para tocar nessa banda e meus pais sempre deram muito apoio em relação a música, mas nunca acharam que seria um trabalho de verdade, então eles ficaram tipo, ‘O que você está fazendo?! Você não pode fazer isso!’

É muito louco ver que depois de tantos anos, esses sentimentos ainda são verdadeiros para tantas pessoas. É tão difícil explicar para alguém que, ‘Essa é a minha paixão e é isso que eu quero fazer. Eu quero seguir o meu coração e eu acredito nisso.’ Tantas pessoas sentem que as pessoas não entendem elas.

Então eu acho que é um sentimento que ainda existe, mesmo se você está mais velho e agora que todos nós temos filhos é muito louco pois é uma coisa muito estranha quando você para e pensa, ‘Será que meus filhos vão sentir isso comigo?’ O jogo virou. É um sentimento estranho mas eu agradeço muito por quanto a conexão com a música tem sido profunda, e é nisso que eu sempre penso. É tudo sobre a música, sobre as canções e por algum motivo nós podemos escrever coisas que realmente conectam as pessoas e eu acho que é por isso que ainda estamos aqui.

Fazer uma turnê de aniversário é um passo muito interessante, pois vocês ainda estão lançando música e fazendo shows. Enquanto isso, essas turnês de nostalgia são mais comuns para bandas que estão se debruçando nos tempos de ouro de suas carreiras.
Nós definitivamente fomos e voltamos com essa ideia e eu vou ser honesto com você, nós tínhamos um pouco de receio no começo pois parece que muitas das vezes são bandas que não estão mais em atividade e não estão fazendo nada e talvez isso traz uma mensagem errada de que os melhores anos são os que ficaram para trás e você só pode se vangloriar das suas coisas antigas. Mas então pensamos, ‘Quer saber? Esse não é o caso.’

Nós ainda lançamos coisas novas e as pessoas ainda nos amam e a última turnê que fizemos na Austrália vendeu todos os ingressos em todos os lugares e foi incrível. Nós fizemos três shows em Melbourne. Foi louco e era a turnê do quinto disco. Então estamos em um momento especial e são 15 anos de banda e não é algo que acontece sempre, o fato de o nosso primeiro disco completar 15 anos é um grande marco. Então nós sentimos que valia a pena tirar um tempo e tentar comemorar e aproveitar com os nossos fãs que estavam pedindo por isso.

Nós sentimos que era algo bacana de se fazer e estamos muito felizes que fizemos e assim que essa turnê terminar em alguns meses, nós iremos começar a fazer o nosso sexto disco e nós voltaremos para a estrada para tocarmos músicas novas outra vez. Com esses shows, nós tocamos o disco mas voltamos para o palco e tocamos todos os hits de todos os outros álbuns então não é como se só tocássemos as músicas velhas. Eu acho que de certa forma as pessoas acabam tendo o melhor dos dois mundos, então é uma noite perfeita para um fã do Simple Plan.

Então nós não devemos esperar que vocês façam uma turnê de comemoração para cada disco, certo?
Bom, veremos o que pode acontecer. Uma coisa que aprendemos é nunca dizer que nunca faremos algo. Nós definitivamente ainda temos álbuns que achamos que nossos fãs adorariam se fizéssemos isso, mas ao mesmo tempo nós não achamos que precisamos fazer isso. Não é como se precisássemos desse chamariz, como se fosse o único motivo de as pessoas irem nos ver.

Então eu acho que quando você tem essa auto-confiança e você está seguro que seus fãs estarão lá independente de qualquer coisa, você pode fazer coisas que você gosta, ser criativo e se divertir e você não vai sentir que está dependendo de algo desse tipo. Então eu acho que de certa forma nós temos muita sorte de não sermos uma banda que precisa ficar fazendo uma turnê do primeiro disco, entende? (risos)

Claro. E agora que vocês estão fazendo a turnê do “No Pads, No Helmets… Just Balls” por um ano, o que os fãs australianos podem esperar para a nossa vez?
Esses tem sido alguns dos melhores shows que fizemos em anos. Nos Estados Unidos foi muito louco. Fomos de shows para 1.000 ou 2.000 pessoas para duas, três noites em várias cidades tocando para 4.000 ou 5.000 pessoas. Foi fenomenal e honestamente não esperávamos esse tipo de reação. Nós acabamos fazendo três etapas da turnê nos EUA e nós tocamos em lugares que não tocávamos em anos e as pessoas foram até lá, então ficamos bem felizes. Honestamente de certa forma foi a melhor coisa dos últimos tempos, nos fez querer fazer muito mais shows nos EUA do que queríamos antes.

Durante os últimos 10 anos nossas turnês eram mais focadas nos outros continentes e isso fez com que quiséssemos fazer uma turnê nos EUA pois nós nos divertimos muito e foi muito legal. Então agora nós vamos dar continuidade. E na verdade agora vamos fazer a última Warped Tour de todos os tempos que passará por todo os EUA, então esse vai ser um jeito muito legal de dar continuidade a isso. Tem sido muito legal, a reação das pessoas tem sido ótima e você pode ver isso na própria platéia, você apresenta músicas que fazem as pessoas ficarem loucas pulando e então você toca músicas onde as pessoas só escutam e aproveitam a música.

Você percebe os verdadeiros fãs quando você toca uma música que não tocávamos há muito tempo ficando emocionados em estar lá naquele momento. Então tem sido muito bom, nós temos sorte de ainda termos os fãs conosco aproveitando a música.

Isso é ótimo! E você citou que vocês tem planos de um sexto disco. Você pode nos falar mais sobre isso?
Nós estamos discutindo sobre isso e falando sobre quando queremos lançar e que tipo de som nós queremos. Nós não somos os melhores em escrever enquanto estamos em turnê, é algo muito difícil para nós. Então eu acho que estamos planejando fazer isso logo depois da Warped Tour e começaremos a escrever por volta de Agosto ou Setembro.

Na verdade talvez nós iremos tentar escrever um pouco durante a Warped Tour dessa vez e tentaremos conseguir algumas músicas para nos inspirarmos em todas as bandas que estarão lá e nos reconectarmos com as nossas raízes durante essa turnê. Nós queremos tentar lançar logo pois nós sempre tiramos um tempão para produzir os discos e eu acho que em 2018 não é assim que funciona. Você precisa acelerar as coisas e fazer as coisas de outra forma e ter mais músicas sendo lançadas com mais frequência.

Então eu acho que esse é o plano para o nosso jogo, ter certeza que temos um disco muito bom e especial mas ao mesmo tempo, nos certificarmos de que ele será lançado logo pois os nossos fãs estão nos pedindo e queremos voltar para a estrada. Nós não queremos sumir por três anos, isso é o que o Metallica fazia nos anos 90 (risos). Nós temos que agir mais como os artistas de hip hop e lançar mais coisas.

No último disco vocês tiveram mais experimentos com o som e colaboraram com alguns artistas bem interessantes como o Nelly e o Jordan Pundik do New Found Glory. Você acha que irão fazer a mesma coisa dessa vez?
Eu acho que sempre fizemos isso nos últimos cinco ou 10 anos. Nós sempre tentamos algo que está um pouco fora do que as pessoas esperam de nós. Mas todos esses shows e turnês nos inspiraram e revitalizaram a banda e nos fez querer escrever novamente e vir com mais músicas que tenham impacto em nossos fãs. Então é bem motivador quando você tem um público que se anima e vai até você, você acaba querendo dar o que eles querem.

Então eu acho que no próximo disco nós queremos trazer um pouco do legado da influência do pop punk e nos divertir, algo que tenha impacto e seja contagiante e no estilo rápido das músicas do Simple Plan, mas também queremos mudar algumas coisas aqui e ali. Mas sim, eu acho que vocês terão muito da vibe raiz e old school, então será muito legal.

Simple Plan fala sobre os 15 anos de carreira para a Radio-Canada

Na noite de ontem foi ao ar uma entrevista com Sebastien Lefebvre, Jeff Stinco e Chuck Comeau que foi gravada no dia 12 de Dezembro de 2017 para a Radio Canada.

Realizada com o jornalista René Homier-Roy, a entrevista, que teve 54 minutos de duração, falou sobre o sucesso do Simple Plan ao redor do mundo durante os últimos 15 anos de carreira.

Ouça a entrevista na integra no site da rádio, clique aqui para acessar as fotos em nossa Galeria e confira abaixo um resumo do bate-papo:

“Sonhar com o sucesso do grupo era um senso comum. Nós determinamos isso de forma rápida. Ficávamos na estrada 300 dias por ano,” disseram Chuck Comeau, Sébastien Lefebvre e Jeff Stinco, três dos cinco membros da banda de Montreal, Simple Plan. Eles ainda conversaram com René Homier-Roy sobre seus desejos pela glória, como dependiam da própria dedicação e esforço, e a paixão de criar músicas juntos.

A banda foi formada no encontro de “cinco pessoas totalmente diferentes que tinham em comum o pop punk,” que, depois de anos ensaiando no porão da casa dos pais de Chuck Comeau, foram conquistar o mundo. O nome do grupo foi inspirado no filme A Simple Plan, que foi indicado por um amigo. “Ele nos sugeriu o nome e nós pensamos que acabaríamos mudando se encontrássemos algo melhor,” disse Jeff Stinco.

Com exceção do Japão, onde a música “I’m Just A Kid” foi um sucesso instantâneo (e inesperado), o Simple Plan precisou lutar para conquistar diferentes mercados. “Em cada país nós conseguimos de uma forma difícil. Foi uma maratona de três anos até que todos os países embarcassem na nossa ideia,” relata Chuck Comeau. Ele ainda se lembra de um show na Alemanha em que eles tocaram para apenas nove pessoas. “Isso definiu a nossa marca, de certa forma acabou nos colocando em nosso lugar.”

Com uma carreira de 15 anos, o Simple Plan já vendeu 12 milhões de discos, isso sem ter os críticos da música ao lado deles. “É uma música melódica feita para os fãs. Talvez seja por isso que é fácil dizerem que são músicas insignificantes. Depois de 15 anos eu vejo o impacto dessa mesma música na vida das pessoas e eu digo para mim mesmo que a prioridade não era receber uma avaliação de 5 estrelas no Le Devoir. Não era isso que nós estávamos buscando. Nós queríamos nos divertir no Bell Center,” conclui Sebastien Lefebvre, se referindo ao show esgotado realizado em Quebec em 2005.

Vocalista do Eat Your Heart Out fala sobre turnê com o Simple Plan

No mês passado foram anunciadas as datas da etapa australiana da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, que passará pelas cidades de Gold Coast, Brisbane, Melborune, Newcastle e Sydney.

A cantora Caitlin Henry, que faz parte de uma das bandas de abertura, Eat Your Heart Out, foi entrevistada pelo site Scenezine, onde falou sobre os preparativos para esses shows e como foi crescer acompanhando os primeiros passos do Simple Plan. Confira:

Recentemente foi anunciado que vocês sairão em turnê com o Simple Plan em Abril. Vocês devem estar muito animados.
Sim, é muito louco. Será a primeira vez que faremos parte de uma turnê internacional. Todos estamos um pouco nervosos pois iremos tocar em casas grandes. Nós ensaiaremos bastante para termos certeza de que os shows serão bons o suficiente. Estamos muito ansiosos pela turnê, será incrível.

A turnê comemora os 15 anos do lançamento do primeiro disco do Simple Plan. Eu acredito que você não era muito mais velha quando o disco saiu em 2002, certo?
Eu tinha uns seis anos. Eu acordava cedo nos Sábados e lembro de assistir o Rage and Video Hits. Eu lembro que passava o clipe de “Perfect” o tempo todo. Mas é claro que eu era bem nova quando o disco saiu (risos). Mas eles também eram a banda do filme da Mary-Kate e Ashley.

A turnê do Simple Plan na Austrália começa no dia 21 de Abril e os ingressos para uma das datas em Melbourne já estão completamente esgotados. Antes disso a banda se apresentará em Nova Zelândia no dia 19 de Abril.