Vocalista do Eat Your Heart Out fala sobre turnê com o Simple Plan

No mês passado foram anunciadas as datas da etapa australiana da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, que passará pelas cidades de Gold Coast, Brisbane, Melborune, Newcastle e Sydney.

A cantora Caitlin Henry, que faz parte de uma das bandas de abertura, Eat Your Heart Out, foi entrevistada pelo site Scenezine, onde falou sobre os preparativos para esses shows e como foi crescer acompanhando os primeiros passos do Simple Plan. Confira:

Recentemente foi anunciado que vocês sairão em turnê com o Simple Plan em Abril. Vocês devem estar muito animados.
Sim, é muito louco. Será a primeira vez que faremos parte de uma turnê internacional. Todos estamos um pouco nervosos pois iremos tocar em casas grandes. Nós ensaiaremos bastante para termos certeza de que os shows serão bons o suficiente. Estamos muito ansiosos pela turnê, será incrível.

A turnê comemora os 15 anos do lançamento do primeiro disco do Simple Plan. Eu acredito que você não era muito mais velha quando o disco saiu em 2002, certo?
Eu tinha uns seis anos. Eu acordava cedo nos Sábados e lembro de assistir o Rage and Video Hits. Eu lembro que passava o clipe de “Perfect” o tempo todo. Mas é claro que eu era bem nova quando o disco saiu (risos). Mas eles também eram a banda do filme da Mary-Kate e Ashley.

A turnê do Simple Plan na Austrália começa no dia 21 de Abril e os ingressos para uma das datas em Melbourne já estão completamente esgotados. Antes disso a banda se apresentará em Nova Zelândia no dia 19 de Abril.

Chuck Comeau fala sobre seu primeiro carro e mais curiosidades

Na edição de segunda-feira do jornal canadense La Presse foi publicada uma matéria com o baterista Chuck Comeau onde ele fala pela primeira vez sobre sua paixão por carros.

Ao longo do artigo, Comeau fala sobre qual carro marcou sua infância, o primeiro carro que comprou, o pior carro que já teve, e qual o seu carro dos sonhos. Confira a tradução completa abaixo:

O Carro que Marcou Minha Infância

“DeLorean DMC-12 do Doc Brown e Marty McFly da trilogia De Volta para o Futuro. Assim como muitas crianças daquele tempo, eu amava esse filme e era apaixonado por esse carro, que não só era muito bonito, mas também podia voltar no tempo e voar. Eu assisti todos os filmes no cinema com meus pais, depois em casa em VHS e todas as vezes que eles foram exibidos na TV. A parte em que Doc dizia, “Para onde vamos nós não precisamos de estradas…” me impressionou de tal forma que eu realmente queria ser como o Marty McFly, dirigindo esse carro e tendo meu próprio skate voador.”

Meu Primeiro Carro

“É um pouco vergonhoso dizer, mas eu não tirei minha carteira de motorista antes dos 30 anos. Eu comecei a ter aulas de direção quando tinha 16, mas desisti quando comecei a fazer shows no Canadá aos 17 anos de idade com a minha primeira banda, Reset. O primeiro grupo que comprei, ou que acabei comprando em nome da banda, foi um carro velho motorizado em péssimas condições que pagamos cerca de $3.000 dólares para aquela época. Era bem perigoso, mas para nós era como um ônibus de turnê luxuoso onde poderíamos dormir, cozinhar e parecermos uma banda profissional. Nós conseguimos fazer uma viagem entre Montreal e Vancover antes de ele morrer de vez durante nossa segunda turnê, em um banco de neve entre Winnipeg e Thuder Bay. Então, quando o Simple Plan começou o pai do Pierre nos emprestou uma ambulância velha renendada, com as sirenes e tanques de oxigênio ainda instalados na traseira, o que nos permitiu fazer os primeiros shows e diversas viagens entre Montreal e Toronto, em que gravamos o nosso primeiro disco, ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’!”

Meu Pior Carro

“Eu nunca vou me esquecer de quando a banda alugou um carro durante as sessões de gravação do nosso primeiro disco em Toronto. Nós sabíamos que todo o dinheiro que a gravadora nos emprestou de adiantamento seria devolvido, então tivemos muito cuidado com nossas despesas, para não dizer que fomos bem mão de vaca, e foi assim que acabamos alugando um… Ford Taurus de 1995 na Rent-A-Wreck Rental! Pelo telefone parecia ser um ótimo negócio: somente $50 dólares por mês! Mas rapidamente entendemos o motivo quando começamos a dirigir. Ele era literalmente o pior carro da cidade! O freio não funcionava, o para-choque era remendado com silver tape e a cor era uma mistura de amarelo com um marrom esquisito. Mas o pior de tudo isso, era o cheiro que vinha de dentro do carro. Era como se tivesse um animal morto no porta-luvas. Isso nos causava tanto sofrimento que precisávamos respirar fundo antes de entrar no carro e mantermos nossos narizes tampados durante todo o caminho. Nós ficávamos tão envergonhados quando chegávamos nos lugares que tínhamos certeza de que nossas roupas também estavam fedendo… era horrível!”

Meu Carro dos Sonhos

“Eu sou muito fã do Tesla e me considero muito sortudo por ter dois dos meus carros dos sonhos, o Tesla Model S (sedan) e o Tesla Model X (SUV)! Ele é uma ótima construtora que, acredito eu, irá reverter com rapidez a rejeição da população pela dependência do combustível fóssil e a adoção de formas mais limpas e renováveis de energia, e eu tenho orgulho de fazer essa pequena contribuição sendo um dos proprietários desses veículos. Eu dirijo um Telsa por mais de quatro anos e ainda sinto o mesmo prazer toda vez que estou no volante. Nós acabados de comprar o Model X e as portas traseiras que abrem para cima são tão práticas para o nosso filho de dois anos e meio. E o melhor de tudo, eu nunca preciso abastecer em um posto de gasolina! É uma evolução! É um carro revolucionário com um design maravilhoso e uma performance alucinante e, honestamente, mesmo se eu ganhar na loteria amanhã de manha, eu não acho que iria querer dirigir outro carro.”

Pierre fala sobre ser pai, América do Sul e próximo álbum do SP

Em uma nova entrevista para o site 13th Floor da Nova Zelândia, o vocalista do Simple Plan, Pierre Bouvier, falou sobre a dificuldade de incorporar a persona rock star nos palcos agora que ele é pai de duas filhas e vive uma vida tranquila em sua casa com sua família.

Na entrevista ele também relata os próximos passos do Simple Plan, assim como a possibilidade de passar pela América do Sul durante os próximos meses, e como a banda concluiu que devem manter o estilo pop-punk em seus próximos trabalhos.

Confira a tradução completa da entrevista abaixo e clique aqui para escutar o áudio no site da publicação:

De acordo com os meus cálculos, eu acho que vocês pararam de fazer shows no começo de Dezembro do ano passado – por volta do dia 8 de Dezembro, ou algo assim, em Niagara Falls. Então eu me pergunto que tipo de coisa você tem feito de lá até agora; alguma coisa legal?
Tenho passado um tempo com a minha família. Eu tenho duas filhas, e no ano passado foi um um ano cheio de shows – eu acabei ficando um pouco ausente, então, depois de Dezembro, nós fizemos um último show – que foi um show de caridade – no dia 10 de Dezembro, então nós voltamos para casa, e basicamente eu entrei no modo de festas de fim de ano; então, comprei os presentes, montei a árvore de Natal, coloquei os pisca-piscas, me preparei para receber meus familiares – meus pais vieram nos visitar no dia 23 e ficaram por uns dez dias – então recebi um amigo, de Vancouver, que veio me visitar, meus sogros estiveram por aqui. Passamos o Natal e Ano Novo juntos – na verdade no Ano Novo nós fizemos um show, novamente no Niagara Falls para a festa de fim de ano – então nós voltamos para cá e ficamos mais um pouco com minhas filhas – eu acampei um pouco – e basicamente fiquei vendo o tempo voar. Parece que faz uma semana que eu estava em turnê, mas já faz um mês. Quando você tem duas crianças em casa acaba passando muito rápido, e você tenta aproveitar ao máximo com elas.

Você considera ser difícil fazer a mudança de ser o ‘astro do rock and roll’ para o ‘Dono de Casa’, lidando com árvores de Natal e tudo mais? O seu corpo entra em colapso o acontece naturalmente?
Eu acho que com o tempo eu vou achando cada vez mais difícil entrar no modo ‘rock star’. A fase ‘dono de casa’ vem naturalmente. Eu gosto de ficar em casa com elas, levar elas para a escola, para o parque, para acampar, brincar, agir como criança e só me divertir – é bem fácil pra mim – mas quando eu faço isso por um tempo – se fico em casa por alguns dias, e se ás vezes passo alguns meses em casa – voltar para o ‘ego rock star’ ás vezes é um pouco difícil, especialmente se acontece em um show grande – eu lembro que no ano passado eu tive três ou quatro semanas de folga, então o primeiro show que fizemos foi no Brasil, em São Paulo, que é um dos lugares que somos mais famosos, e fizemos um show para 5.000 pessoas, totalmente esgotado, e eles estavam loucos por nós – pouco antes de eu subir no palco, eu pensei “Cara! Eu não sou assim. Eu faço café da manhã para minhas crianças. Eu não sei se consigo subir no palco e ser esse cara legal,” mas, claro que depois de algumas músicas, tudo acaba voltando, é como andar de bicicleta. É um contraste interessante, viver duas personalidade; é bem interessante.

Sim, é o tipo de coisa que você não pensa muito ou não se prepara quando você está com 18 anos e está começando uma banda. Você não pensa que 20 anos depois você vai se preocupar “Como eu faço isso e ao mesmo tempo continuo sendo uma pessoa normal?” Talvez devêssemos ser treinados para isso durante o percurso.
Sim, talvez! Eu acho que, naquele tempo, nós nem nos projetávamos para mais cinco anos. Definitivamente, vinte anos depois, que dizer, eu estou nessa banda com o Chuck… desde 1999 – então quase vinte anos – e antes disso, nós tivemos uma banda em 1994; então, nós estamos tocando juntos por 25 anos. Definitivamente eu não conseguiria me projetar nessa situação; e agora que eu moro em um país diferente, em outra Costa, e eu tenho minha esposa e filhas, e uma vida totalmente diferente do que eu imaginaria. Tem sido divertido, e eu mal posso esperar para onde isso irá me levar.

Quando vocês vierem para cá ainda estarão com a turnê de 15 anos ou será uma nova?
Nós vamos continuar com ela. O que aconteceu é que começamos os planos como uma turnê de Natal. Deveria ser só na América, pois particularmente o nosso primeiro disco foi bem sucedido na América, e… Acabou se tornando um clássico, e realmente foi um disco importante para nós na América; então, nós queríamos arriscar, “Ei, vamos fazer tipo umas duas ou três semanas de shows nos lugares mais importantes da América, sabe, tentar isso; ver como acontece,” e a resposta foi tão boa, que acabamos expandindo a turnê, e acabou se tornando seis ou sete semanas de shows na América, e praticamente todos os shows foram esgotados – a turnê foi muito bem – e então começamos a receber cartas de fãs do mundo inteiro – obviamente, quando eu digo que recebemos ‘cartas dos fãs’ eu digo pela internet; ninguém mais manda cartas – vindas da América do Sul, ou Austrália, ou Nova Zelândia, ou México, ou de toda a Europa, todos os nossos fãs ficaram falando, “Ei, nós queremos a turnê de 15 anos! Tragam ela para a Argentina. Tragam para o Reino Unido. Tragam para a França,” então, fomos para a Europa, e foi muito bem também; então de lá, nós continuamos adicionando shows.

Nós fizemos mais uma etapa na América. Nós fizemos uma segunda parte na Europa. Nós fomos até o México, que foi ótimo. Nós fomos para o Canadá. então percebemos, “quer saber? Todos querem essa turnê; nós vamos para todos os lugares.” Agora, infelizmente quando chegarmos na Austrália e Nova Zelândia, já vão ser dezesseis anos desde que o disco foi lançado, mas ainda vamos chamar a turnê de 15 anos, e vamos completar o ciclo de shows na Austrália e Nova Zelândia, e, acho que talvez iremos para a América do Sul depois disso, e então vamos finalizar e voltar para a rotina do Simple Plan.

O que significa voltar para a rotina do Simple Plan? Vocês já tem algumas músicas preparadas? Bom, estamos no começo do ano; então vocês já tem algo planejado para esse ano?
Sim. Nós vamos começar a escrever para o próximo disco. Nosso último disco foi lançado em 2016, e obviamente a turnê de 15 anos atrasou o processo criativo de um material novo, mas eu acho que nas próximas semanas, nós vamos nos reunir e começar a escrever e, esperamos que até o final de 2018 nós tenhamos material o suficiente para entrarmos em estúdio e lançarmos um disco novo.

Você olha para o processo e… musicalmente falando, o que vocês vão fazer, ou só vão ‘se reunir e ver o que acontece’? O quanto isso é planejado previamente pra vocês?
Lá pelo terceiro disco, nós realmente entramos nessa ideia de que, “Nós precisamos evoluir! Nós precisamos levar o Simple Plan para um outro nível que nunca esteve,” etc; e nós tentamos, e fizemos, e acabou sendo um pouco estranho. Eu acho que o nosso terceiro disco é um disco que muitos de nossos fãs gostam, mas eu acho que foi um pouco experimental demais, e saiu um pouco da linha do que as pessoas esperavam e queriam do Simple Plan.

Eu acho que a lição que aprendemos com isso é que somos totalmente de acordo com experimetos e integridade artística, mas em um certo ponto, percebemos que as pessoas que são fãs do Simple Plan, querem ouvir o Simple Plan; assim como se eu ouvir um álbum novo do Green Day, eu quero que pareça com que eu espero que seja o som do Green Day mas em um material novo. Eu não quero que eles façam um disco country, ou um disco de metal, pois isso seria estranho. Eu não quero que eles comecem a colocar vários elementos que eles nunca usaram. Você pode fazer isso em algumas músicas, mas você precisa se manter , assim como quando o novo disco do Tom Petty saiu, ainda soava como seu material antigo, e eu fiquei tipo “Oh, isso é legal! Parece as músicas das antigas;” então chegamos a conclusão de que, eu acho que, como uma banda, é normal dizer “Nós não vamos re-escrever as mesmas músicas, mas vamos manter o pop-punk.”

Nós gostamos disso. Eu ainda amo esse estilo de música. Nossos fãs amam. Não precisamos exigir demais de nós mesmos, pois as pessoas não querem ouvir um Simple Plan country. eles querem ouvir o Simple Plan. Por um tempo era difícil ter essa mentalidade, mas agora eu apóio isso, e eu acho que isso me da a direção pela qual eu quero seguir, pois eu sei do que as pessoas gostam em nós, eu sei o que eu gosto, e eu sei o que é bom; e isso nos traz foco. Se tivessemos que refazer o Simple Plan seria muito difícil, pois para onde iríamos? Minha voz tem um jeito de soar, e acaba não caindo bem em alguns estilos. Para onde iríamos? Então, nós chegamos me um acordo em relação a isso, e eu realmente gosto disso, e eu acho que é engraçado dizer, “Quer saber? Nós vamos continuar no pop-punk.”

Não importa se as rádios acham que é um gênero que está morto, ou se as pessoas acham isso ou aquilo. Se você escreve uma música boa, e é pop-punk, elas irão gostar; pois o pop-punk não significa muita coisa: apenas que tem uma pegada pop, mas que traz a energia e velocidade do punk, e e acaba querendo fazer você pular ou dirigir em alta velocidade; e isso é algo que nunca irá morrer. Então, eu amo poder tomar essa direção e poder dizer, “vamos nos focar em escrever músicas boas”, e nós produzimos ela da forma que o Simple Plan deveria e faria, esse é o nosso objetivo.

Com relação ao pop-punk: você acha que os fãs continuam seguindo vocês, ou mais fãs novos estão vindo?
Eu acho que é um pouco dos dois. É bem interessante. Se você for em um show nosso você vai ver pessoas que estão com 30, 35 anos – ou até mais velhos- e então você vai ver pessoas que não tem nem 20 – quando o nosso primeiro disco saiu eles eram bebês… Alguns deles mesmo sendo fãs agora, dizem que seus pais que apresentaram o Simple Plan para eles; então é bem interessante. Eu diria que a maioria está entre os 20, 25 anos, e aí varia para 10 anos a menos até 40, 45 anos. Nós perdemos alguns e ganhamos outros. Alguns acabam mudando de gosto. Alguns acabaram descobrindo recentemente. O que é legal hoje em dia, é como você acaba descobrindo as músicas, você não precisa depender de rádio… e eles não dependem. Agora você tem o Spotify, Apple Music, todos esses serviços de streaming; você pode ouvir milhares de músicas com a sua assinatura mensal. As pessoas descobrem coisas novas o tempo todo, e nós não dependemos mais das rádios, ou até mesmo de gravadoras para nos divulgar. As pessoas por si só darão um retorno, e se você lançar algo, irá crescer, e as pessoas falarão nisso. Eles irão comentar com seus amigos, e eles acabarão descobrindo, e eles levarão isso para outros lugares; então é algo bastante inspirador.

Você tem alguma opinião sobre os serviços de streaming? Eu sei que muitas pessoas estão divididas, pois divulga as músicas e te expõe para mais pessoas, mas a quantidade que você recebe financeiramente é irrisória. Vocês já falaram e pensaram sobre isso?
É interessante, pois definitivamente o dinheiro e o budget que tínhamos quando começamos – e a forma que a gravadora investia para vídeos e turnês – era bem diferente do que é hoje; mas novamente, você tem artistas grandes que conseguem se conectar, que acabam ficando ainda maiores. Graças a isso as pessoas estão ficando cada vez mais com gostos parecidos. Elas estão ficando globalizadas com o fato de todas elas poderem alcançar a mesma música. Eu acho que existem alguns pontos positivos e negativos, definitivamente no lado financeiro está bem mais difícil hoje em dia para uma banda ou um artista com uma carreira mediana de existir e ser financeiramente estável. Agora para os grandões como Taylor Swifts e Coldplays, que conseguem milhões de streams, todos farão de tudo por você; agora se você for pequeno, esqueça: você não vai ganhar nada. Eu acho que existe um lado ruim, mas é bom saber que criar um disco – criar música – se tornou algo bem mais acessível. Eu posso fazer um disco no meu quintal – há 15 anos atrás eu não poderia fazer isso; agora eu posso fazer isso com o meu notebook. Qualquer um com algumas ideias legais pode criar algo. Existem pontos positivos e negativos, mas definitivamente é um negócio diferente do que era há 15 anos atrás.

Acredito que de certa forma é meio neutro.
Exatamente. De certa forma é uma pena, mas o lado bom é que com o tempo, quando todo mundo usar streams… e a escala desses números crescerem, os números que pareciam ser negligenciados também irá crescer, e se tornará algo valioso assim que todos estiverem usando…

Muito obrigado pelo seu tempo. Estou ansioso para ver vocês aqui. Boa sorte com tudo até lá.
Faz um bom tempo que não vamos para a Nova Zelândia. Nós estamos ansiosos e obrigado pelo seu tempo. Nos veremos em alguns meses.

Pierre Bouvier fala sobre processo de composição do sexto disco do SP

Em uma nova entrevista ao site australiano Hysteria, o vocalista do Simple Plan explica como está o processo de composição para o sexto disco da banda, o motivo de não conseguirem lançar um álbum surpresa como a cantora Beyoncé, e a importância em realizar a turnê de 15 anos do “No Pads”.

Confira a matéria completa abaixo:

Depois de dois anos em turnê, em 2016 divulgando o disco “Taking One for the Team” e uns turnê de 15 anos desde o lançamento do seu disco de estréia, “No Pads, No Helmets… Just Balls”, o Simple Plan está desfrutando de um momento de descanso – ao menos é assim que o vocalista Pierre Bouvier descreve, mas parece que eles não estão relaxando de jeito nenhum.

“Na verdade nós temos alguns meses para descansar, o que é muito bom,” diz Bouvier. “Nós estamos passando um tempo com as nossas famílias, um pouco de descanso, compondo aos poucos. Então depois nós iremos até vocês em Abril, então é isso que temos planejado até então.”

Passar um tempo com a família é uma coisa, mas compor enquanto isso? Não parece como um verdadeiro descanso. “Nós ainda não ativamos o modo completo do tempo de composições,” diz Bouvier. “Mas eu acho que obviamente todos estamos pensando nisso, pois já fazem pôs anos que não lançamos um disco novo. Estamos indo aos poucos. Na verdade, estamos bem devagar, mas isso acontece pois nós tiramos um tempo para compor, e nós queremos que todos os álbuns sejam incríveis.”

“Eu acho que todos queremos que o próximo seja lançado logo, mas ainda precisamos descansar um pouco e começar a juntar as ideias antes de começar.”

Para o Simple Plan, tempos entre os lançamentos dos discos e as turnês exaustivas estão totalmente ligados à como eles fazem tudo aos poucos – existe o momento de reunir as ideias, o momento frustrante, o momento de dar um tempo para si mesmo. Bouvier explica que, atualmente, é o momento divertido.

“Agora é a hora que qualquer coisa pode acontecer. Você pode começar a tentar algumas coisas, sabe? Reunir as músicas. Na verdade, bem no começo, tudo faz sentido. De vez em quando é meio que como, ‘Bom, essa é boa’, sabe? Ainda não estamos nessa etapa. Ainda é muito cedo.”

“Eu acho que não chega a ser frustrante, mas cansativo, e quando vai chegando no final nós nos perguntamos, ‘já temos um álbum? Ele é bom o suficiente? Já podemos entrar em estúdio?’ E então olhamos para a nossa agenda e ficamos tipo, ‘Caramba, seria legal se conseguíssemos lançar em três ou quatro meses. Será que conseguimos?’ É aí que fica cansativo.”

O Simple Plan poderia meio que fazer como a Beyoncé e lançar um disco em alguns meses. Eles poderiam, mas não irão. Eles são bem metódicos em alguns pontos que andam junto com o fato de estarem em uma banda por tanto tempo, entre eles o fato de sempre estarem conectados com seus fãs. A dedicação do Simple Plan com as mídias sociais é tanta que eles não conseguiriam lançar um álbum do nada. “Isso é uma coisa que não sabemos sobre a Beyoncé,” explica Bouvier.

“O lance desses álbuns relacionado ao fato de sermos tão presentes nas mídias sociais que não poderíamos fingir que não estamos trabalhando em um disco por seis meses, eu não acho que conseguiríamos fazer isso, sabe? É assim que ela surpreende as pessoas, entende? Ela divulga uma foto dela em um evento, uma foto aleatória, mas ao mesmo tempo, ela passa dias em estúdio, escrevendo e gravando coisas, e ela nunca conta isso para ninguém. Isso é algo que ela pode fazer. Eu não entendo como ela consegue fazer isso.”

“Nós sempre estamos nas mídias sociais. Sempre estamos juntos. Quando chegasse a hora de gravarmos um disco ou fazer algo e ficássemos em silêncio por uns meses, as pessoas começariam a se preocupar.”

Se o Simple Plan desaparecesse, é aí que os fãs deveriam começar a se preocupar. Especialmente depois de eles terem tido uma trajetória épica com sua turnê de 15 anos do “No Pads, No Helmets… Just Balls”. “Nosso ano foi incrível, tivemos momentos lindos, shows ótimos, nos divertimos muito,” diz Bouvier. “Não sei explicar como é tocar um disco completo, mas tem sido bom. Nós estamos nos divertindo. Os fãs estão adorando. As pessoas acabam indo aos shows várias vezes. Isso nos leva de volta ao tempo, sabe?”

“Eu acho que isso acaba trazendo o tempo de volta para todos. Muitos dos nossos fãs agora tem 30 ou 27 anos. Talvez naquele tempo, aos 7, 8 ou 12 anos eles não pudessem ir aos shows do No Pads. Naquele tempo, quando eles finalmente conseguíamos nos ver, já em 2010 ou 2011 eles falavam, ‘Cara, eu queria ter tido a chance de ouvir as músicas antigas.’ Agora eles voltam e posso dizer que todos estão amando. Tem sido muito divertido, e estou muito feliz de podermos ir até a Austrália com esse show. Esse álbum é especial tanto para os fãs quanto para nós.”

VÍDEO: Simple Plan deve terminar a turnê mundial em março

Sebastien Lefebvre e Chuck Comeau deram uma entrevista ao Patrick do Rock The Walls, um programa filiado à idobi Network. Na entrevista, eles comentam sobre a experiência de terem participado de um cruzeiro ao participar da Warped Rewind at Sea, falam sobre como se sentem a respeito do aniversário do álbum de estreia, No Pads, No Helmets… Just Balls. Neste momento, Chuck menciona que a turnê deste álbum deve ser finalizada em março. Isso significa, conforme outras pistas que a banda já deu, que podemos esperar o retorno do Simple Plan ao Brasil em menos de três meses e meio. Além disso, Chuck reforça que, com a finalização da turnê, eles devem iniciar o processo de fazer o novo álbum. Você pode assistir a entrevista completa abaixo:

Obrigada Simple Plan CZ pelo achado.

ÁUDIO: Chuck fala sobre legalização da maconha e sobre as três coisas das quais ele tem mais orgulho em nova entrevista

Ontem, o TODDCast publicou a versão sem edições do episódio 138 de seu podcast, que contém uma entrevista que o baterista do Simple Plan, Chuck Comeau, concedida há aproximadamente um mês.

Na entrevista, Chuck comenta sobre seu contato inicial com a música durante a infância, sobre como começou a adquirir um gosto próprio nessa área. Chuck relata um pouco da história inicial da banda, conta da sua experiência no show do Pearl Jam em Montreal. Além disso, Chuck comenta que, atualmente, está acompanhando as séries Homeland, House of Cards e Ballers e que definitivamente não acompanha nenhuma HQ lançada. Chuck também comenta suas visões sobre a legalização da maconha e, por fim, Chuck comenta três coisas das quais ele tem mais orgulho: seu filho, sua proximidade com sua família e sua banda.

Ouça a entrevista, em inglês, na íntegra no player abaixo:

Simple Plan relembra os anos difíceis do lançamento do “No Pads”

A revista Alternative Press publicou em seu site um ótimo artigo com os membros do Simple Plan sobre os anos que antecederam o sucesso da banda ao redor do mundo com as gravações e lançamento do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”, que acaba de completar 15 anos de lançamento e ganhou uma turnê em comemoração que está acontecendo em alguns países do mundo.

Além de Pierre Bouvier, Chuck Comeau, Jeff Stinco e David Desrosiers, o produtor do álbum, Arnold Lanni, o empresário da banda, Eric Lawrence e o diretor de artistas da Lava Records, Andy Karp, comentam como foram os conflitos iniciais da banda com Arnold durante o processo de gravação do “No Pads”, e de como foi desafiador lançar o Simple Plan como uma banda pop-punk em uma época em que eles eram vistos pelo público como um grupo vendido para a indústria da música.

Confira abaixo o artigo completo traduzido e as declarações que trazem curiosidades muito interessantes sobre os bastidores do que acontecia com o Simple Plan há 15 anos atrás. As fotos do artigo abaixo foram feitas nos bastidores do show da banda em Cleveland por Bryce Hall:

Quinze anos depois que o “No Pads, No Helmets… Just Balls” lançou o Simple Plan do mundo obscuro do pop-punk canadense para o mainstream de sucesso, a banda está passando a maior parte de 2017 na estrada, revisitando o álbum tocando ele na íntegra em cada show.

Antes de ir até a Europa nesse mês e voltar aos Estados Unidos para continuar com a turnê em Agosto, a banda e alguns membros de seu círculo social conversaram com a Alternative Press para relembrar o processo tumultuado que fez com que o “No Pads” tomasse forma. Assim como o guitarrista Jeff Stinco diz, “Existe uma certa tendência em resumir a história e relembrar o que aconteceu de uma forma vitoriosa, e parecer que foi uma coisa unificada. Mas eu acho que é importante lembrar que éramos cinco caras, que viviam situações completamente diferentes entrando em estúdio.” Depois de uma pausa ele completa, “Nós tínhamos que sobreviver.”

Vivendo os piores dias de todos

Jeff Stinco: “O processo por si só foi demorado, o Arnold nos desafiou bastante. Esse disco poderia ter levado, no máximo, dois meses para ser feito; mas levou um ano. Nós estávamos vivendo em quartos tipo de quartéis, dormindo em um quarto sem janelas e com beliches. Nós cozinhávamos para nós mesmos, o que é normal, mas ninguém sabia como cozinhar, então era horrível. Foi um processo cansativo. O Arnold tinha essa visão que era tipo, “Vocês gravam por conta própria, então eu volto, critico e edito,” e foi exatamente dessa forma que ele fazia. Ele nos deixava por dias no estúdio; Eu gravava o disco inteiro, ele voltava e ficava tipo, “É, você poderia ter feito algo melhor do que isso,” e descartava tudo que eu tinha feito. Era frustrante.”

Arnold Lanni: “Pode ser que parecia desse jeito, mas quando eu era músico, eu nunca quis pessoas me julgando. Eu iria querer que o produtor dissesse, “Aqui está a música. Isso aqui é o que eu gostaria que você fizesse. Quanto tempo você precisa? Uma hora e meia? Eu vou voltar em uma hora e meia pois dessa forma não vou estar te julgando enquanto você grava.” Era só uma forma de fazer com que eles alcançassem o que eles queriam alcançar. Se você está mirando em um alvo e você não atinge, eu preciso pelo menos avisar. Em algumas ocasiões, eu iria dizer, “É isso que eu quero que vocês façam. Eu vou esperar na sala ao lado, ou eu volto em três horas depois de vocês terem a chance de trabalhar nisso.” Se não saísse da forma que conversamos antes juntos, eu voltaria e diria, “É, isso é inaceitável.” Nunca foi tratado como algo pessoal; só que ás vezes é difícil explicar para alguém mais novo o que eles não sabe. Como o Jeff é um músico talentoso, eu fazia com que ele fizesse coisas que saíam um pouco da sua zona de conforto – não de uma forma técnica, pois provavelmente não existe nada que o Jeff não possa tocar, pois ele é realmente bom – mas eu fazia coisas que fazia com que ele criasse uma certa tensão e atmosfera com a música. Não sei se, por ele ser tão jovem naquele tempo, entendia isso.”

Pierre Bouvier: “É claro que houveram momentos difíceis. Nós sentíamos que tínhamos uma grande oportunidade e não queríamos estragar pois se você acaba estragando tudo no primeiro disco, você está meio ferrado. Eu acho que o Arnold é um verdadeiro artista, e eu acho que ele estava mentalmente envolvido nessa coisa de “vamos fazer disso o melhor que pudermos”. Nós trabalhamos com Arnold por quase um ano e meio antes de nós termos um contrato assinado, então nós passamos muito tempo juntos e tivemos vários conflitos de opiniões. Ele veio de um mundo diferente do nosso, e ele queria nos empurrar para um universo diferente do que estávamos fazendo. Nós éramos os caras do pop-punk que queriam manter as coisas mais simples. Ele dizia que não havia dinâmica na banda. Nós todos éramos perfeccionistas. Algumas vezes, eu cantava os vocais da música inteira – os vocais principais, a segunda voz, tudo. Eu passava horas e horas e horas enquanto ele estava fora do estúdio fazendo alguma outra coisa. Então ele voltava ás 21h, 22h, escutava, e então falava tipo, “É, eu não sei, não tenho certeza de que está realmente bom; vamos fazer isso de novo amanhã.” e eu ficava tipo, “O que? Eu cantei com todo o meu coração o dia inteiro e não adiantou de nada!””

David Desrosiers: “Foi a minha primeira vez em um estúdio de verdade. Eu estava maravilhado e intimidado pelo processo. A visão do Arnold foi de que o vocalista estava cantando coisas estranhas e de que os guitarristas deveriam usar tipos de acordes diferentes, por outro lado nós só queríamos tocar com tudo.”

Pierre Bouvier: “O Arnold realmente queria que nós fossemos únicos e diferentes, e uma das formas que ele fazia isso era me incentivando a parecer – e aqui eu vou usar uma frase dele – “parecer mais choramingando.” Existiam alguns cantores nos anos 80 que para mim soavam mal, mas ele ficava tipo, “Se esforce no seu lado adolescente, deixe sua voz mais enjoativa,” e eu ficava tipo, “Mas eu não gosto disso!” Hoje em dia quando eu escuto o disco, eu acho que esse disco é o que a minha voz soa mais cansativa e isso realmente me incomoda. Eu acho difícil de escutar.”

David Desrosiers: “O Arnold usava essa analogia: “Agora eu sou o John McEnroe, e vocês não podem me pedir favores.” Nós sempre queríamos responder dizendo, “E se agora você fosse esse excelente jogador de tênis aposentado que está treinando esses jogadores novos?” (Risos). Eu acho que teria funcionado um pouco melhor.”

Arnold Lanni: “Eu concordo com eles de que foi duro. Eu acho que muito disso vem com o fato de que eles eram muito novos e ambiciosos. Eles sabiam quem eles queriam ser; eles estavam bem pessimistas e protetores sobre o que eles queriam fazer. O que todos nós concordamos é que queríamos a mesma coisa: Nós queríamos fazer um disco que tivéssemos orgulho e também queríamos fazer um disco que, com sorte, se destacaria com o tempo. Para fazer isso, o que eu tentei trazer a tona foi, como podemos nos destacar de todos os outros, e essa deve ter sido a coisa mais difícil para os caras entenderem sendo tão novos.”

Andy Karp: “Estávamos lidando com personalidades bem fortes. O Arnold lidera a situação, e ele fala sobre isso. Ele faz com que os vocalistas trabalhem realmente duro. Eu estive presente com uma certa regularidade durante as gravações e eu lembro de me sentir meio que um psicoterapeuta, ás vezes como um diplomata, mas isso faz parte do seu trabalho.”

Pierre Bouvier: “O Arnold estava nos pressionando de verdade ao ponto de ás vezes querermos falar tipo, “Cara, vá para o inferno. Eu acho que já está bom e não sei do que você está reclamando.” (Risos).”

Arnold Lanni: “Eu sempre soube, já que eles eram jovens tão legais e que eles estavam atrás das coisas certas, que não era um concurso de ofensas, era só sobre vencer por querer vencer. Eles só queriam fazer um disco ótimo, e nós só discordávamos um pouco sobre como chegar até nesse ponto. Eu brinco com eles hoje e digo que se voltássemos no tempo e tentássemos fazer o disco hoje, acredito que 90% das coisas que pensávamos serem desafiadoras provavelmente não seriam mais um problema hoje pelo fato de hoje sermos mais velhos. Eu lembro que depois que o disco foi finalizado, nós não conversamos. Nós não nos falamos por um tempo e não era nada pessoal; mas era só pelo fato de eles terem sido desafiados. Eu dou um salve de palmas para eles pois eles nunca desistiram, eles nunca desistiram mesmo. Eu sou bem conhecido por tentar tirar o melhor das pessoas, mas eu nunca pedi para eles fazerem algo que não poderiam fazer. Eu olho para tás, e já fazem 15 anos que esse disco se mantém por si só. Melodicamente é uma obra-prima. As músicas são incríveis e isso só acontece por haver muita resistência.”

Pierre Bouvier: “Não existe certo ou errado e eu acho que para caras tão novos que acabaram de ter um contrato assinado, eu acho que sabíamos do que precisávamos e que ele sabia do que nós precisávamos e essas coisas nem sempre eram as mesmas. No final das contas, eu acho que nosso disco foi ótimo. Nossa relação com o Arnold foi testada de diversas formas durante esse disco, e no tempo em que ele foi feito, eu diria que nós realmente precisávamos de um tempo um dos outros. Provavelmente algumas palavras ruins foram trocadas sobre o que achávamos um dos outros, mas o que é ótimo depois de todos esse tempo, é que nossa relação com o Arnold se tornou melhor e mais sólida e que percebemos todas as coisas boas que ele trouxe para o disco. Isso diz muito hoje, nós somos grandes amigos. Nós só precisamos de um tempo depois disso para tomar fôlego. Foi um período bem intenso.”

Só crianças, sabendo que não era justo

Depois de todo o tumulto, o “No Pads, No Helmets… Just Balls” finalmente foi lançado em 19 de Março de 2002. Inicialmente a banda queria que “Addicted” fosse o primeiro single, mas uma oportunidade de um filme surgiu e “I’m Just A Kid” foi quem abriu as portas do Simple Plan. Depois de ir um pouco mal das pernas, o disco finalmente deslanchou, vendendo eventualmente mais de 3 milhões de cópias no mundo inteiro. Imersos na geração da MTV, a banda começou a sentir o sopro do sucesso, com fãs os acusando de serem vendidos, além de outras coisas durante a Warped Tour. “Eu adiantei para eles que haveriam críticas,” explicou Andy Karp. “Eu também já imaginava que essa poderia ser a primeira banda pop-punk popular. Eles eram bonitos e podiam cantar bem com suas músicas. Mas é difícil para o público americano aceitar uma banda como eles como uma banda punk. Eu acho que foi um pouco injusto,” adiciona o representante deles. “Pois eles realmente tinham feito a parte deles e na época que eles se apresentaram na Warped Tour, eu acredito que muitas bandas respeitavam eles.”

Jeff Stinco: “Para nós, tocar na Warped Tour foi uma conquista por si só. Definitivamente foi uma turnê difícil, mas importante. Você sai de dois anos de shows de merda, sem muito sucesso, e então você está na Warped Tour. O Simple Plan era visto como uma banda alternativa, e então você estava na MTV. Agora os fãs vão até os shows e dizem que você se vendeu. Cara, é a mesma porra de música. É o mesmo disco. Nós tocamos o mesmo disco por três anos! Você está dizendo que nos vendemos? Você devia ver o meu apartamento em Montreal – nós não nos vendemos porra nenhuma!”

Chuck Comeau: “Nós fomos lançados assim que o pop-punk começou a explodir. Houveram muitas resistências naquele tempo com todas essas bandas. Na mente das pessoas, nós provavelmente éramos os piores exemplos dessa cena, meio que um punk de shopping. Haviam jovens que curtiam mais as bandas mais pesadas, as bandas mais punk-rock da Warped Tour, que foram bem ofensivas com o nosso som, álbum e banda. Eu acho que lidamos com isso de formas diferentes.”

Jeff Stinco: “Eu costumava discutir com os fãs de punk-rock depois dos shows e tentava fazer com que eles entendessem que o que eles estavam dizendo era realmente ofensivo e não fazia sentido nenhum. Eu conversava com várias pessoas depois dos shows. Se eles jogavam garrafas em nós, eu pulava na platéia e começava a discutir com eles, fazia sentido para alguns deles. Eu levava as críticas muito a sério.”

Chuck Comeau: “Naquele tempo, toda essa coisa de ser vendido era um tabu. Pra mim é incrível ver como isso mudou em 15 anos. Agora você é mensurado em quão popular você é e quantos seguidores você tem e quão grande você é. Quando fomos lançados, era completamente o oposto. Você não poderia querer ser grande, popular e famoso. Você deveria ficar feliz em ser uma banda pequena e underground, e nós nunca realmente nos sentimos assim. Nós sempre sentimos que queríamos alcançar as pessoas, nós queríamos tocar para várias pessoas. Eu acho que algumas críticas eram injustas. Nós só seguimos os nossos corações e fizemos aquilo que acreditamos.”

Pierre Bouvier: “Eu acho que existe um certo estigma com essa banda e eu nunca tive muita certeza do motivo. Uma vez que você atinge o sucesso e está na frente de pessoas que não necessariamente são seus fãs, isso sempre pode causar um pouco de problema. Eu também acho que o Simple Plan sempre esteve mais no lado pop do pop-punk – não muito pesado, não muito agressivo. Por algum motivo, o gênero da cena pop-punk da Warped Tour é bem interessante; é um animal interessante, tanto se você faz ou não parte dele. E isso seguiu a banda durante nossa carreira. Alguns dos fãs da Warped Tour não querem gostar de nós. É bem bizarro pois se trata apenas de música e ás vezes parece que estamos em uma briga de colegial.”

Eric Lawrence: “Foi meio consciente. Os Estados Unidos é um dos países mais fragmentados do planeta quando se fala sobre gêneros musicais. Na América, uma gravadora vai escolher o caminho, mas em outras partes do mundo, a música não funciona dessa forma. Alguns anos depois desse disco, o Simple Plan abriu para o Metallica na África do Sul, e ninguém reclamou disso. Se você tentar fazer isso nos Estados Unidos, o Simple Plan provavelmente seria literalmente assassinado. Sabendo que queríamos alcançar o resto do mundo, nós queríamos que o resto do mundo nos visse como uma banda pop e não uma banda punk. Então fomos direto para as rádios pop ao invés de irmos para as de som alternativo. Houve um certo medo a princípio quanto a credibilidade – se não formos para as rádios alternativas, eles vão aceitar bem? – mas o grande medo era se eles ficassem só nas rádios alternativas, como levaríamos essa banda ao redor do mundo? Nós fizemos isso de forma sábia. Nós falamos com todo mundo sobre isso, inclusive com a banda. Nós começamos pelas rádios pop e isso nunca tinha sido feito antes por uma gravadora de rock da América. Nós sabíamos que isso poderia nos levar a alguns problemas: E um desses problemas é você se apresentar na Warped Tour e as pessoas jogarem garrafas em você por acharem que você é uma banda pop.”

Eu faria de tudo… e fiz

Sobrevivendo a esses problemas, 15 anos depois, a banda e os envolvidos no disco possuem bons sentimentos em relação aos tempos do “No Pads”. “Nós lançamos um disco pelo qual realmente nos importávamos,” diz Comeau. “Não foi uma tentativa de lançar algo que que odiávamos só para ganhar dinheiro. Foi realmente um reflexo do nosso gosto e do que amávamos.”

Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre no Assises 2017

Na tarde de hoje Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre marcaram presença no Assies 2017 para se pronunciarem ao lado do prefeito Denis Coderre sobre o programa “Municipal Plan for Empolyment”, que oferece empregos para os jovens em uma parceria da Simple Plan Foundation com o Union des Municipalités du Québec.

Além de Chuck e Seb, o pai do baterista, André Comeau, que é um dos idealizadores do projeto, também esteve presente durante o evento, que ainda trouxe uma mensagem em vídeo gravada pelos outros membros da banda.

Confira abaixo um vídeo de Chuck Comeau e seu pai sendo entrevistados para o Union des Municipalités du Québec, e, em seguida, clique nas miniaturas para acessar as primeiras fotos da cerimônia em nossa Galeria.

Chuck Comeau conversa com a Kiss FM

O baterista do Simple Plan, Chuck Comeau, participou de uma entrevista com a KiSS 99.3 de Timmins, em Ontario, onde ele falou sobre a banda permanecer com os cinco membros desde a sua formação inicial e as expectativas em tocar no festival Stars and Thunder.

Ouça abaixo a entrevista que foi gravada durante os bastidores da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” e foi ao ar na manhã de hoje:

Sebastien fala sobre rótulo pop-punk e ataques terroristas

O guitarrista do Simple Plan, Sebastien Lefebvre, realizou uma entrevista com o site alemão Stage Load para divulgar a etapa européia da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”.

Entre os tópicos abordados ele fala sobre como lida com o rótulo de banda pop-punk, como eles encaram os ataques terroristas na Europa e a falta de bandas de rock nas rádios norte-americanas. Leia a entrevista traduzida abaixo:

Recentemente o seu disco de estréia “No Pads, No Helmets… Just Balls” completou 15 anos. Você conseguiu perceber que tanto tempo passou desde o lançamento?
Realmente faz muito tempo, mas de forma alguma parece que tenha sido tudo isso. Nós amamos o que fazemos. Ficamos muito felizes quando estamos em turnê e ainda precisamos lançar muitos outros discos – só temos cinco. Se não estivéssemos nessa turnê de comemoração agora, eu não teria percebido que o disco era tão antigo. Não parece que são 15 anos.

Vocês começaram em 1999, mas desde então não houve nenhuma mudança na formação da banda. Nos últimos 18 anos, em algum momento vocês pensaram em parar?
Provavelmente todos nós já pensamos, mas nós também sabemos que essa banda é mais importante que nós mesmos. Nós sempre colocamos a banda na frente de tudo e tentamos manter nossa vida privada – inclusive em respeito aos fãs. Nos mantermos juntos não é tão difícil. Na verdade, o que é realmente difícil é se manter relevante e continuar escrevendo músicas boas. Nós temos sorte de termos um sucesso moderado durante todo o tempo, então sempre estivemos motivados e ninguém saiu da banda e voltou para a escola.

Você acabou de mencionar que o que é mais difícil é se manter relevante. Deve ter sido ainda mais difícil para vocês pois vocês sempre foram perseguidos por fazerem músicas para adolescentes, apesar de todos estarem na casa dos 30. Você leva isso pelo lado pessoal?
É engraçado você falar sobre isso. Você não é a primeira pessoa da Alemanha a falar isso. Parece que é um grande problema por aí (risos). Eu acredito que quando começamos éramos comparados com o Blink-182 e o Good Charlotte – e nós temos orgulho disso! No começo dos anos 2000 todas essas bandas legais de rock com músicas ótimas e cheias de energia eram a resposta para as bandas de pop, boy bands e giril bands e foi ótimo fazer parte disso.

Com nosso primeiro disco nós nos dedicamos a temas bem conhecidos, o que naquele tempo claro que tinha ligação com a adolescência. Eu tinha acabado de fazer 18 anos quando começamos a banda! A música permaneceu a mesma, mas ao mesmo tempo as coisas que falamos foram evoluindo. Antes falávamos sobre como é estar em um relacionamento, então falamos sobre como é se apaixonar. Mas é incrível que muito de nossos fãs nos acompanham há tantos anos. Que eles cresceram conosco e ainda nos ouvem. Isso é algo que poucas bandas podem experienciar.

Se fossemos falar sobre o seu estilo musical: você descreveria sua música como rock ou punk rock? Como você se sente com o rótulo “pop-punk”?
Eu não tenho problema nenhum com isso. Quando começamos com o punk rock, nós já tínhamos uma atitude meio pop, o que meio que fortaleceu isso. Nós também fomos influenciados por bandas que já estavam na estrada, especialmente essas bandas de punk rock dos anos 90 como NOFX, The Offspring e Bad Religion. Eu acho que é mais sobre ter a atitude do que um rótulo. Eu não acho que temos uma mensagem propriamente dita pois temos uma influência cada vez maior pela música do que por outras coisas. “Pop-punk” também é relacionado pela melodia e música, o que é legal, o que é importante para nós. Nós queremos escrever músicas que façam com que as pessoas cantem conosco!

Então você não é como o Billy Joe Armstrong do Green Day que disse uns meses atrás que ele gostaria de acabar de uma vez por todas com o rótulo “pop-punk” em 2017?
Não, de forma alguma! Nós não queremos depredar nada, nem destruir nada ou odiar alguma coisa. Se você gosta da nossa música ou do pop-punk no geral, isso é bom, mas se você não gostar de nós, também não tem problema. Nós acreditamos no que somos – não importa o que os outros pensem sobre isso!

No final de Maio vocês voltaram para a Europa com a turnê de comemoração do “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Vocês param pra pensar nos últimos acontecimentos como os ataques terrorista em Paris, Bruxelas e Berlin? Vocês realmente querem tocar nessas cidades?
Sim, e logo, pois todos nós queremos. Nunca foi mais importante mostrar que apoiamos algo ao nos reunirmos, ter um bom momento e esquecer os problemas por algumas horas. Nós somos quem nós somos e nós fazemos o que queremos fazer. E essa declaração de amor da música é extremamente importante nos dias de hoje!

Falando em momentos difíceis: Alguns membros do Simple Plan moram nos EUA. Desde a posse de Trumps como presidente, voltar para o Canadá foi levado em consideração?
Honestamente eu acho que não. Para muitas pessoas isso é um problema realmente grave, mas nós tentamos nos manter fora da política. Eu moro no Canadá e eu estou bem assim. Entretanto, os que moram nos EUA parecem estar igualmente felizes. Eu acho que nem sempre você precisa querer mudar o mundo inteiro, mas talvez começar a se tornar uma melhor pessoa. Educar seus filhos de forma consciente, ficar cercado de amigos que devem ser apreciados, e sempre fazer o seu melhor.

Além do Simple Plan você também está envolvido em outros projetos, como um programa de rádio semanal. Uma vez você disse que as rádios mal tocam rock – você pensa em parar com o seu programa?
Isso é verdade, não tocam mais rock. Mas não é que as pessoas não queiram ouvir, mas hoje em dia não estão tocando nas rádios. Nos anos 90 não era tanto assim, já que tocavam muitas bandas de rock, no começo dos anos 2000 houve um crescimento e substituição por bandas de pop como os Backstreet Boys ou Spice Girls. Isso sempre está mudando, e com o meu programa eu gostaria de fazer com que os ouvintes escutassem bandas não tão conhecidas pois elas não são muito tocadas. É claro que a cena pop-punk não tem tanto destaque como tinha antes, mas ainda está lá – não tem nada haver com o mainstream. Você tem sorte de estar na Alemanha onde vocês não somente tem bandas de rock, mas eles também tocam esse estilo nas rádios. Na América do Norte existem bandas o suficiente, mas geralmente elas não atingem essa plataforma. Eu fico feliz quando consigo atingir as pessoas com músicas que eu gosto de ouvir.