Jeff Stinco fala sobre música brasileira e influências em entrevista

Em uma nova entrevista, Jeff Stinco conversou com o site Conexão Pop, onde ele falou sobre os fãs brasileiros, o que conhece sobre a música do nosso país, suas influências e o que os fãs podem esperar do Simple Plan no ano de 2018. Confira abaixo:

Vamos começar falando do Brasil. Já faz um tempo desde a última vez que estiveram aqui. Vocês estão animados para os shows? Qual é a melhor parte de tocar aqui?!
Sem dúvidas, os fãs. Os fãs são incríveis. Eles possuem muita energia, são bem presentes e, também, apaixonados. Já estivemos aí algumas vezes e apreciamos isso. Eu amo as bebidas, a comida, eu amo as pessoas. A música brasileira é algo que gosto muito, também. E eu a toco! Sei tocar a tradicional música brasileira, a clássica.

Vocês conhecem algum artista brasileiro? Há algum que considerariam para algum tipo de parceria?!
Sabe, recentemente ouvi falar sobre o cantor Catto (Filipe Catto), mas não o conheço. Sabe me dizer se ele é bom?

Sim, sim. E sobre Anitta e Pabllo Vittar, você já ouviu falar?!
Não, não. Mas eu deveria, né? Vou dar uma olhada.

Ainda sobre música, qual não pode faltar na setlist dos shows?
Ah, algumas do nosso primeiro álbum. ‘’I’d Do Anything’’ é um exemplo, ’Perfect’’ não tem como não tocarmos essa. E provavelmente ‘’I’m Just a Kid’’, também, essas são as clássicas. As pessoas querem escutar, então, não tem como pararmos de tocá-las.

Simple Plan marcou toda uma geração – e, bom, continua marcando. Como é ver essa nova geração indo aos shows e curtindo os shows de vocês?!
A melhor parte de fazer o que fazemos é ter fãs crescendo conosco. Temos fãs da nossa idade e fãs que, quando começamos, eram bem jovens e agora já possuem emprego e família. Pessoas que continuam nos descobrindo através da internet… É uma ótima posição para se estar. É muito, muito incrível e também é ótimo conhecer os diferentes grupos de diferentes idades. Simplesmente espetacular.

Quando vocês começaram, quem acompanhavam e quais eram suas maiores influências?!
Acho que de tudo um pouco. De ‘N Sync á The Beach Boys, The Beatles, Green Day, Blink 182, The Offspring… esse tipo de banda, sabe?!

Os fãs brasileiros estão muito animados para os shows no país e acredito que você sabe disso…
Eu estou, também!

Então, o que eles [os fãs] podem esperar dos shows aqui no Brasil?!
Será a mais divertida de todas, por que é uma comemoração do álbum que mudou nossas vidas. E, acredito, que foi a trilha sonora de muitas vidas. Muitas pessoas iniciaram um relacionamento ao som dessas músicas, dirigiram pela primeira vez, terminaram um relacionamento e sem dúvidas isso possui muitos significados para muitas pessoas. É um ótimo álbum e será muito divertido tocá-lo. Vamos tocar as músicas desse CD, dar uma pausa, voltar e cantar todos os hits que as pessoas gostam de ouvir. Tocamos nos Estados Unidos e foi incrível, então, não consigo nem imaginar como será no Brasil.

Para finalizar, temos a pergunta de um fã: O que podemos esperar do Simple Plan em 2018?
Estaremos escrevendo e escrevendo bastante. Escrevendo para o novo álbum e, com fé, entraremos em estúdio antes do fim do ano. E também estaremos em turnê e focados em fazer música nova.

Queremos! divulga pôster oficial do Simple Plan no Rio de Janeiro

Como de costume em todos os shows realizados através do Queremos!, a produtora divulgou ontem a tarde o pôster oficial criado especialmente para o show no Rio de Janeiro. Com arte exclusiva realizada pelo designer João Augusto, uma quantidade limitada de pôsteres estará disponível no Circo Voador gratuitamente para os fãs que forem ao show do Simple Plan no dia 30 de Maio.

Nação da Música entrevista Jeff Stinco

Para a felicidade dos fãs, os canadenses do Simple Plan estarão mais uma vez em terras brasileiras, no final do mês de maio. Desta vez, a banda vem com a turnê de aniversário de 15 anos do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”.

Além de tocarem o álbum na íntegra, o grupo também toca os maiores hits da carreira e também músicas de “Taking One For The Team”, o disco mais recente deles, lançado em 2016.

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o guitarrista do Simple Plan, Jeff Stinco, sobre a expectativa para os shows no Brasil, a turnê de 15 anos e também sobre o próximo trabalho dos canadenses.

Olá, Jeff! Obrigada por falar com a gente. Simple Plan estará de volta ao Brasil em maio. Quão empolgado você está?
Eu amo o Brasil! Eu amo a música, a comida, as pessoas, a cultura e os shows são simplesmente uma loucura. Os fãs brasileiros são provavelmente os fãs mais expressivos que temos ao redor do mundo. É sempre muito divertido voltar.

O que podemos esperar dos shows desta vez?
É uma grande festa porque nós basicamente vamos tocar o primeiro disco, que mudou as nossas vidas e que também mudou a vida de muitas pessoas. Para algumas pessoas que estão indo [ao show], este é o mais disco mais importante do Simple Plan e o favorito delas. É bem alegre, será uma grande festa e vamos tocar o álbum inteiro, do começo ao fim. E depois tocamos todos os outros hits. Tem de tudo para qualquer fã do Simple Plan!

O disco mais recente da banda, “Taking One For The Team”, é de 2016. Vocês estão escrevendo, gravando, planejando o próximo disco? O que esperar?
Nós definitivamente estão preparando novas músicas, escrevendo, na verdade nos preparando para de fato começarmos a pensarmos nas novas músicas. Estamos meio que reunindo ideias no momento e o trabalho de verdade vai começar logo depois da viagem ao Brasil, provavelmente.

Não sei quando vamos começar a gravar de fato, mas tenho um bom pressentimento que será ainda neste ano.

Clique aqui e leia a entrevista completa com Jeff Stinco no Nação da Música.

Chuck Comeau convida fãs para shows no Brasil

Assim como foi feito para o show que a banda realizará na Argentina, a Move Concerts Brasil divulgou na noite de ontem a chamada feita por Chuck Comeau onde o baterista do Simple Plan convida os fãs brasileiros para os shows da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” no país. Assista abaixo:

HS Merch irá produzir o Merchandise Oficial do Simple Plan no Brasil

Faltam apenas 46 dias para o início da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” no Brasil e uma das maiores dúvidas dos fãs é referente aos produtos oficiais da turnê, como quais camisetas serão comercializadas e onde os fãs poderão comprar se certificando de que aquele produto é autorizado pela banda.

Os produtos 100% Oficiais, Licenciados e Autorizados pela banda poderão ser adquiridos pelos fãs SOMENTE DENTRO das casas de shows. A venda será realizada pela HS Merch, mesma empresa que produziu e vendeu o merchandise do Simple Plan na última turnê e também cuida do merchandise oficial de bandas como blink-182, Pearl Jam, NOFX, Bad Religion, Millencolin, Pennywise, entre outros. Acesse a loja virtual da marca e conheça os produtos que já foram produzidos em outras turnês no Brasil.

Qualquer produto sendo oferecido pela internet em lojas e sites do Brasil ou nas filas dos shows NÃO SÃO AUTORIZADOS pelo Simple Plan. Os produtos vendidos nesses estabelecimentos não possuem a mesma qualidade e durabilidade que o material oficial, além de prejudicar a banda.

Nas próximas semanas o Simple Plan Brazil publicará em primeira mão a linha de merchandise oficial que será disponibilizada durante os cinco shows da banda. Além disso, nossa equipe já está preparando algumas ações em parceria com a HS Merch para trazer alguns brindes para vocês! 😉

Compre somente o merchandise oficial e autorizado.

Divulgadas informações dos ingressos do Simple Plan no Brasil

 

Depois da grande surpresa com a divulgação das cinco datas dos shows do Simple Plan no Brasil com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, confira abaixo as informações de preços e setores das vendas dos ingressos para cada cidade:

PORTO ALEGRE – 25 de maio

Pepsi On Stage:
Av. Severo Dullius, 1995
Anchieta

Ingressos:
R$ 240 (Pista Premium – inteira); R$ 120 (Pista Premium – meia)
R$ 180 (Pista – inteira); R$ 90 (Pista – meia)
R$ 220 (Mezanino – inteira); R$ 110 (Mezanino – meia)

Vendas:

Pré-venda: a partir de 02 de abril para o fã clube
Venda para o Público Geral: a partir de 03 de abril

CURITIBA – 26 de maio

Live:
R. Itajubá, 143
Novo Mundo

Ingressos:
R$ 280 (Pista Premium – inteira); R$ 140 (Pista Premium – meia)
R$ 160 (Pista – inteira); R$ 80 (Pista – meia)
R$ 240 (Camarote – inteira); R$ 120 (Camarote – meia)
R$ 200 (Área VIP – inteira); R$ 100 (Área VIP – meia)

Vendas:

Pré-venda: a partir de 02 de abril para o fã clube
Venda para o Público Geral: a partir de 03 de abril

SÃO PAULO – 27 de maio

Audio Club:
Av. Francisco Matarazzo, 694
Água Branca

Ingressos:
R$ 250 (Pista – lote 1/inteira); R$ 125 (Pista – lote 1/meia)
R$ 300 (Camarote – inteira); R$ 150 (Camarote – meia)

Vendas:

Pré-venda: a partir de 02 de abril para o fã clube
Venda para o Público Geral: a partir de 03 de abril

RIO DE JANEIRO – 30 de maio

Circo Voador:
R. dos Arcos, s/n
Lapa

Ingressos:
R$ 160 (Pista – lote 1/inteira); R$ 80 (Pista – lote 1/meia)

Vendas:

Pré-venda: a partir de 28 de março para o fã clube
Venda para o Público Geral: a partir de 29 de março

UBERLÂNDIA – 1º de junho

Arena Sabiazinho:
Av. Anselmo Alves dos Santos, 3415
Santa Mônica

Ingressos:
R$ 280,00 (Camarote – lote 1/inteira); R$ 140 (Camarote – lote 1/meia)
R$ 200 (Pista Premium – lote 1/inteira)/ R$ 100 (Pista Premium – lote 1/meia)
R$ 140 (Arquibancada – lote 1/inteira); R$ 70 (Arquibancada – lote 1/meia)

Vendas:

Pré-venda: a partir de 02 de abril para o fã clube
Venda para o Público Geral: a partir de 03 de abril

Simple Plan anuncia datas da turnê no Brasil

A espera acabou: há alguns dias tivemos a confirmação de que o Simple Plan fará seu oitavo retorno ao Brasil e hoje a banda confirmou oficialmente as datas e locais de apresentação, não só aqui, mas também para uma única apresentação na Argentina! Confira abaixo:

Terça-feira, 22 de maio @ Vorterix, Buenos Aires
Sexta-feira, 25 de maio @ Pepsi On Stage, Porto Alegre
Sábado, 26 de maio @ Live, Curitiba
Domingo, 27 de maio @ Audio, São Paulo
Quarta-feira, 30 de maio @ Circo Voador, Rio de Janeiro
Sexta-feira, 1º de junho @ Arena Sabiazinho, Uberlândia

Os ingressos para os shows serão vendidos através do site da Live Pass, com exceção das vendas do Rio de Janeiro que será feita pela Ingresso Rápido e promovida pelo Queremos!. A pré-venda para o Rio de Janeiro se inicia no dia 28 de Março. As vendas gerais abrem na quinta-feira, 29 de Março. Para as outras cidades os ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 6 de Abril.

A banda voltará ao nosso país para a turnê comemorativa de 15 anos do primeiro álbum, No Pads, No Helmets… Just Balls. Antes, eles farão shows na Austrália e, terminadas as apresentações por aqui, farão um mês de shows na última edição da Warped Tour, fechando definitivamente o ciclo do quinto disco, Taking One For The Team. Após a finalização da turnê por aqui, os integrantes se dedicarão ao processo de composição e produção do sexto álbum de estúdio.

Ainda é cedo para dizer se o baixista David Desrosiers voltará com a banda para as performances por aqui, considerando que ele costuma anunciar se irá ou não se apresentar em datas mais próximas às dos shows. David não veio ao Brasil na última passagem da banda, durante a turnê do álbum mais recente.

Preparem-se para mais um ano de êxtase, performances incríveis e cobertura completa do Simple Plan Brazil! Nos vemos nos shows!

Simple Plan volta ao Brasil em maio

Depois de muitas semanas de espera e rumores, finalmente as infomações da vinda do Simple Plan com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” tomaram forma. Segundo o jornal Destak, a banda estará no Brasil no mês de Maio.

Como Já havíamos noticiado anteriormente, os rumores de que a banda estaria na América do Sul no final de Maio eram fortes: existe uma grande expectativa de que eles sejam uma das atrações internacionais do festival peruano Vivo X El Rock. Agora, no entanto, o jornal paulista, que costuma antecipar os shows que ocorrem no Brasil, garante que a banda estará por aqui com a turnê que comemora os 15 anos de lançamento do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”.

Até o momento não foram confirmadas as datas, cidades e locais por onde os canadenses irão se apresentar, mas outras informações deverão ser divulgadas nos próximos dias.

Simple Plan poderá se apresentar na América do Sul em Maio

Já se passou mais de um mês desde o anúncio das datas da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” na Austrália e Nova Zelândia e, desde então, os fãs do Simple Plan estão se perguntando se a turnê deverá se estender para outros países conforme a banda havia informado previamente.

Todos sabemos que há uma possibilidade de a turnê comemorativa do disco de estréia do SP se encerrar pela América do Sul, entretanto nenhuma informação concreta foi divulgada tanto pelos canadenses quanto por produtoras de shows, pelo menos não até agora.

Em um post da página Grupo Talento Peruano, que é uma agência de entretenimento do Peru, foi realizada uma enquete perguntando quais bandas o público gostaria de assistir na décima edição do festival Vivo X El Rock, que ocorre na cidade de Lima. Entre as duas opções estão Rage Against The Machine e Simple Plan.

No momento a banda Rage Against The Machine não está em atividade. A última turnê que eles realizaram foi feita em 2011 e, a princípio, não há rumores apontando uma possível turnê de reunião para os próximos meses. Por outro lado, a banda Prophets of Rage, um projeto paralelo que conta com três integrantes originais do RATM está em turnê e há um espaço vazio na agenda dos caras que coincide com as datas em que ocorrem o festival peruano.

Já o Simple Plan está encerrando um ciclo de shows. A agenda da banda traz apenas apresentações na Disney, que ocorrerão no mês de Março, Nova Zelândia e Austrália no final de Abril, e uma performance especial no Canadá para Agosto que foi divulgada durante essa semana. Até então, não é esperado que a banda adicione muitas datas além das que já estão divulgadas, mas os membros já demonstraram interesse em passar por lugares onde ainda não estiveram no ano passado, e isso inclui a América do Sul.

Na edição de 2018, o Vivo X El Rock ocorre nos dias 19 e 26 de Maio e até o momento a banda Deftones foi a única anunciada no lineup do festival. Segundo a página oficial do evento no Facebook, todas as atrações deverão ser divulgadas até o final do mês de Fevereiro, portanto, talvez até o final da próxima semana teremos informações mais concretas sobre a possibilidade da vinda do Simple Plan na América do Sul no final do mês de Maio.

Pierre fala sobre ser pai, América do Sul e próximo álbum do SP

Em uma nova entrevista para o site 13th Floor da Nova Zelândia, o vocalista do Simple Plan, Pierre Bouvier, falou sobre a dificuldade de incorporar a persona rock star nos palcos agora que ele é pai de duas filhas e vive uma vida tranquila em sua casa com sua família.

Na entrevista ele também relata os próximos passos do Simple Plan, assim como a possibilidade de passar pela América do Sul durante os próximos meses, e como a banda concluiu que devem manter o estilo pop-punk em seus próximos trabalhos.

Confira a tradução completa da entrevista abaixo e clique aqui para escutar o áudio no site da publicação:

De acordo com os meus cálculos, eu acho que vocês pararam de fazer shows no começo de Dezembro do ano passado – por volta do dia 8 de Dezembro, ou algo assim, em Niagara Falls. Então eu me pergunto que tipo de coisa você tem feito de lá até agora; alguma coisa legal?
Tenho passado um tempo com a minha família. Eu tenho duas filhas, e no ano passado foi um um ano cheio de shows – eu acabei ficando um pouco ausente, então, depois de Dezembro, nós fizemos um último show – que foi um show de caridade – no dia 10 de Dezembro, então nós voltamos para casa, e basicamente eu entrei no modo de festas de fim de ano; então, comprei os presentes, montei a árvore de Natal, coloquei os pisca-piscas, me preparei para receber meus familiares – meus pais vieram nos visitar no dia 23 e ficaram por uns dez dias – então recebi um amigo, de Vancouver, que veio me visitar, meus sogros estiveram por aqui. Passamos o Natal e Ano Novo juntos – na verdade no Ano Novo nós fizemos um show, novamente no Niagara Falls para a festa de fim de ano – então nós voltamos para cá e ficamos mais um pouco com minhas filhas – eu acampei um pouco – e basicamente fiquei vendo o tempo voar. Parece que faz uma semana que eu estava em turnê, mas já faz um mês. Quando você tem duas crianças em casa acaba passando muito rápido, e você tenta aproveitar ao máximo com elas.

Você considera ser difícil fazer a mudança de ser o ‘astro do rock and roll’ para o ‘Dono de Casa’, lidando com árvores de Natal e tudo mais? O seu corpo entra em colapso o acontece naturalmente?
Eu acho que com o tempo eu vou achando cada vez mais difícil entrar no modo ‘rock star’. A fase ‘dono de casa’ vem naturalmente. Eu gosto de ficar em casa com elas, levar elas para a escola, para o parque, para acampar, brincar, agir como criança e só me divertir – é bem fácil pra mim – mas quando eu faço isso por um tempo – se fico em casa por alguns dias, e se ás vezes passo alguns meses em casa – voltar para o ‘ego rock star’ ás vezes é um pouco difícil, especialmente se acontece em um show grande – eu lembro que no ano passado eu tive três ou quatro semanas de folga, então o primeiro show que fizemos foi no Brasil, em São Paulo, que é um dos lugares que somos mais famosos, e fizemos um show para 5.000 pessoas, totalmente esgotado, e eles estavam loucos por nós – pouco antes de eu subir no palco, eu pensei “Cara! Eu não sou assim. Eu faço café da manhã para minhas crianças. Eu não sei se consigo subir no palco e ser esse cara legal,” mas, claro que depois de algumas músicas, tudo acaba voltando, é como andar de bicicleta. É um contraste interessante, viver duas personalidade; é bem interessante.

Sim, é o tipo de coisa que você não pensa muito ou não se prepara quando você está com 18 anos e está começando uma banda. Você não pensa que 20 anos depois você vai se preocupar “Como eu faço isso e ao mesmo tempo continuo sendo uma pessoa normal?” Talvez devêssemos ser treinados para isso durante o percurso.
Sim, talvez! Eu acho que, naquele tempo, nós nem nos projetávamos para mais cinco anos. Definitivamente, vinte anos depois, que dizer, eu estou nessa banda com o Chuck… desde 1999 – então quase vinte anos – e antes disso, nós tivemos uma banda em 1994; então, nós estamos tocando juntos por 25 anos. Definitivamente eu não conseguiria me projetar nessa situação; e agora que eu moro em um país diferente, em outra Costa, e eu tenho minha esposa e filhas, e uma vida totalmente diferente do que eu imaginaria. Tem sido divertido, e eu mal posso esperar para onde isso irá me levar.

Quando vocês vierem para cá ainda estarão com a turnê de 15 anos ou será uma nova?
Nós vamos continuar com ela. O que aconteceu é que começamos os planos como uma turnê de Natal. Deveria ser só na América, pois particularmente o nosso primeiro disco foi bem sucedido na América, e… Acabou se tornando um clássico, e realmente foi um disco importante para nós na América; então, nós queríamos arriscar, “Ei, vamos fazer tipo umas duas ou três semanas de shows nos lugares mais importantes da América, sabe, tentar isso; ver como acontece,” e a resposta foi tão boa, que acabamos expandindo a turnê, e acabou se tornando seis ou sete semanas de shows na América, e praticamente todos os shows foram esgotados – a turnê foi muito bem – e então começamos a receber cartas de fãs do mundo inteiro – obviamente, quando eu digo que recebemos ‘cartas dos fãs’ eu digo pela internet; ninguém mais manda cartas – vindas da América do Sul, ou Austrália, ou Nova Zelândia, ou México, ou de toda a Europa, todos os nossos fãs ficaram falando, “Ei, nós queremos a turnê de 15 anos! Tragam ela para a Argentina. Tragam para o Reino Unido. Tragam para a França,” então, fomos para a Europa, e foi muito bem também; então de lá, nós continuamos adicionando shows.

Nós fizemos mais uma etapa na América. Nós fizemos uma segunda parte na Europa. Nós fomos até o México, que foi ótimo. Nós fomos para o Canadá. então percebemos, “quer saber? Todos querem essa turnê; nós vamos para todos os lugares.” Agora, infelizmente quando chegarmos na Austrália e Nova Zelândia, já vão ser dezesseis anos desde que o disco foi lançado, mas ainda vamos chamar a turnê de 15 anos, e vamos completar o ciclo de shows na Austrália e Nova Zelândia, e, acho que talvez iremos para a América do Sul depois disso, e então vamos finalizar e voltar para a rotina do Simple Plan.

O que significa voltar para a rotina do Simple Plan? Vocês já tem algumas músicas preparadas? Bom, estamos no começo do ano; então vocês já tem algo planejado para esse ano?
Sim. Nós vamos começar a escrever para o próximo disco. Nosso último disco foi lançado em 2016, e obviamente a turnê de 15 anos atrasou o processo criativo de um material novo, mas eu acho que nas próximas semanas, nós vamos nos reunir e começar a escrever e, esperamos que até o final de 2018 nós tenhamos material o suficiente para entrarmos em estúdio e lançarmos um disco novo.

Você olha para o processo e… musicalmente falando, o que vocês vão fazer, ou só vão ‘se reunir e ver o que acontece’? O quanto isso é planejado previamente pra vocês?
Lá pelo terceiro disco, nós realmente entramos nessa ideia de que, “Nós precisamos evoluir! Nós precisamos levar o Simple Plan para um outro nível que nunca esteve,” etc; e nós tentamos, e fizemos, e acabou sendo um pouco estranho. Eu acho que o nosso terceiro disco é um disco que muitos de nossos fãs gostam, mas eu acho que foi um pouco experimental demais, e saiu um pouco da linha do que as pessoas esperavam e queriam do Simple Plan.

Eu acho que a lição que aprendemos com isso é que somos totalmente de acordo com experimetos e integridade artística, mas em um certo ponto, percebemos que as pessoas que são fãs do Simple Plan, querem ouvir o Simple Plan; assim como se eu ouvir um álbum novo do Green Day, eu quero que pareça com que eu espero que seja o som do Green Day mas em um material novo. Eu não quero que eles façam um disco country, ou um disco de metal, pois isso seria estranho. Eu não quero que eles comecem a colocar vários elementos que eles nunca usaram. Você pode fazer isso em algumas músicas, mas você precisa se manter , assim como quando o novo disco do Tom Petty saiu, ainda soava como seu material antigo, e eu fiquei tipo “Oh, isso é legal! Parece as músicas das antigas;” então chegamos a conclusão de que, eu acho que, como uma banda, é normal dizer “Nós não vamos re-escrever as mesmas músicas, mas vamos manter o pop-punk.”

Nós gostamos disso. Eu ainda amo esse estilo de música. Nossos fãs amam. Não precisamos exigir demais de nós mesmos, pois as pessoas não querem ouvir um Simple Plan country. eles querem ouvir o Simple Plan. Por um tempo era difícil ter essa mentalidade, mas agora eu apóio isso, e eu acho que isso me da a direção pela qual eu quero seguir, pois eu sei do que as pessoas gostam em nós, eu sei o que eu gosto, e eu sei o que é bom; e isso nos traz foco. Se tivessemos que refazer o Simple Plan seria muito difícil, pois para onde iríamos? Minha voz tem um jeito de soar, e acaba não caindo bem em alguns estilos. Para onde iríamos? Então, nós chegamos me um acordo em relação a isso, e eu realmente gosto disso, e eu acho que é engraçado dizer, “Quer saber? Nós vamos continuar no pop-punk.”

Não importa se as rádios acham que é um gênero que está morto, ou se as pessoas acham isso ou aquilo. Se você escreve uma música boa, e é pop-punk, elas irão gostar; pois o pop-punk não significa muita coisa: apenas que tem uma pegada pop, mas que traz a energia e velocidade do punk, e e acaba querendo fazer você pular ou dirigir em alta velocidade; e isso é algo que nunca irá morrer. Então, eu amo poder tomar essa direção e poder dizer, “vamos nos focar em escrever músicas boas”, e nós produzimos ela da forma que o Simple Plan deveria e faria, esse é o nosso objetivo.

Com relação ao pop-punk: você acha que os fãs continuam seguindo vocês, ou mais fãs novos estão vindo?
Eu acho que é um pouco dos dois. É bem interessante. Se você for em um show nosso você vai ver pessoas que estão com 30, 35 anos – ou até mais velhos- e então você vai ver pessoas que não tem nem 20 – quando o nosso primeiro disco saiu eles eram bebês… Alguns deles mesmo sendo fãs agora, dizem que seus pais que apresentaram o Simple Plan para eles; então é bem interessante. Eu diria que a maioria está entre os 20, 25 anos, e aí varia para 10 anos a menos até 40, 45 anos. Nós perdemos alguns e ganhamos outros. Alguns acabam mudando de gosto. Alguns acabaram descobrindo recentemente. O que é legal hoje em dia, é como você acaba descobrindo as músicas, você não precisa depender de rádio… e eles não dependem. Agora você tem o Spotify, Apple Music, todos esses serviços de streaming; você pode ouvir milhares de músicas com a sua assinatura mensal. As pessoas descobrem coisas novas o tempo todo, e nós não dependemos mais das rádios, ou até mesmo de gravadoras para nos divulgar. As pessoas por si só darão um retorno, e se você lançar algo, irá crescer, e as pessoas falarão nisso. Eles irão comentar com seus amigos, e eles acabarão descobrindo, e eles levarão isso para outros lugares; então é algo bastante inspirador.

Você tem alguma opinião sobre os serviços de streaming? Eu sei que muitas pessoas estão divididas, pois divulga as músicas e te expõe para mais pessoas, mas a quantidade que você recebe financeiramente é irrisória. Vocês já falaram e pensaram sobre isso?
É interessante, pois definitivamente o dinheiro e o budget que tínhamos quando começamos – e a forma que a gravadora investia para vídeos e turnês – era bem diferente do que é hoje; mas novamente, você tem artistas grandes que conseguem se conectar, que acabam ficando ainda maiores. Graças a isso as pessoas estão ficando cada vez mais com gostos parecidos. Elas estão ficando globalizadas com o fato de todas elas poderem alcançar a mesma música. Eu acho que existem alguns pontos positivos e negativos, definitivamente no lado financeiro está bem mais difícil hoje em dia para uma banda ou um artista com uma carreira mediana de existir e ser financeiramente estável. Agora para os grandões como Taylor Swifts e Coldplays, que conseguem milhões de streams, todos farão de tudo por você; agora se você for pequeno, esqueça: você não vai ganhar nada. Eu acho que existe um lado ruim, mas é bom saber que criar um disco – criar música – se tornou algo bem mais acessível. Eu posso fazer um disco no meu quintal – há 15 anos atrás eu não poderia fazer isso; agora eu posso fazer isso com o meu notebook. Qualquer um com algumas ideias legais pode criar algo. Existem pontos positivos e negativos, mas definitivamente é um negócio diferente do que era há 15 anos atrás.

Acredito que de certa forma é meio neutro.
Exatamente. De certa forma é uma pena, mas o lado bom é que com o tempo, quando todo mundo usar streams… e a escala desses números crescerem, os números que pareciam ser negligenciados também irá crescer, e se tornará algo valioso assim que todos estiverem usando…

Muito obrigado pelo seu tempo. Estou ansioso para ver vocês aqui. Boa sorte com tudo até lá.
Faz um bom tempo que não vamos para a Nova Zelândia. Nós estamos ansiosos e obrigado pelo seu tempo. Nos veremos em alguns meses.