Entrevista com Seb para o site “May the Rock Be With You”

Em uma entrevista para divulgar os shows do Simple Plan na Austrália, Sebastien Lefebvre conversou com o site “May the Rock be With You”, onde além de falar sobre o que os fãs podem esperar dessa turnê, o guitarrista também comenta sobre o estado de saúde de David Desrosiers e sua vontade de lançar um novo material do Simple Plan até o final do ano de 2018. Confira a matéria traduzida abaixo:

As lendas canadenses multiplatina do pop-punk, Simple Plan, irão trazer sua turnê mundial de comemoração dos 15 anos de ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’ para a Austrália em Abril para uma passagem especial pela Costa Leste. Com um número enorme de prêmios e mais de 10 milhões de álbuns vendidos pelo mundo, esse é um evento obrigatório para qualquer fã de Simple Plan. [A revista] Rolling Stone recentemente nomeou ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’ na sua lista de 50 Maiores Álbuns de Pop Punk de Todos os Tempos.

Nosso velho amigo, Seb nos ligou durante o feriado de sua casa em Montreal para falar sobre o retorno do Simple Plan para a Austrália para a turnê de comemoração, lembranças do álbum de estreia, o porquê das pessoas terem se apegado à ele, o porquê de serem os caras mais legais por aí, e muito mais.

Já se passaram cerca de quatro anos desde que conversamos nos bastidores da Warped aqui em Sydney, então vamos nos atualizar. Como tem sido os últimos quatro anos para vocês?
Tem sido ótimo, acho que viemos para a Austrália uma outra vez desde então, na turnê de ‘Taking One For The Team’ quando o último álbum foi lançado em 2016, e estivemos ocupados desde então. Durante todo o ano de 2016 fizemos a turnê do ‘Taking One For The Team’ e então em 2017 nós, basicamente, fizemos a turnê de comemoração o ano todo, então estamos muito felizes de trazê-la para vocês.

Vocês estão voltando para nos ver na comemoração de 15 anos de ‘No Pads, No Helmets, Just Balls’. Nos conte como vão ser esses shows?
Vai ser, basicamente, da maneira que rola o álbum. Nós entramos no palco, tocamos todas as músicas, nos divertimos muito, tem alguns momentos no set onde todo mundo fica completamente louco, é ótimo, e então voltamos e tocamos mais alguns hits e todos se enchem de muitas emoções incríveis, mas a mais proeminente seria, provavelmente, a nostalgia – o que é ótimo, é uma sensação ótima de ser tem um show. Se você for fã de Simple Plan e já nos viu antes, sabe que ainda tocamos duas ou três músicas do primeiro álbum, mas agora você vai poder ouvir todas elas, então é diversão para todo mundo.

Quando você tem que voltar e revisitar o álbum por completo, como é tocar músicas que podem não ter sido tocadas há muito tempo?
Surpreendentemente, foi bem fácil porque é a questão desse álbum é que quando nós costumávamos fazer shows, naquela época, tínhamos que tocar todas as músicas então só levou um minuto para lembrarmos, só pela memória muscular pois já tínhamos tocado-as antes, então foi bem rápido lembrar. Acho que agendamos uma semana de ensaios e dois dias depois, estávamos “certo, estamos prontos” (risos). O que fazemos com o resto da semana? Então, começamos a tocar ao vivo e foi muito divertido. Foi bom, mas, ao mesmo tempo, realmente te faz voltar no tempo, enquanto você toca as músicas consegue lembrar algo que aconteceu em um show quinze anos atrás, quando você estava tocando aquela mesma música, então tem muita emoção enquanto estamos nessa turnê.

Vamos voltar; qual a sua lembrança preferida do lançamento desse álbum de estreia em 2002?
Acho que era que toda vez que fazíamos algo, era a primeira vez que estávamos fazendo aquilo, aquele álbum marca nossa primeira turnê, nossa primeira viagem internacional, nossa primeira vez abrindo shows, nossos primeiros shows esgotados, primeiros álbuns de ouro, os primeiros programas de entrevista que tocamos. Tudo era tão novo que eu lembro que nós tínhamos pequenas reuniões porque não sabíamos [de nada], então sentávamos com nosso empresário ou com o Chuck, porque o Chuck é basicamente o empresário da banda, e ele dizia “Ok, então vai rolar isso aqui na Austrália, e isso aqui na Ásia” e então ele diria “Vocês deveriam estar felizes, tipo vocês iriam nos dizer se isso é ótimo, vocês deveriam estar felizes agora” (risos). Então é tipo “Ok então, estou feliz, muito obrigada.”

O que você acha que tem nessas músicas e nesse álbum que fez as pessoas se apegarem tanto a ele?
Essa é uma boa pergunta. Eu acho que o fato de serem boas músicas tem a ver com isso, além disso algo que nós notamos ao longo dos anos é que sempre que somos muito, muito pessoais em uma música, é quando as pessoas mais conseguem se relacionar com ela. Por exemplo, ‘Perfect’ é totalmente sobre caras em uma banda falando para os seus pais que querem estar em uma banda e sair da escola, e essa se tornou a música que as pessoas mais se identificaram e uma das nossas maiores músicas, porque todo mundo consegue se ver nessa situação onde estão discordando ou nem discordando, mas presumindo incorretamente que seus pais estão decepcionados, sabe, e isso mexe com aquele tipo de sentimentos, “bom, e agora o que eu faço?”, e “sinto muito estar te decepcionando” bla bla bla, e isso gerou uma conexão com as pessoas, então sinto que a honestidade ali, e as melodias pegajosas também, e diria que o começo dos anos 2000 tinha um forte para esse tipo de música também.

Você falou sobre trazer de volta uma lembrança de uma música, mas você é bom com rostos? Vocês verão pessoas que já viram há 15 anos que estão voltando agora?
Às vezes sim, às vezes não. Acontece sim, às vezes você vê alguém no público, e é como se eu achasse que te conheço, mas na maioria das vezes eu me engano e digo “Hey, já nos conhecemos antes” e eles dizem “Não”, “Bom ok, essa é a primeira vez que nos conhecemos então” (risos).

Ao longo do tempo é fácil dizer o que mudou em uma banda, mas o que você diria que é algo que continuou o mesmo durante o tempo que estão juntos?
Muita coisa continuou a mesma; acho que a maneira como somos uns com os outros e o jeito que somos no palco, acho que isso continuou o mesmo. Obviamente, acho que tocamos melhor agora, temos quinze anos juntos no palco então essa parte acho que estamos melhor. Mas só o jeito que somos e o jeito que brincamos uns com os outros, e damos “aquele” olhar e sabemos como estamos quando estamos juntos viajando em um avião, ou em uma van ou só relaxando antes do show. Sinto que nessa altura, passados 15 anos, não acho que isso irá mudar, então é essa a maneira que nós somos.

Eu acho também que vocês são uns dos caras mais legais com quem já falei, e a banda mais legal por aí, então isso é algo a manter também.
Oh muito obrigado, obviamente temos nossos pais para agradecer por isso, e outras pessoas dizem sobre outras bandas, “Ah, aquele cara virou um babaca quando entrou na banda”, provavelmente não, talvez ele sempre tenha sido um babaca e agora você só vê isso com mais frequência. Sinto que nós nos damos uns toques também, assim que alguém tem um pedido um pouco “rockstar”, todo mundo cai em cima e ele não se desvia da mentalidade simples da primeira turnê, acho que isso sempre vai se manter conosco, aquele negócio de “faça você mesmo” onde meio que estamos no comando, fazemos nossas próprias coisas, não exageramos nada, somos bem moderados e tentamos ser o mais tranquilo possível, e obviamente tentamos ser legais com nossos fãs, eles são basicamente o motivo de ainda estarmos aqui e o porquê de podermos fazer essa turnê quinze anos depois. Então, nós sempre tentamos ser acessíveis, sempre queremos conhecê-los, ouvir suas histórias e tudo mais.

Então, tivemos um álbum novo em 2016, há planos para músicas novas em breve?
Esse é o plano, sim. Nesse momento nós, obviamente, ainda temos mais alguns lugares para ir em turnê, mas nós acabamos de ter uma folga, não temos nenhuma turnê grande até a Austrália, então nós estamos descansando um pouco, eu já comecei a trabalhar no meu estúdio e tenho certeza que os outros caras também, e estamos só tentando pensar em algumas ideias, ver o que dá certo, o que não dá e vamos nos dedicar mais oficialmente nas próximas semanas ou no próximo mês, ou algo assim.

O que vocês esperam para o restante do ano?
Espero que seja esse o plano, assim que começamos a escrever as coisas ficam incríveis, cada música que compomos é ótima então vamos pro estúdio bem rápido, porque adoraríamos levar menos tempo entre os álbuns. Entretanto, todo mundo quer ver essa turnê de comemoração, então temos que dar uma pequena pausa na composição para viajar e ver vocês, e outros shows aqui e ali esse ano, o que é divertido porque sempre tem shows aqui e ali, mas esse é o plano, vamos tentar focar na composição e gravação do álbum, acho que esse é o tema deste ano.

Então, o que você ainda gosta em estar no Simple Plan?
Não sei, tô meio cansado já, não, não, brincadeira. Amamos subir no palco, ainda somos todos amigos, amamos subir no palco juntos e fazer shows juntos, e obviamente, algumas coisas foram ficando mais difíceis já que todos temos famílias, mas acho que de maneira nenhuma alguém conseguiria fazer esse trabalho se não fosse divertido. Acho que pode exigir muito de você, fisicamente, sabe, você não tem mais 18 anos então o jet lag é mais pesado pra gente (risos). Vou estar na minha melhor forma física quando formos para os shows na Austrália. Pra mim, é sobre se divertir fazendo algo que amo e nesse momento, esse é o meu trabalho, essa é a minha carreira, mas é também uma maneira legal de eu me divertir, então estou só viajando com meus amigos, e basicamente indo para cidades legais e não acho que ninguém ia achar isso um saco (risos).

Tenho que perguntar, como está o David?
Ele tem lidado com um ano difícil, então está precisando de muito tempo para descansar e ficar em casa, ele está passando por uma depressão bem difícil então está saindo dessa bem devagar, e ele ainda está na banda, obviamente, então não comece nenhum boato, mas ele e nós sentimos que era melhor que ele ficasse em casa e descansasse ao invés de entrar em um calendário agitado de turnê o ano todo, que seria extremamente cheio. No momento, ele está só garantindo que se sinta bem.

O que ainda falta fazer, que vocês ainda não tiveram a chance de realizar?
Acho que o principal é continuar por aqui, continuar sendo relevante, continuar a banda e acho que esse é um desafio que vem conosco em todo álbum, mas felizmente pudermos continuar como banda e se esse ano prova alguma coisa, é que ainda conseguimos isso, ainda podemos ser uma banda e isso é demais e acho que isso é o que todos temos em comum, contanto que consigamos continuar e contanto que as pessoas se importem de nos ver, vamos continuar vindo vê-los e vamos continuar fazendo álbuns e fazendo shows. Além disso, tem alguns lugares que nunca fomos tocar que gostaria de ir, adoraria ir para Islândia apesar que, talvez, só gostaria de ir lá nas férias e não para tocar (risos). Mas adoraria voltar para África do Sul, só fomos lá uma vez e nos divertimos muito, adoraria voltar lá. Então um pouquinho de viagem, mas sobretudo se continuarmos compondo músicas, tendo um hit mundial, isso seria algo incrível de conquistar, mas para nós só continuar por aí já é uma maneira muito satisfatória de estar nessa banda.

Então, o que faço com todo mundo é fazer com que olhem para o futuro, então termine a frase pra mim. Ao fim de 2018, o Simple Plan estará…
Andando em carros voadores, acho que é isso que ‘De Volta pro Futuro” previu, certo? (risos). Não! Ao final de 2018, o Simple Plan irá lançar música nova, é isso que espero, talvez não um álbum completo, talvez alguma coisa, mas espero que no final do ano algo tenha sido lançado, é isso que estou torcendo, não coloque isso no calendário, não coloque uma data, não surtem nos sites de fãs, é apenas o que estou esperando.

Chuck Comeau fala sobre turnê do “No Pads” e planos para o 6º disco

A ida do Simple Plan com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” para a Austrália está se aproximando e, com isso, o baterista Chuck Comeau bateu um papo com o site Music Feeds para divulgar os próximos shows da banda.

Durante a entrevista Comeau fala sobre a dificuldade que o Simple Plan teve para ser introduzido no mercado fonográfico australiano, como ele e seus companheiros de banda encaram o fato de estarem fazendo tanto sucesso com uma turnê de comemoração, a possibilidade de repetirem a fórmula para os aniversários de lançamento dos outros álbuns e os planos para o sexto disco de estúdio.

Confira a entrevista completa abaixo:

Vocês estão vindo para cá para comemorar os 15 anos do seu disco de estréia ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’. É muito louco pensar que esse disco teve (e ainda tem) tanto impacto na vida de seus fãs?
É incrível. Essas músicas e esse disco mudaram as nossas vidas e foi assim que tudo começou para a banda. Então poder voltar olhas para trás e ter a chance de tocar todas essas músicas e ver, como você mesmo está dizendo, o impacto que ele teve na vida de tantas pessoas e como essas músicas significam para todas elas através dessa turnê desde o ano passado tem sido muito louco.

Nós estamos fazendo só isso desde o ano passado e na verdade já se tornou a turnê de 16 anos (risos). É louco ver que a princípio nós começamos pensando, ‘Ok, vamos ver até onde isso vai’, e então todos os países levantaram a mão pedindo, ‘Ei, venham nos ver!’ Então ela acabou se tornando uma coisa que tomou vida própria e todos os fãs queriam assistir e fazer parte disso. Então tem sido legal para a banda voltar no tempo e pensar em tudo que fizemos desde então e ter a chance de reviver o quanto esses primeiros anos foram especiais. Tudo era novo e excitante e nós tínhamos nossos sonhos e praticamente todos eles se tornaram realidade.

Essa turnê vai ser bem grande e parece que o show em Melbourne esgotou em alguns minutos. Como é saber que vocês ainda contam com um fãs tão apaixonados depois de todos esses anos?
Sim, eu acho que uma das coisas mais legais para nós é que pudemos estar em uma banda que não foi uma coisa de momento e que tem longevidade. Essa é uma das coisas que temos mais orgulho. É muito bom ver como você pode criar essa conexão maravilhosa com seus fãs e ter toda essa paixão por uma banda e pela música.

A Austrália é um lugar muito especial para nós. Levou um bom tempo para fazermos sucesso aí. Eu acho que quando as primeiras músicas saíram era literalmente como ouvir grilos, não acontecia nada. Então ‘Perfect’ foi lançada e fomos direto para o primeiro lugar e se tornou nossa música mais famosa. Então nós re-lançamos todas as músicas e todas elas fizeram sucesso depois de não terem ido a lugar algum.

Foi um grande… Não vou dizer vindicação mas foi um sentimento muito bom saber que por termos trabalhado duro e por termos ido tanto e feito tantos shows aí e por não termos desistido, e agora tantos anos depois é um dos melhores países no mundo para nós. Os shows sempre ficam esgotados e é um lugar que amamos muito. Nós realmente adoramos poder visitá-los ano após ano, é muito legal. Nós temos muita sorte e somos muito privilegiados e reconhecemos isso e eu mal posso esperar para voltar. Eu sei que toda banda diz isso mas nós realmente achamos que é um dos nossos lugares favoritos do mundo de nos apresentar e nós sempre somos recebidos de forma muito especial e incrível, então nós estamos animados.

O disco de estréia de vocês foi escrito e lançado quando vocês estavam com uns 20 anos e eram jovens cheios de angústias. Como é revisitar essas músicas depois de tantos anos? Vocês acabam se vendo canalizando essas mesmas emoções?
Sim, eu acho que de certa forma você acaba fazendo isso e se torna parte do que somos e das nossas vidas. Nós tocamos essas músicas tantas vezes e eu acho que a coisa mais legal é a quantidade de vezes que ouvimos as pessoas falarem que elas ajudaram outras pessoas. São tantas as pessoas que chegam até nós e falam, ‘Cara, essa música, eu toquei ela para o meu pai pouco antes de ele morrer e nós acabamos tendo uma conversa boa e me ajudou muito.’ E você acaba reagindo com um ‘Wow, essa é uma música que era muito pessoal para nós.’

Nós escrevemos (‘Perfect’) para falar sobre sair da escola e ter que explicar para os nossos pais que queríamos tocar em uma banda rock ao invés de sermos algo como um advogado. Eu estava em um curso de direito e sai para tocar nessa banda e meus pais sempre deram muito apoio em relação a música, mas nunca acharam que seria um trabalho de verdade, então eles ficaram tipo, ‘O que você está fazendo?! Você não pode fazer isso!’

É muito louco ver que depois de tantos anos, esses sentimentos ainda são verdadeiros para tantas pessoas. É tão difícil explicar para alguém que, ‘Essa é a minha paixão e é isso que eu quero fazer. Eu quero seguir o meu coração e eu acredito nisso.’ Tantas pessoas sentem que as pessoas não entendem elas.

Então eu acho que é um sentimento que ainda existe, mesmo se você está mais velho e agora que todos nós temos filhos é muito louco pois é uma coisa muito estranha quando você para e pensa, ‘Será que meus filhos vão sentir isso comigo?’ O jogo virou. É um sentimento estranho mas eu agradeço muito por quanto a conexão com a música tem sido profunda, e é nisso que eu sempre penso. É tudo sobre a música, sobre as canções e por algum motivo nós podemos escrever coisas que realmente conectam as pessoas e eu acho que é por isso que ainda estamos aqui.

Fazer uma turnê de aniversário é um passo muito interessante, pois vocês ainda estão lançando música e fazendo shows. Enquanto isso, essas turnês de nostalgia são mais comuns para bandas que estão se debruçando nos tempos de ouro de suas carreiras.
Nós definitivamente fomos e voltamos com essa ideia e eu vou ser honesto com você, nós tínhamos um pouco de receio no começo pois parece que muitas das vezes são bandas que não estão mais em atividade e não estão fazendo nada e talvez isso traz uma mensagem errada de que os melhores anos são os que ficaram para trás e você só pode se vangloriar das suas coisas antigas. Mas então pensamos, ‘Quer saber? Esse não é o caso.’

Nós ainda lançamos coisas novas e as pessoas ainda nos amam e a última turnê que fizemos na Austrália vendeu todos os ingressos em todos os lugares e foi incrível. Nós fizemos três shows em Melbourne. Foi louco e era a turnê do quinto disco. Então estamos em um momento especial e são 15 anos de banda e não é algo que acontece sempre, o fato de o nosso primeiro disco completar 15 anos é um grande marco. Então nós sentimos que valia a pena tirar um tempo e tentar comemorar e aproveitar com os nossos fãs que estavam pedindo por isso.

Nós sentimos que era algo bacana de se fazer e estamos muito felizes que fizemos e assim que essa turnê terminar em alguns meses, nós iremos começar a fazer o nosso sexto disco e nós voltaremos para a estrada para tocarmos músicas novas outra vez. Com esses shows, nós tocamos o disco mas voltamos para o palco e tocamos todos os hits de todos os outros álbuns então não é como se só tocássemos as músicas velhas. Eu acho que de certa forma as pessoas acabam tendo o melhor dos dois mundos, então é uma noite perfeita para um fã do Simple Plan.

Então nós não devemos esperar que vocês façam uma turnê de comemoração para cada disco, certo?
Bom, veremos o que pode acontecer. Uma coisa que aprendemos é nunca dizer que nunca faremos algo. Nós definitivamente ainda temos álbuns que achamos que nossos fãs adorariam se fizéssemos isso, mas ao mesmo tempo nós não achamos que precisamos fazer isso. Não é como se precisássemos desse chamariz, como se fosse o único motivo de as pessoas irem nos ver.

Então eu acho que quando você tem essa auto-confiança e você está seguro que seus fãs estarão lá independente de qualquer coisa, você pode fazer coisas que você gosta, ser criativo e se divertir e você não vai sentir que está dependendo de algo desse tipo. Então eu acho que de certa forma nós temos muita sorte de não sermos uma banda que precisa ficar fazendo uma turnê do primeiro disco, entende? (risos)

Claro. E agora que vocês estão fazendo a turnê do “No Pads, No Helmets… Just Balls” por um ano, o que os fãs australianos podem esperar para a nossa vez?
Esses tem sido alguns dos melhores shows que fizemos em anos. Nos Estados Unidos foi muito louco. Fomos de shows para 1.000 ou 2.000 pessoas para duas, três noites em várias cidades tocando para 4.000 ou 5.000 pessoas. Foi fenomenal e honestamente não esperávamos esse tipo de reação. Nós acabamos fazendo três etapas da turnê nos EUA e nós tocamos em lugares que não tocávamos em anos e as pessoas foram até lá, então ficamos bem felizes. Honestamente de certa forma foi a melhor coisa dos últimos tempos, nos fez querer fazer muito mais shows nos EUA do que queríamos antes.

Durante os últimos 10 anos nossas turnês eram mais focadas nos outros continentes e isso fez com que quiséssemos fazer uma turnê nos EUA pois nós nos divertimos muito e foi muito legal. Então agora nós vamos dar continuidade. E na verdade agora vamos fazer a última Warped Tour de todos os tempos que passará por todo os EUA, então esse vai ser um jeito muito legal de dar continuidade a isso. Tem sido muito legal, a reação das pessoas tem sido ótima e você pode ver isso na própria platéia, você apresenta músicas que fazem as pessoas ficarem loucas pulando e então você toca músicas onde as pessoas só escutam e aproveitam a música.

Você percebe os verdadeiros fãs quando você toca uma música que não tocávamos há muito tempo ficando emocionados em estar lá naquele momento. Então tem sido muito bom, nós temos sorte de ainda termos os fãs conosco aproveitando a música.

Isso é ótimo! E você citou que vocês tem planos de um sexto disco. Você pode nos falar mais sobre isso?
Nós estamos discutindo sobre isso e falando sobre quando queremos lançar e que tipo de som nós queremos. Nós não somos os melhores em escrever enquanto estamos em turnê, é algo muito difícil para nós. Então eu acho que estamos planejando fazer isso logo depois da Warped Tour e começaremos a escrever por volta de Agosto ou Setembro.

Na verdade talvez nós iremos tentar escrever um pouco durante a Warped Tour dessa vez e tentaremos conseguir algumas músicas para nos inspirarmos em todas as bandas que estarão lá e nos reconectarmos com as nossas raízes durante essa turnê. Nós queremos tentar lançar logo pois nós sempre tiramos um tempão para produzir os discos e eu acho que em 2018 não é assim que funciona. Você precisa acelerar as coisas e fazer as coisas de outra forma e ter mais músicas sendo lançadas com mais frequência.

Então eu acho que esse é o plano para o nosso jogo, ter certeza que temos um disco muito bom e especial mas ao mesmo tempo, nos certificarmos de que ele será lançado logo pois os nossos fãs estão nos pedindo e queremos voltar para a estrada. Nós não queremos sumir por três anos, isso é o que o Metallica fazia nos anos 90 (risos). Nós temos que agir mais como os artistas de hip hop e lançar mais coisas.

No último disco vocês tiveram mais experimentos com o som e colaboraram com alguns artistas bem interessantes como o Nelly e o Jordan Pundik do New Found Glory. Você acha que irão fazer a mesma coisa dessa vez?
Eu acho que sempre fizemos isso nos últimos cinco ou 10 anos. Nós sempre tentamos algo que está um pouco fora do que as pessoas esperam de nós. Mas todos esses shows e turnês nos inspiraram e revitalizaram a banda e nos fez querer escrever novamente e vir com mais músicas que tenham impacto em nossos fãs. Então é bem motivador quando você tem um público que se anima e vai até você, você acaba querendo dar o que eles querem.

Então eu acho que no próximo disco nós queremos trazer um pouco do legado da influência do pop punk e nos divertir, algo que tenha impacto e seja contagiante e no estilo rápido das músicas do Simple Plan, mas também queremos mudar algumas coisas aqui e ali. Mas sim, eu acho que vocês terão muito da vibe raiz e old school, então será muito legal.

Real Friends cancela participação na turnê do Simple Plan na Austrália

A banda Real Friends emitiu um comunicado oficial em sua página no Facebook dizendo que optaram por cancelar todos os seus compromissos futuros para preservar a saúde mental do vocalista Dan Lambton. A banda seria parte dos shows de abertura da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour” na Austrália.

Através da conta da produtora Destroy All Lines, foi informado que o grupo Stateside está escalado para substituir o grupo norte-americano. A turnê do Simple Plan na Austrália ainda conta com o show do Eat Your Heart Out.

Confira abaixo o comunicado publicado por Dan Lambton:

Olá pessoal, aqui é o Dan.

Eu gostaria de avisá-los que o Real Friends cancelará nossos próximos shows na Austrália, Europa e Reino Unido. Essa recomendação veio através tanto da banda quanto do meu psicanalista para que eu tenha tempo o suficiente para aprender a conviver e lidar com o meu diagnóstico de transtorno bipolar.

Desde que eu voltei para casa das nossas gravações eu consegui me manter sóbrio, tomando minha nova medicação. e passando por uma intensiva terapia de grupo recomendada pelo meu terapeuta. Eu estou progredindo cada vez mais, então a Warped Tour será uma ótima forma de começar de novo não só para mim, como para o Real Friends. Todos nós queremos dar o melhor de nós mesmos como indivíduos e acabarmos sendo a melhor forma do Real Friends.

Nós agradecemos pelo seu apoio e compreensão, e queremos destacar que esse tópico sobre saúde mental irá continuar, mas, por enquanto, eu irei continuar com o meu tratamento, e faremos com que a Warped Tour se torne algo especial para todos vocês.

Muito obrigado por todo o carinho e apoio.

Simple Plan relançará “No Pads” na Austrália

De acordo com o site The Rockpit, uma nova edição do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls” será lançada na Austrália. O álbum será intitulado como “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour Edition” e, além de trazer uma nova capa com fotos da turnê da banda, 7 novas faixas serão inclusas.

O lançamento está programado para o dia 6 de Abril e, até o momento, não se sabe se outros países também receberão essa nova edição. Outra dúvida que cerca este CD especial é se haverá uma cópia física ou se ele estará disponível apenas em plataformas digitais. Assim que obtivermos novas informações publicaremos aqui.

Confira abaixo a capa do álbum e a tracklist completa:

1. I’d Do Anything
2. The Worst Day Ever
3. You Don’t Mean Anything
4. I’m Just A Kid
5. When I’m With You
6. Meet You There
7. Addicted
8. My Alien
9. God Must Hate Me
10. I Won’t Be There
11. One Day
12. Perfect
13. One By One
14. Grow Up
15. Happy Together
16. Addicted (Live From California 2017)
17. Vacation
18. Perfect (Live From California 2017)
19. Perfect (Acoustic Version)

Simple Plan adiciona show extra em Melbourne

Depois de ter os 2.000 ingressos vendidos em menos de 24 horas em Melbourne, na Austrália, o Simple Plan anunciou um show extra para a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”.

O novo show também irá ocorrer no Forum Theater e a apresentação será no dia 23 de Abril, um dia antes da data anunciada anteriormente.

Os ingressos para essa apresentação, assim como os pacotes VIP, estarão disponíveis para venda através do site da Ticketmaster a partir dás 10h do horário local na próxima segunda-feira (22 de Janeiro).

Revista diz que David estará na turnê do Simple Plan na Austrália

A publicação de hoje da revista australiana Play Magazine trouxe uma matéria sobre o retorno do Simple Plan ao país com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, que acontece no mês de Abril com shows em Gold Coast, Brisbane, Melbourne, Newscastle e Sydney.

Na matéria, que foi vinculada em Gold Coast, eles aproveitam para anunciar o início das vendas dos ingressos e garantem que a produtora local espera que o show na cidade tenha todos os ingressos vendidos. Inclusive, para o show que acontece em Melbourne no Forum Theatre, todos os 2.000 ingressos disponibilizados foram vendidos em poucas horas.

Em um dos parágrafos do texto eles citam que “O show irá trazer os cinco membros oficiais da banda, Pierre Bouvier, Jeff Stinco, Sebastien Lefebvre, David Desrosiers e Chuck Comeau”. Como todos sabemos, o baixista David Desrosiers tirou boa parte do ano de 2017 para descansar enquanto batalha contra a depressão, e, até o momento, nenhum comunicado sobre quando ele irá retornar as atividades junto a banda foi oficialmente divulgado.

Mesmo que a revista tenha enfatizado que os cinco membros estarão presentes na Austrália, acreditamos que não podemos tomar isso como uma decisão oficial da banda. Provavelmente, tendo em vista o histórico das etapas mais recentes da turnê na Europa e América do Norte, a banda deverá se pronunciar da decisão dos cinco alguns dias antes de retornarem ao país para essa série de shows.

A matéria continua com um depoimento da diretora da casa de shows NightQuarter, Michelle Christoe. Ela diz que ela e sua equipe estão ansiosas em poder proporcionar a oportunidade dos moradores de Gold Coast de assistir um show da magnitude do Simple Plan.

“O NightQuarter tem trabalhado duro para fazer com que as bandas se interessem a voltar para Gold Coast depois de termos construído uma relação com os produtores e entregando eventos incríveis tanto para as bandas quanto para os fãs,” disse ela.

“É muito empolgante ver bandas como o Simple Plan incluindo o NightQuarter em sua turnê australiana, além de ser um novo marco para Gold Coast.”

TURNÊ: Simple Plan retorna à Austrália em abril

O Simple Plan fará uma nova turnê na Austrália no final de abril deste ano, de acordo com a produtora de shows Destroy All Lines. A banda dará continuidade à turnê comemorativa de 15 anos do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls” com shows em cinco cidades australianas. Os shows ocorrerão conforme abaixo:

Sábado, 21 de abril @ Nightquarter, Gold Cost
Domingo, 22 de abril @ Eatons Hill Hotel, BRisbane
Terça-feira, 24 de abril @ Forum, Melbourne
Quinta-feira, 26 de abril @ Nex, Newcastle
Sexta-feira, 27 de abril @ Big Top, Sydney

Além do Simple Plan, também se apresentarão as bandas Real Friends e Eat Your Heart Out. As vendas dos ingressos começarão no dia 15 de janeiro em pré-venda e dia 17 de janeiro, próxima quarta-feira, às 10 horas da manhã, horário local, para o público em geral.

Simple Plan libera filmagem profissional de “I’d Do Anything” na Austrália

Para promover o retorno da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, o Simple Plan liberou uma filmagem profissional de “I’d Do Anything” realizada pelo diretor Peter John durante os shows que a banda realizou na Austrália no ano passado. Assista abaixo:

Simple Plan confirma shows nos EUA e Austrália

O Simple Plan foi confirmado em um evento nos Estados Unidos com um show gratuito na Universidade de Iowa no dia 30 de Setembro. O evento em questão dará as boas vindas aos novos estudantes e contará com um show de abertura da banda Wavves.

Além dessa data, o SP confirmou o terceiro show em Melbourne no dia 15 de Setembro. A princípio a banda faria 4 shows na Austrália, entretanto, duas datas foram adicionadas para a cidade devido a alta demanda pelos ingressos. Confira o pôster do anúncio abaixo:

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