Simple Plan relembra os anos difíceis do lançamento do “No Pads”

A revista Alternative Press publicou em seu site um ótimo artigo com os membros do Simple Plan sobre os anos que antecederam o sucesso da banda ao redor do mundo com as gravações e lançamento do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”, que acaba de completar 15 anos de lançamento e ganhou uma turnê em comemoração que está acontecendo em alguns países do mundo.

Além de Pierre Bouvier, Chuck Comeau, Jeff Stinco e David Desrosiers, o produtor do álbum, Arnold Lanni, o empresário da banda, Eric Lawrence e o diretor de artistas da Lava Records, Andy Karp, comentam como foram os conflitos iniciais da banda com Arnold durante o processo de gravação do “No Pads”, e de como foi desafiador lançar o Simple Plan como uma banda pop-punk em uma época em que eles eram vistos pelo público como um grupo vendido para a indústria da música.

Confira abaixo o artigo completo traduzido e as declarações que trazem curiosidades muito interessantes sobre os bastidores do que acontecia com o Simple Plan há 15 anos atrás. As fotos do artigo abaixo foram feitas nos bastidores do show da banda em Cleveland por Bryce Hall:

Quinze anos depois que o “No Pads, No Helmets… Just Balls” lançou o Simple Plan do mundo obscuro do pop-punk canadense para o mainstream de sucesso, a banda está passando a maior parte de 2017 na estrada, revisitando o álbum tocando ele na íntegra em cada show.

Antes de ir até a Europa nesse mês e voltar aos Estados Unidos para continuar com a turnê em Agosto, a banda e alguns membros de seu círculo social conversaram com a Alternative Press para relembrar o processo tumultuado que fez com que o “No Pads” tomasse forma. Assim como o guitarrista Jeff Stinco diz, “Existe uma certa tendência em resumir a história e relembrar o que aconteceu de uma forma vitoriosa, e parecer que foi uma coisa unificada. Mas eu acho que é importante lembrar que éramos cinco caras, que viviam situações completamente diferentes entrando em estúdio.” Depois de uma pausa ele completa, “Nós tínhamos que sobreviver.”

Vivendo os piores dias de todos

Jeff Stinco: “O processo por si só foi demorado, o Arnold nos desafiou bastante. Esse disco poderia ter levado, no máximo, dois meses para ser feito; mas levou um ano. Nós estávamos vivendo em quartos tipo de quartéis, dormindo em um quarto sem janelas e com beliches. Nós cozinhávamos para nós mesmos, o que é normal, mas ninguém sabia como cozinhar, então era horrível. Foi um processo cansativo. O Arnold tinha essa visão que era tipo, “Vocês gravam por conta própria, então eu volto, critico e edito,” e foi exatamente dessa forma que ele fazia. Ele nos deixava por dias no estúdio; Eu gravava o disco inteiro, ele voltava e ficava tipo, “É, você poderia ter feito algo melhor do que isso,” e descartava tudo que eu tinha feito. Era frustrante.”

Arnold Lanni: “Pode ser que parecia desse jeito, mas quando eu era músico, eu nunca quis pessoas me julgando. Eu iria querer que o produtor dissesse, “Aqui está a música. Isso aqui é o que eu gostaria que você fizesse. Quanto tempo você precisa? Uma hora e meia? Eu vou voltar em uma hora e meia pois dessa forma não vou estar te julgando enquanto você grava.” Era só uma forma de fazer com que eles alcançassem o que eles queriam alcançar. Se você está mirando em um alvo e você não atinge, eu preciso pelo menos avisar. Em algumas ocasiões, eu iria dizer, “É isso que eu quero que vocês façam. Eu vou esperar na sala ao lado, ou eu volto em três horas depois de vocês terem a chance de trabalhar nisso.” Se não saísse da forma que conversamos antes juntos, eu voltaria e diria, “É, isso é inaceitável.” Nunca foi tratado como algo pessoal; só que ás vezes é difícil explicar para alguém mais novo o que eles não sabe. Como o Jeff é um músico talentoso, eu fazia com que ele fizesse coisas que saíam um pouco da sua zona de conforto – não de uma forma técnica, pois provavelmente não existe nada que o Jeff não possa tocar, pois ele é realmente bom – mas eu fazia coisas que fazia com que ele criasse uma certa tensão e atmosfera com a música. Não sei se, por ele ser tão jovem naquele tempo, entendia isso.”

Pierre Bouvier: “É claro que houveram momentos difíceis. Nós sentíamos que tínhamos uma grande oportunidade e não queríamos estragar pois se você acaba estragando tudo no primeiro disco, você está meio ferrado. Eu acho que o Arnold é um verdadeiro artista, e eu acho que ele estava mentalmente envolvido nessa coisa de “vamos fazer disso o melhor que pudermos”. Nós trabalhamos com Arnold por quase um ano e meio antes de nós termos um contrato assinado, então nós passamos muito tempo juntos e tivemos vários conflitos de opiniões. Ele veio de um mundo diferente do nosso, e ele queria nos empurrar para um universo diferente do que estávamos fazendo. Nós éramos os caras do pop-punk que queriam manter as coisas mais simples. Ele dizia que não havia dinâmica na banda. Nós todos éramos perfeccionistas. Algumas vezes, eu cantava os vocais da música inteira – os vocais principais, a segunda voz, tudo. Eu passava horas e horas e horas enquanto ele estava fora do estúdio fazendo alguma outra coisa. Então ele voltava ás 21h, 22h, escutava, e então falava tipo, “É, eu não sei, não tenho certeza de que está realmente bom; vamos fazer isso de novo amanhã.” e eu ficava tipo, “O que? Eu cantei com todo o meu coração o dia inteiro e não adiantou de nada!””

David Desrosiers: “Foi a minha primeira vez em um estúdio de verdade. Eu estava maravilhado e intimidado pelo processo. A visão do Arnold foi de que o vocalista estava cantando coisas estranhas e de que os guitarristas deveriam usar tipos de acordes diferentes, por outro lado nós só queríamos tocar com tudo.”

Pierre Bouvier: “O Arnold realmente queria que nós fossemos únicos e diferentes, e uma das formas que ele fazia isso era me incentivando a parecer – e aqui eu vou usar uma frase dele – “parecer mais choramingando.” Existiam alguns cantores nos anos 80 que para mim soavam mal, mas ele ficava tipo, “Se esforce no seu lado adolescente, deixe sua voz mais enjoativa,” e eu ficava tipo, “Mas eu não gosto disso!” Hoje em dia quando eu escuto o disco, eu acho que esse disco é o que a minha voz soa mais cansativa e isso realmente me incomoda. Eu acho difícil de escutar.”

David Desrosiers: “O Arnold usava essa analogia: “Agora eu sou o John McEnroe, e vocês não podem me pedir favores.” Nós sempre queríamos responder dizendo, “E se agora você fosse esse excelente jogador de tênis aposentado que está treinando esses jogadores novos?” (Risos). Eu acho que teria funcionado um pouco melhor.”

Arnold Lanni: “Eu concordo com eles de que foi duro. Eu acho que muito disso vem com o fato de que eles eram muito novos e ambiciosos. Eles sabiam quem eles queriam ser; eles estavam bem pessimistas e protetores sobre o que eles queriam fazer. O que todos nós concordamos é que queríamos a mesma coisa: Nós queríamos fazer um disco que tivéssemos orgulho e também queríamos fazer um disco que, com sorte, se destacaria com o tempo. Para fazer isso, o que eu tentei trazer a tona foi, como podemos nos destacar de todos os outros, e essa deve ter sido a coisa mais difícil para os caras entenderem sendo tão novos.”

Andy Karp: “Estávamos lidando com personalidades bem fortes. O Arnold lidera a situação, e ele fala sobre isso. Ele faz com que os vocalistas trabalhem realmente duro. Eu estive presente com uma certa regularidade durante as gravações e eu lembro de me sentir meio que um psicoterapeuta, ás vezes como um diplomata, mas isso faz parte do seu trabalho.”

Pierre Bouvier: “O Arnold estava nos pressionando de verdade ao ponto de ás vezes querermos falar tipo, “Cara, vá para o inferno. Eu acho que já está bom e não sei do que você está reclamando.” (Risos).”

Arnold Lanni: “Eu sempre soube, já que eles eram jovens tão legais e que eles estavam atrás das coisas certas, que não era um concurso de ofensas, era só sobre vencer por querer vencer. Eles só queriam fazer um disco ótimo, e nós só discordávamos um pouco sobre como chegar até nesse ponto. Eu brinco com eles hoje e digo que se voltássemos no tempo e tentássemos fazer o disco hoje, acredito que 90% das coisas que pensávamos serem desafiadoras provavelmente não seriam mais um problema hoje pelo fato de hoje sermos mais velhos. Eu lembro que depois que o disco foi finalizado, nós não conversamos. Nós não nos falamos por um tempo e não era nada pessoal; mas era só pelo fato de eles terem sido desafiados. Eu dou um salve de palmas para eles pois eles nunca desistiram, eles nunca desistiram mesmo. Eu sou bem conhecido por tentar tirar o melhor das pessoas, mas eu nunca pedi para eles fazerem algo que não poderiam fazer. Eu olho para tás, e já fazem 15 anos que esse disco se mantém por si só. Melodicamente é uma obra-prima. As músicas são incríveis e isso só acontece por haver muita resistência.”

Pierre Bouvier: “Não existe certo ou errado e eu acho que para caras tão novos que acabaram de ter um contrato assinado, eu acho que sabíamos do que precisávamos e que ele sabia do que nós precisávamos e essas coisas nem sempre eram as mesmas. No final das contas, eu acho que nosso disco foi ótimo. Nossa relação com o Arnold foi testada de diversas formas durante esse disco, e no tempo em que ele foi feito, eu diria que nós realmente precisávamos de um tempo um dos outros. Provavelmente algumas palavras ruins foram trocadas sobre o que achávamos um dos outros, mas o que é ótimo depois de todos esse tempo, é que nossa relação com o Arnold se tornou melhor e mais sólida e que percebemos todas as coisas boas que ele trouxe para o disco. Isso diz muito hoje, nós somos grandes amigos. Nós só precisamos de um tempo depois disso para tomar fôlego. Foi um período bem intenso.”

Só crianças, sabendo que não era justo

Depois de todo o tumulto, o “No Pads, No Helmets… Just Balls” finalmente foi lançado em 19 de Março de 2002. Inicialmente a banda queria que “Addicted” fosse o primeiro single, mas uma oportunidade de um filme surgiu e “I’m Just A Kid” foi quem abriu as portas do Simple Plan. Depois de ir um pouco mal das pernas, o disco finalmente deslanchou, vendendo eventualmente mais de 3 milhões de cópias no mundo inteiro. Imersos na geração da MTV, a banda começou a sentir o sopro do sucesso, com fãs os acusando de serem vendidos, além de outras coisas durante a Warped Tour. “Eu adiantei para eles que haveriam críticas,” explicou Andy Karp. “Eu também já imaginava que essa poderia ser a primeira banda pop-punk popular. Eles eram bonitos e podiam cantar bem com suas músicas. Mas é difícil para o público americano aceitar uma banda como eles como uma banda punk. Eu acho que foi um pouco injusto,” adiciona o representante deles. “Pois eles realmente tinham feito a parte deles e na época que eles se apresentaram na Warped Tour, eu acredito que muitas bandas respeitavam eles.”

Jeff Stinco: “Para nós, tocar na Warped Tour foi uma conquista por si só. Definitivamente foi uma turnê difícil, mas importante. Você sai de dois anos de shows de merda, sem muito sucesso, e então você está na Warped Tour. O Simple Plan era visto como uma banda alternativa, e então você estava na MTV. Agora os fãs vão até os shows e dizem que você se vendeu. Cara, é a mesma porra de música. É o mesmo disco. Nós tocamos o mesmo disco por três anos! Você está dizendo que nos vendemos? Você devia ver o meu apartamento em Montreal – nós não nos vendemos porra nenhuma!”

Chuck Comeau: “Nós fomos lançados assim que o pop-punk começou a explodir. Houveram muitas resistências naquele tempo com todas essas bandas. Na mente das pessoas, nós provavelmente éramos os piores exemplos dessa cena, meio que um punk de shopping. Haviam jovens que curtiam mais as bandas mais pesadas, as bandas mais punk-rock da Warped Tour, que foram bem ofensivas com o nosso som, álbum e banda. Eu acho que lidamos com isso de formas diferentes.”

Jeff Stinco: “Eu costumava discutir com os fãs de punk-rock depois dos shows e tentava fazer com que eles entendessem que o que eles estavam dizendo era realmente ofensivo e não fazia sentido nenhum. Eu conversava com várias pessoas depois dos shows. Se eles jogavam garrafas em nós, eu pulava na platéia e começava a discutir com eles, fazia sentido para alguns deles. Eu levava as críticas muito a sério.”

Chuck Comeau: “Naquele tempo, toda essa coisa de ser vendido era um tabu. Pra mim é incrível ver como isso mudou em 15 anos. Agora você é mensurado em quão popular você é e quantos seguidores você tem e quão grande você é. Quando fomos lançados, era completamente o oposto. Você não poderia querer ser grande, popular e famoso. Você deveria ficar feliz em ser uma banda pequena e underground, e nós nunca realmente nos sentimos assim. Nós sempre sentimos que queríamos alcançar as pessoas, nós queríamos tocar para várias pessoas. Eu acho que algumas críticas eram injustas. Nós só seguimos os nossos corações e fizemos aquilo que acreditamos.”

Pierre Bouvier: “Eu acho que existe um certo estigma com essa banda e eu nunca tive muita certeza do motivo. Uma vez que você atinge o sucesso e está na frente de pessoas que não necessariamente são seus fãs, isso sempre pode causar um pouco de problema. Eu também acho que o Simple Plan sempre esteve mais no lado pop do pop-punk – não muito pesado, não muito agressivo. Por algum motivo, o gênero da cena pop-punk da Warped Tour é bem interessante; é um animal interessante, tanto se você faz ou não parte dele. E isso seguiu a banda durante nossa carreira. Alguns dos fãs da Warped Tour não querem gostar de nós. É bem bizarro pois se trata apenas de música e ás vezes parece que estamos em uma briga de colegial.”

Eric Lawrence: “Foi meio consciente. Os Estados Unidos é um dos países mais fragmentados do planeta quando se fala sobre gêneros musicais. Na América, uma gravadora vai escolher o caminho, mas em outras partes do mundo, a música não funciona dessa forma. Alguns anos depois desse disco, o Simple Plan abriu para o Metallica na África do Sul, e ninguém reclamou disso. Se você tentar fazer isso nos Estados Unidos, o Simple Plan provavelmente seria literalmente assassinado. Sabendo que queríamos alcançar o resto do mundo, nós queríamos que o resto do mundo nos visse como uma banda pop e não uma banda punk. Então fomos direto para as rádios pop ao invés de irmos para as de som alternativo. Houve um certo medo a princípio quanto a credibilidade – se não formos para as rádios alternativas, eles vão aceitar bem? – mas o grande medo era se eles ficassem só nas rádios alternativas, como levaríamos essa banda ao redor do mundo? Nós fizemos isso de forma sábia. Nós falamos com todo mundo sobre isso, inclusive com a banda. Nós começamos pelas rádios pop e isso nunca tinha sido feito antes por uma gravadora de rock da América. Nós sabíamos que isso poderia nos levar a alguns problemas: E um desses problemas é você se apresentar na Warped Tour e as pessoas jogarem garrafas em você por acharem que você é uma banda pop.”

Eu faria de tudo… e fiz

Sobrevivendo a esses problemas, 15 anos depois, a banda e os envolvidos no disco possuem bons sentimentos em relação aos tempos do “No Pads”. “Nós lançamos um disco pelo qual realmente nos importávamos,” diz Comeau. “Não foi uma tentativa de lançar algo que que odiávamos só para ganhar dinheiro. Foi realmente um reflexo do nosso gosto e do que amávamos.”

NPNHJB Tour: Alternative Press divulga matéria sobre turnês comemorativas

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A revista Alternative Press publicou um artigo onde fala sobre as turnês de comemoração de aniversário dos lançamentos históricos de algumas bandas, e é claro que o Simple Plan não ficou de fora com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”. Confira abaixo a tradução da matéria completa escrita por Shandana Mufti:

No mês que vem o Simple Plan cai na estrada para começar a turnê dos 15 anos de estréia do seu disco de lançamento, “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Eles foram a minha primeira banda favorita. Eu me identifiquei com “I’m Just A Kid” (sim, a vida é um pesadelo!), ia a loucura com “Addicted” (e ria do “I’m a dick” nas performances ao vivo), e me intrigava com “My Alien” (é uma metáfora ou é mesmo sobre um alien?).

Ver esse disco sendo tocado na íntegra seria um sonho se tornando realidade quando eu era mais jovem. Nos dias de hoje eu já teria o ingresso comprado se a turnê parasse em alguma cidade próxima. Como isso não vai acontecer, então eu vou colocar o disco para tocar bem alto no meu quarto enquanto sinto as ondas de nostalgia lavando minha alma.

Ultimamente é isso que as turnês de comemoração tem sido: uma quantidade suficiente de fãs que querem reviver essas emoções que se acenderam por esses álbuns de mais de 10 anos para gastar dinheiro em uma noite que os transporte pelo tempo, mesmo que só por algumas horas. Assim que essas turnês vem surgindo – de Mayday Parade e Brand New para U2 – essa aposta está ganha.

Nós vamos até esses shows para viver a experiência de ter um álbum favorito sendo tocado na íntegra. Alguns fãs podem ter se apaixonado por um disco anos depois de seu lançamento, então essa é a primeira oportunidade de cair na ansiedade que envolve isso. Para outros que amam um disco desde que o primeiro single foi lançado, eles podem ouvir essas músicas familiares de forma reinventada, como a turnê do “Acústico Ocean Avenue” do Yellowcard. E ás vezes, o objetivo é fazer parte de um evento que honra um marco na carreira de uma banda. Existem turnês de comemoração, e em seguida destinos bem procurados pelas pessoas, assim como a “Decennial Extravaganza” do The Killers em Las Vegas para comemorar os 10 anos do “Sam’s Town”, ou o “8123 Fast” do The Maine em Phoenix para comemorar os 10 anos desde a formação da banda.

no-pads-concertE não são só as bandas que estão aproveitando do auge da nostalgia. O cruzeiro da Warped Tour, “Warped Rewind at Sea” que irá acontecer nesse ano, com performances do Good Charlotte, Simple Plan, Cartel e outras bandas que estão por aí por anos. A explosão da Emo Nite, juntando fãs para cantarem clássicos da cena, de “Sugar We’re Going Down” do Fall Out Boy até “I’m Not Okay (I Promise)” do My Chemical Romance.

Músicas e discos clássicos são familiares e confortáveis, e cantar com eles não exige esforços e é algo que faz perdermos a cabeça. É como um abraço aconchegante através da música, rodeado de diversos outros fãs que encontram seu próprio significado nesses discos e aparecem anos mais tarde para celebrar essas músicas que se tornaram hinos.

Mas além da grande nostalgia que vem ao gritarmos todas essas músicas queridas de anos atrás, existe também uma tristeza nas casas de shows. Os membros das bandas não são os mesmos de 10 ou 15 anos atrás: o som muda completamente, a popularidade e idas e vindas, membros saem e são substituídos, outros começam relacionamentos sérios ou passam por problemas como corações destruídos, alguns se tornam pais.

Durante a turnê do Simple Plan, Pierre Bouvier irá cantar “Perfect”, assim como ele faz para fechar os shows da banda durante anos. É uma música que só poderia ser escrita através da angústia e dos conflitos de jovens que escolhem passar por um caminho que não é aprovado pelos pais, mas agora, Bouvier é um pai de 37 anos perguntando, “Eu cresci de acordo com os seus planos?” Mesmo em eventos formados na promessa de uma nostalgia, não há escape para o tempo que passou.

Nós também não somos as mesmas pessoas. Algumas pessoas queridas morreram, amizades e relacionamentos começaram e terminaram, graduações vão e voltam. Até o gosto musical não é mais consistente, e alguns artistas passaram de “minha banda favorita” para “uma banda que eu gostava”.

É isso que faz essas turnês terem um sabor agridoce. Os discos, pessoas que os fizeram e as pessoas que se apaixonaram por eles, estão presos no tempo. As bandas e os fãs cresceram. Mas por uma noite, o passado e o presente podem se entrelaçar.

Recapitulação do bate-papo com Chuck Comeau na Alternative Press

O baterista do Simple Plan, Chuck Comeau, participou de um bate-papo ao vivo com os fãs da banda através do Facebook da revista Alternative Press para responder perguntas sobre a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”.

Assista ao vídeo completo do bate-papo e, em seguida, confira uma recapitulação das respostas mais relevantes dadas por Chuck durante a conversa:

» Sobre a próxima turnê do Simple Plan na Austrália, Chuck diz que a banda está trabalhando em datas para a comemoração dos 15 anos do “No Pads” e que, se tudo der certo, eles devem passar por lá durante o Outono (Setembro – Dezembro).

» Para a Europa, a banda pretende adicionar mais shows além dos festivais que já foram confirmados anteriormente.

» Chuck comenta que, apesar de não terem datas confirmadas, a banda pretende retornar ao México e a América do Sul no final do ano. Sobre o Brasil ele ressalta que a vontade da banda é trazer a turnê do “No Pads” ao nosso país, mesmo tendo vindo a pouco tempo recentemente.

» O baterista confirma que a banda pretende levar a turnê do “No Pads” para o Canadá, e que, apesar de não ter datas definidas, será no ano de 2017.

» Sobre as músicas do “No Pads” que estão mais ansiosos em tocar durante a turnê, Chuck enfatiza “The Worst Day Ever”, “Meet You There”, “When I’m With You” e “One Day”.

» Além das músicas do “No Pads”, outras faixas devem compor a setlist da próxima turnê da banda, como “Welcome To My Life”, “Shut Up!”, “Jet Lag” e “Boom!”.

» Ainda sobre a setlist da turnê, Chuck pede a opinião dos fãs sobre quais b-sides do primeiro disco da banda eles devem incluir na setlist e ressalta que “Vacation” e “Grow Up” devem fazer parte da seleção final das músicas.

» O baterista comenta que tentará entrar em contato com Mark Hoppus para que ele participe da performance de “I’d Do Anything” no show da banda em Los Angeles.

» Para os produtos que serão vendidos no merch oficial da banda, Comeau diz que a banda pretende levar novas peças além de algumas old-school inspiradas no disco de estréia.

» Para a “Warped Rewind at Sea”, ele diz que a banda ainda não tem planos sobre os shows, já que faltam muitos meses para que eles aconteçam, mas que ele está bastante ansioso e, ainda assim, com medo, pois nunca participou de um cruzeiro antes.

» Sobre a sua música favorita de tocar ao vivo, Chuck cita “Jump” pela reação do público, “Perfect” por ser uma faixa que significa muito para os fãs e “Boom!”.

» Para o party medley, Chuck comenta que tentou fazer com que a banda tocasse “Can’t Stop the Feelling” de Justin Timberlake, mas que os outros membros da banda não concordaram.

» Sobre um artista com quem eles gostariam de sair em turnê, o baterista cita a cantora Taylor Swift.

» Chuck relembra o quanto foi difícil quando o pai de Jeff Stinco faleceu durante uma das primeiras participações da banda na “Warped Tour”.

Simple Plan fará chat com fãs hoje no Facebook

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O Simple Plan realizará na noite de hoje um bate papo ao vivo com os fãs dando continuidade ao aquecimento da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”.

Pierre Bouvier e Chuck Comeau estarão no Facebook da revista Alternatvie Press onde responderão as perguntas dos fãs sobre a turnê que comemora os 15 anos do disco de estréia da banda.

Prepare suas perguntas e acesse o facebook.com/altpress ás 21h00 do horário de Brasília. Caso você não consiga participar, é esperado que o vídeo fique disponível para visualização após a transmissão.

Jeff Stinco participa do Six-String Stories do Alternative Press

O novo episódio do Six-String Stories da Alternative Press trouxe Jeff Stinco onde ele fala como ele começou a se interessar por guitarras, o primeiro riff que ele aprendeu, o que fez ele querer entrar em uma banda, o que ele procura em uma guitarra e também da algumas dicas para quem está iniciando. Assista abaixo:

10 coisas que você não sabe sobre o Simple Plan

A Alternative Press gravou um vídeo com Chuck Comeau e Sebastien Lefebvre enquanto a banda estava em turnê nos Estados Unidos onde a dupla contou 10 fatos que você não sabia sobre o Simple Plan.

Entre as curiosidades eles citaram quando a MTV tentou pregar uma peça neles durante o Punk’d, o fato de Pierre Bouvier gostar de fazer suas compras nos aeroportos, a quantidade de filhos e de animais que os membros da banda tem, as celebridades que eles já conheceram e um episódio onde Chuck foi confundido com outra pessoa e acabou levando um soco no rosto no aeroporto de Singapura. Assista o vídeo abaixo:

Alternative Press divulga lista das 10 bandas pop-punk mais influentes

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O site da revista Alternative Press publicou uma lista com as 10 bandas pop-punk mais influentes do cenário musical. Entre as citadas estão, New Found Glory, Fall Out Boy, Blink-182, Green Day, Yellowcard, Good Charlotte, Sum 41, Jimmy Eat World, e, é claro, o Simple Plan.

Confira abaixo o trecho onde a banda é citada:

“Esses nativos canadenses chegaram na cena com seu disco de estréia, No Pads, No Helmets… Just Balls. Enquanto os nomes de seus discos ficaram um tanto quanto maduros, suas músicas ainda soam como se fossem feitas para cada férias de verão. E agora, 14 anos depois, eles estão colaborando com… Nelly? Sim, você leu direito. Isso só prova o quanto o Simple Plan não tem medo de arriscar e ainda continuam trazendo ótimos discos com influência pop.”