Taking One For The Team

Logo depois de finalizarem uma turnê de dois anos para a divulgação do disco “Get Your Heart On!” de 2011, a banda pop-punk Simple Plan passou mais dois incansáveis anos criando o disco seguinte que captura o espírito clássico do Simple Plan mas também realça os limites de seu som. “Um dos motivos de ainda estarmos aqui hoje é por não fazermos só o que as pessoas esperam de nós – nós nunca tivemos medo de tentar algo novo,” diz o baterista Chuck Comeau, que foi o co-fundador da banda de Montreal em 1999. “Nós temos orgulho das nossas raízes no pop-punk e nós nunca iremos dar as costas para elas, mas nós também gostamos de arriscar, surpreender nossos fãs e sempre deixá-los tentando adivinhar o que vamos fazer a seguir.”

O resultado: “Taking One for the Team”, o quinto disco do Simple Plan, e o mais ambicioso até então, que oferece faixas cheias de fluídos punk ao lado de outras que vão do reggae até uma balada acústica. “Nós somos uma banda do núcleo pop-punk e nós sempre iremos criar esses hinos do rock, mas também existe uma parte de nós que ama outros tipos de músicas,” explica o vocalista Pierre Bouvier.

No “Taking One for the Team” essa exploração está explícita em faixas como “I Don’t Wanna Go to Bed”, uma música pop que conta com os vocais do rapper Nelly (assim como um vídeo clipe inspirado na série Baywatch com a participação do próprio David Hasselhoff). “Essa música foi como um ponto de partida para nós e isso foi um pouco assustador, mas continuamos voltando nela,” diz Comeau. “No fim ficamos tipo ‘Não vamos voltar atrás – parece legal, então vamos apostar nela.'” Outro momento bem animado: “Singin’ in the Rain,” que mistura uma melodia de assobios com um ritmo do reggae que Bouvier chama de “uma mensagem positiva e cheia de poder sobre como viver no mundo atual, onde as merdas são ruins e as notícias deprimentes. Ela diz ‘Todos nós temos problemas, mas vamos superá-los pois essa é a nossa única escolha. Quem sabe até sorrir e tentar aproveitar enquanto estamos vivos.'”

Os fãs mais antigos do Simple Plan podem ficar tranquilos pois o Taking One for the Team está recheado de faixas essenciais como “Boom”, que foi seguida de um vídeo clipe trazendo participações de membros do All-Time Low, Pierce the Vell, PVRIS, MxPx, e muitos outros grandes nomes da Warped Tour. O disco inicia com a faixa cheia de guitarras pesadas e batidas furiosas de “Opinion Overload”. “É uma música sobre seguir o seu coração e seus sonhos sem se importar com o que as pessoas digam ou pensam,” explica Bouvier. “Nós somos adultos e estamos entre os 30 anos agora, e nós ainda temos que lidar com esse tipo de coisa. Ás vezes você precisa se lembrar que não significa nada. que não há problema em acreditar em você mesmo e ser quem você é, e é isso que vai te diferenciar.” Esse mesmo espírito está presente em “I Refuse”, onde o Simple Plan buscou inspiração de bandas do punk/hardcore como Rise Against e Good Riddance, entregando um hino punk dos dias atuais com uma abertura elegante de piano. “Nós crescemos com esse tipo de música, está em nosso DNA – nós sempre precisamos desse tipo de energia e dessas músicas que vão direto ao ponto que as pessoas tanto amam nessa música,” diz o baixista David Desrosiers sobre faixas como “I Refuse” ou “Nostalgic”. “Eu já consigo visualizar essas músicas sendo tocadas ao vivo com a platéia indo a loucura e cantando cada palavra.”

Mantendo a honestidade nos sentimentos, Taking One for the Team também traz baladas como a obscura “Problem Child”, “Essa música foi escrita sob a perspectiva do meu irmão, ele passou por tempos difíceis e teve alguns conflitos,” diz Comeau. “É uma das músicas mais pessoais que eu já escrevi com Pierre, e eu acho que será bem relacionada com os fãs que estiverem tentando encontrar um caminho em sua vida.” Em “Perfectly Perfect” (uma faixa acústica co-escrita pelo vocalista do Plain White T’s Tom Higgenson), Simple Plan foca nos problemas nos problemas do dia a dia com uma auto-percepção. “Eu acho que muitas pessoas têm uma visão distorcida delas próprias,” diz Bouvier. “Nós todos somos obcecados sobre essas coisas que nos incomoda sobre no mesmos, quando muitas pessoas nem percebem ou acham isso charmoso.”

Para as gravações do Taking One for the Team, o Simple Plan contou com a colaboração do produtor Howard Renson, mais conhecido pelo seu trabalho em álbuns de bandas como My Chemical Romance e All-American Rejects. As sessões em estúdio foram o que Jeff chama de “um verdadeiro trabalho em equipe” e que deram a banda uma chance de se conectar não só musicalmente mas como amigos. “Nós mergulhamos no processo e dividimos ideias uns com os outros sem parar. Nós ficamos juntos na mesma casa enquanto estamos gravando o disco, e vivemos e respiramos essas músicas por meses, assim como fizemos com o nosso primeiro disco No Pads, No Helmets… Just Balls. Foi incrível e u acho que por isso que esse disco ficou desse jeito.”

Antes de a banda ir até o estúdio de Benson, Bouvier e Comeau dedicaram um ano e meio de composição juntos, passando até 12 horas do dia trancados em seu estúdio na Califórnia. “Alguns dias, enquanto estávamos compondo, parecia como se estivéssemos escalando o Monte Everest, e outros dias as músicas vinham e – simples assim, sem nenhum esforço – tínhamos algo muito bom e memorável,” lembra Bouvier. “Chuck vinha com as letras e eu fechava meus olhos e ouvia a música, então começávamos a compor ali mesmo. Foi bizarro.”

Ao longo do intenso, e ás vezes esgotante processo de composição para o Taking One for the Team, o Simple Plan se manteve energizado pela sua paixão tanto pelo pop-punk como pelo pop. “Nós sempre vivemos com um pé em cada mundo, ao ponto que enquanto tocávamos um dia em festivais com bandas super pesadas como o Slipknot ou bandas punk como o Bad Religion, no outro tocamos com outras como o One Direction,” diz Comeau. “É estranho, mas isso é quem nós somos; amamos todos os tipos de música, e estaríamos nos traindo se nós não seguíssemos nossos corações e não produzíssemos os dois estilos enquanto estamos compondo.” A mistura do pop e do punk não só influencia a criatividade do Simple Plan, mas também se revela indispensável para criar um som singular e corajoso, que perfura e constrói grandes hooks e melodias brilhantes. E a banda mal pode esperar para levar esse som para a estrada enquanto o grupo se prepara para embarcar em uma turnê mundial seguida do lançamento do novo disco. “Essa banda ganha vida no palco. Nós sempre tivemos uma grande conexão com os nossos fãs e ter a oportunidade de alimentar suas energias é essencial para nós. Nós passamos muito tempo trabalhando nesse disco e agora que ele está pronto, nós mal podemos esperar para começar a fazer shows novamente e tocas as novas músicas ao vivo,” comenta o guitarrista Sebastien Lefebvre.

Para nomear o disco, o Simple Plan escolheu um título que refletisse outra motivação por trás da banda: o imutável senso de camaradagem que os guia desde a sua formação em 2002 no lançamento do disco duplo de platina No Pads, No Helmets… Just Balls até as turnês esgotadas ao redor do mundo. “Nós passamos por muita coisa com essa banda; nós tivemos altos e baixos, triunfos e derrotas, e todos nós fizemos sacrifícios, mas em 17 anos a equipe nunca mudou,” diz Comeau. “Ninguém foi vendido, ninguém se aposentou. Nós ainda estamos juntos.” Junto com sua química, a longitude tem muito a ver com o comprometimento do Simple Plan com sua música. “Uma das coisas que mais tenho orgulho é que, mesmo depois de a banda estar unida por tanto tempo, nós ainda temos o mesmo espírito de quando começamos,” diz Bouvier. “Nós nos vemos como oprimidos que ainda precisam provar alguma coisa. Nós nunca trilhamos o caminho mais fácil – nós sempre nos desafiamos e colocamos 100% do nosso coração. E graças a isso, nós sempre pudemos olhar para trás e saber que, não importa o que aconteceu, não teria como termos doado mais de nós.”

» A primeira música a ser divulgada do álbum foi “Boom” em uma versão acústica durante um evento da Simple Plan Foundation.

» Em Junho de 2015, mais de 6 meses antes do lançamento do disco, a banda publicou em seu YouTube e disponibilizou o single digital de “Saturday”, entretanto, devido a recepção negativa dos fãs, a faixa foi descartada da tracklist final do disco.

» Apesar de não ter sido lançado como single oficial, “Boom” recebeu um vídeo clipe que conta com imagens da banda na Warped Tour e a participação de outros artistas amigos dos caras.

» “I Don’t Wanna Be Sad” foi o último buzz-single disponibilizado pela banda antes da divulgação oficial do álbum ser iniciada com “I Don’t Wanna Go To Bed”.

» “I Don’t Wanna Go To Bed” não foi enviada para as rádios dos EUA. No lugar dela a banda decidiu que a primeira música de trabalho no país seria “Singing in the Rain”.

» O álbum lançado na França e Canadá conta com uma faixa bônus – a versão em francês de “I Don’t Wanna Go To Bed”.

» No Japão o disco conta com duas faixas ao vivo: “Summer Paradise” e “I’d Do Anything”.

» Para esse disco a banda contou com diversas colaborações. Nelly participa de “I Don’t Wanna Go To Bed”, a cantora Juliet Simms em “I Dream About You”, a dupla R. City em “Singing In the Rain” e o vocalista do New Found Glory, Jordan Pundik em “Farewell”.

01. Opinion Overload
02. Boom!
03. Kiss Me
04. Farewell
05. Singing in the Rain
06. Everything Sucks
07. I Refuse
08. I Don’t Wanna Go To Bed
09. Nostalgic
10. Perfectly Perfect
11. I Don’t Wanna be Sad
12. P.S. I Hate You
13. Problem Child
14. I Dream About You
15. I Don’t Wanna Go To Bed (French Version) (Bonus Track)
16. Summer Paradise (Live) (Bonus Track)
17. I’d Do Anything (Live) (Bonus Track)