Simple Plan

Bem-vindo a “Simple Plan”. Não apenas um álbum, mas uma declaração da abição artística e do amadurecimento do quinteto de Montreal. Como poderia se esperar de uma banda que deu nomes engraçados para os discos anteriores, o lançamento de um álbum auto-intitulado é um ato de coragem, sem uma excursão pelos meandros do fazer musical, tomando o que mais amamos no Simple Plan – a energia descontrolada, as guitarras rasgadas, o grito cheio de sensibilidade melódica – e incorporando uma camada de abordagens sonoras criativas trazidas pelos novos parceiros como Nate “Danja” Hills (Timbaland, Justin Timberlake, Britney Spears), Max Martin (James Blunt, Kelly Clarkson, Avril Lavigne) e Dave Fortman (Evanescence. Mudvayne).

A nova equação rendeu 11 músicas que são, inquestionavelmente, Simple Plan, mas assim mesmo soam diferentes de qualquer coisa que a banda já havia feito antes. Desde os loops de sintetizadorr da faixa de abertura e primeiro single, “When I’m Gone”, à justinha levada dance, com toques de R&B de “The End”, à batida hip-hop de “Generation” e do corajoso e poderoso toque de balada em “I Can Wait Forever”.

“Acho que sentimos necessidade de fazer algo um pouco mais ousado e que ampliasse a percepção do que somos”, explica o líder Pierre Bouvier. “Estávamos apenas tentando fazer um disco para deixar algo mais do que uma marca”. O baterista Chuck Corneau acrescenta que “foi um tipo de realização que precisávamos para sacudir um pouco as coisas e arriscar e correr atrás. Fazer algo que fosse a nossa cara, mas que nos desafiasse”.
Mudanças, claro, chegam com algum tipo de apreensão e a banda não esconde o fato de que sentiram um certo tremor quando começaram a explorar o novo território de “Simple Plan”. Considerando afinal, o que Comeau chama da “zona de segurança” de onde vem o grupo, que inclui o duplo Platina de “No Pads…”, de 2002 e o disco de Platina de “Still Not Getting Any…”, de 2004, com o “MTV Hard Rock Live”, de 2005, documentando a energia de palco do grupo. Simple Plan segue forte desde sua formação em 1999; muitas bandas na mesma posição sentiriam-se confortáveis mantendo a fórmula do que as levou a esse ponto – e temerosos de cair do barco do rock ‘n’ roll.

“Ficamos nervosos”, reconhece o guitarrista Jeff Stinco, “porque em princípio, não queríamos mexer com algo que já sabíamos que funcionava e que adorávamos. Poderíamos ter feito outro disco como o segundo e teria sido bem recebido por nossos fãs. Mas as coisas novas eram tão legais pra nós, e você tem que ir atrás se quiser amadurecer”. Bouvier concorda que, em alguns momentos, “não sabíamos se estávamos no caminho certo com algo legal, ou se simplesmente tínhamos perdido a cabeça”. Mas ele acrescenta que não era necessariamente uma coisa ruim. “É com sentir medo”, o vocalista explica, “Você deveria ser um pouco medroso. Se você não ficar nervoso, provavelmente é porque é seguro demais. Acho que se olharmos o passado, todos os grandes discos nasceram de algum tipo de risco”.

Simple Plan começou a trabalhar no novo álbum na primavera de 2006, logo após finalizar o ciclo de turnês de “Still Not Getting Any…”. A expectativa era de que o processo de composição fosse rápido e que retornassem ao estúdio também rapidamente. Bouvier e Comeau mergulharam no processo de composição e quando chegou o outono, a banda havia reunido uma enorme seleção de músicas. Mas algo não parecia estar bem. “Todos sentiam como ‘Sim, sim, é ótimo’, mas nada se destacava como realmente novo”, conta Comeau. “Não sentíamos isso. Tínhamos músicas fortes, mas não eram o caminho que queríamos seguir”.

Naquele momento, a banda sabia que precisava repensar sua abordagem. Uma atenção maior ao trabalho recente de Justin Timberlake e da compatriota Nelly Furtado, levou o grupo a Danja, um jovem produtor em ascensão que vinha despontando sob as asas do Timbaland há alguns anos – e que, coincidentemente, também mirava o Simple Plan como um dos grupos com quem gostaria de trabalhar para expandir-se no terreno do rock. Então em abril de 2007, Bouvier e Corneau estavam em Miami – território estrangeiro que começava a parecer propício quando começaram com algumas músicas, incluindo “The End”.

Bouvier lembra que depois da primeira seção, “sentíamos como ‘Oh merda, temos algo realmente novo aqui! Temos coisas acontecendo! É isso o que estávamos procurando!’”. A excitação e o entusiasmo que sentiram era tão forte que deu à banda uma nova vida. “Tivemos essa visão de que deveríamos tentar integrar algo realmente legal, novas batidas sonoras nos versos e então partir para o todo, refrões fortes pelos quais somos conhecidos”, explica Comeau. “Era o tipo de mesclagem que tínhamos em mente e quando fizemos ‘The End’, percebemos que funcionava. Acho que aquele ponto de virada nos deu muita confiança para continuar a compor e se arriscar mais, mesmo com as músicas mais normais”. De volta a San Diego, Bouvier e Comeau começaram a fazer isso, com a ajuda de um velho amigo, Arnold Lanni (Our Lady Peace, Finger Eleven), o homem que produziu o primeiro álbum do Simple Plan. Essa química criativa que tinham com Lanni quando trabalharam pela primeira vez, continuava intacta. “Trabalhar com Arnold novamente foi maravilhoso. Ele é um músico extremamente talentoso e pode-se dizer que realmente se importa com essa banda em um nível profissional, mas, mais importante do que isso, como um verdadeiro amigo. Sempre nos sentimos muito confortáveis trabalhando com Arnold e foi incrível trabalhar com ele novamente”, diz Comeau. Logo seguiu-se outra viagem a Miami e Lanni foi convidado a ir junto. A segunda seção com Danja rendeu “When I’m Gone” e “Generation”, duas das faixas mais inovadoras do álbum. A dupla levou as faixas de Danja de volta a Montreal para finalizar com o resto da banda.
“No começo ficamos um pouco surpresos”, lembra o guitarrista Sebastien Lefebvre, “mas foi legal. Acho que sentimos como se houvesse sido acrescentado diversos elementos novos ao nosso som, que fez com que fosse mais do que uma banda típica de rock. Acho que foi inspirador e acabamos com um material incrível neste álbum”. O baixista David Desrosiers acrescenta, “Todos queríamos um disco diferente – sabíamos isso. E, depois de estar na banda por sete anos, você quer continuar animado com a música que está fazendo. Quando ouvimos aquelas idéias de Danja foi como um enorme salto à frente…”

Em junho de 2007 a banda estava finalmente pronta para entrar em estúdio. Dave Fortman foi o escolhido para dar a fusão sonora que o Simple Plan visava enquanto gravava “Simple Plan” entre Los Angeles e Montreal. “Ele foi quem realmente sentiu-se animado com o disco e em fazer esse tipo de mistura”, diz Bouvier. “Era importante para nós termos um produtor de rock que pudesse capturar o jeito que soamos ao vivo, mas que pudesse também, ao mesmo tempo, abraçar essa nova direção. Foi realmente uma parceria entre a banda, Dave e Danja” – e mais tarde, Max Martin, que ajudou o grupo a finalizar “Generation”.

“Todos palpitaram de forma a fazer com que essa combinação de estilos fosse perfeita e que conseguisse resultar no disco que nós imaginávamos”. Considerando o resultado final, “Simple Plan” parece ser o título mais apropriado para este projeto. “Sentimos que ele realmente nos representa”, explica Bouvier. “Nesse ponto da nossa carreira, com dois álbuns que se saíram muito bem, temos essa confiança e nos pareceu certo que este deveria ser o auto-intitulado”.

Os experimentos musicais também inspiraram Bouvier e Corneau a escrever algumas das suas letras mais focadas e provocativas. “Save You” fala da batalha contra o câncer do irmão de Bouvier. “What If” é um ensaio inspirado no seriado de TV “Heroes” sobre mudar e melhorar o mundo. E enquanto que a inflamada “I Can Wait Forever” é uma canção de amor incondicional sobre o atual relacionamento de Bouvier, a maior parte do álbum fala de um romantismo tumultuado sombrio e mesmo amargo.

“Quando as pessoas me pedem para descrever nosso som”, diz Bouvier, “sempre penso nele como letras irritadas e negativas sobre uma música quase pop e animada. Sempre foi desse jeito. Este é um disco muito pessoal. É um disco sobre como estamos nos sentindo, e isso se reflete além dele”.

» “Generation” teve a sua letra alterada de última hora. Um CD chegou a ser distribuído para a imprensa onde a música iniciava com “This world’s so sad and lonely, won’t you come and spend some time with me?” A letra foi alterada poucas semanas antes do lançamento oficial do disco.

» “Your Love Is A Lie” recebeu uma versão censurada onde Pierre troca a palavra “fucks” por “touches”.

» “Holding On” é, até o momento, a primeira e única música que conta com vocais do baterista Chuck Comeau.

» Nos dias que antecederam o lançamento do álbum, o site oficial do Simple Plan lançou a “roda Simple Plan”, que revelava, todos os dias, alguma novidade sobre o álbum, como depoimentos sobre as músicas, trechos, letras, etc.

» Quando o Simple Plan divulgou a capa do disco em Dezembro de 2007, diversos fãs mostraram descontentamento com a foto escolhida, fazendo com que a banda lançasse uma enquete, que fez com que a capa conhecida hoje pelos fãs se tornasse a oficial. Na imagem anterior os membros estavam a frente de uma cidade em chamas. Essa foto chegou a ser utilizada em uma edição limitada lançada na Austrália.

» O terceiro disco da banda foi lançado em duas versões em todo o mundo. A primeira contendo apenas as 11 faixas, e uma edição deluxe em uma embalagem especial contendo a faixa “Running Out of Time”, uma versão acústica de “When I’m Gone” e um DVD com o processo de gravação do disco, os bastidores e clipe de “When I’m Gone”, os bastidores do ensaio fotográfico usado para divulgar o álbum e um trecho do show realizado pelo Simple Plan em Nova York que foi exibido pelo YouTube na virada do ano de 2007 para 2008.

» Para divulgar o disco, a banda fez uma rápida turnê pelo mundo realizando shows acústicos surpresa em diversos países como EUA, Inglaterra, México e Brasil. O show realizado no Brasil foi transmitido pela Mix TV e contou com a presença de alguns fãs vencedores de concursos que puderam assistir a apresentação gratuitamente.

» O CD do Simple Plan foi lançado em parceria com a marca LG e a operadora VIVO em uma campanha para o aparelho KM500d, que trazia as 11 faixas do disco embutidas no aparelho. O aparelho foi vendido antes mesmo do CD chegar às lojas, e trazia também o clipe de “Shut Up!”. Essa parceria rendeu ao Simple Plan um certificado pelas 150.000 cópias digitais vendidas, fazendo com que eles se tornassem os primeiros artistas a conquistarem esse certificado em nosso país.

» No México foi lançado um EP promocional do “Simple Plan” contendo versões ao vivo de “Time to Say Goodbye” e “Your Love Is a Lie”, alé, de faixas do Paramore e Panic At The Disco.

» “I Can Wait Forever” foi lançada como parte da trilha-sonora do filme “LaMB”, e ganhou um clipe todo feito em animação.

» Um EP foi lançado com exclusividade no iTunes. O álbum se chama “iTunes Live from Montreal” e conta com um show acústico da banda com as faixas “Shut Up!”, “When I’m Gone”, “Take My Hand”, “Your Love Is A Lie”, “Time To Say Goodbye”, “I’d Do Anything”, “Welcome To My Life” e “Perfect”.

» “Generation” foi escolhida como a música da vitória da 100 temporada do Montreal Canadiens e alcançou a 90 posição do Hot 100 canadense.

» A música “No Love” foi lançada como o último single do álbum no Canadá, e, mesmo que não tenha recebido um clipe, ela atingiu a posição de número 77 no Hot 100 e foi apresentada em algumas rádios em uma versão acústica.

» “Take My Hand” foi lançada como single no Japão. Um CD foi enviado para as rádios com a faixa, entretanto, não houve nenhum clipe para divulgação da música.

» Apesar de terem anunciado a vontade de percorrer por outros estios com o terceiro disco, mais tarde os membros do Simple Plan demonstraram que estavam passando por uma fase muito difícil que acabou refletindo nas músicas e em todo o processo de divulgação do terceiro disco. Para o trabalho seguinte eles anunciaram que gostariam de retornar às raízes com músicas mais animadas e que fizeram com que os fãs se apaixonassem pela banda.

01. When I’m Gone
02. Take My Hand
03. The End
04. Your Love Is a Lie
05. Save You
06. Generation
07. Time To Say Goodbye
08. I Can Wait Forever
09. Holding On
10. No Love
11. What If
12. Running Out of Time (Bonus Track)
13. When I’m Gone (Acoustic) (Bonus Track)

Em nossa Galeria você encontra um grande acervo com scans e imagens digitais exclusivas das diversas versões do “Simple Plan” e dos singles lançados para divulgar o álbum. Confira escolhendo nas miniaturas abaixo: