Pierre Bouvier fala sobre processo de composição do sexto disco do SP

Em uma nova entrevista ao site australiano Hysteria, o vocalista do Simple Plan explica como está o processo de composição para o sexto disco da banda, o motivo de não conseguirem lançar um álbum surpresa como a cantora Beyoncé, e a importância em realizar a turnê de 15 anos do “No Pads”.

Confira a matéria completa abaixo:

Depois de dois anos em turnê, em 2016 divulgando o disco “Taking One for the Team” e uns turnê de 15 anos desde o lançamento do seu disco de estréia, “No Pads, No Helmets… Just Balls”, o Simple Plan está desfrutando de um momento de descanso – ao menos é assim que o vocalista Pierre Bouvier descreve, mas parece que eles não estão relaxando de jeito nenhum.

“Na verdade nós temos alguns meses para descansar, o que é muito bom,” diz Bouvier. “Nós estamos passando um tempo com as nossas famílias, um pouco de descanso, compondo aos poucos. Então depois nós iremos até vocês em Abril, então é isso que temos planejado até então.”

Passar um tempo com a família é uma coisa, mas compor enquanto isso? Não parece como um verdadeiro descanso. “Nós ainda não ativamos o modo completo do tempo de composições,” diz Bouvier. “Mas eu acho que obviamente todos estamos pensando nisso, pois já fazem pôs anos que não lançamos um disco novo. Estamos indo aos poucos. Na verdade, estamos bem devagar, mas isso acontece pois nós tiramos um tempo para compor, e nós queremos que todos os álbuns sejam incríveis.”

“Eu acho que todos queremos que o próximo seja lançado logo, mas ainda precisamos descansar um pouco e começar a juntar as ideias antes de começar.”

Para o Simple Plan, tempos entre os lançamentos dos discos e as turnês exaustivas estão totalmente ligados à como eles fazem tudo aos poucos – existe o momento de reunir as ideias, o momento frustrante, o momento de dar um tempo para si mesmo. Bouvier explica que, atualmente, é o momento divertido.

“Agora é a hora que qualquer coisa pode acontecer. Você pode começar a tentar algumas coisas, sabe? Reunir as músicas. Na verdade, bem no começo, tudo faz sentido. De vez em quando é meio que como, ‘Bom, essa é boa’, sabe? Ainda não estamos nessa etapa. Ainda é muito cedo.”

“Eu acho que não chega a ser frustrante, mas cansativo, e quando vai chegando no final nós nos perguntamos, ‘já temos um álbum? Ele é bom o suficiente? Já podemos entrar em estúdio?’ E então olhamos para a nossa agenda e ficamos tipo, ‘Caramba, seria legal se conseguíssemos lançar em três ou quatro meses. Será que conseguimos?’ É aí que fica cansativo.”

O Simple Plan poderia meio que fazer como a Beyoncé e lançar um disco em alguns meses. Eles poderiam, mas não irão. Eles são bem metódicos em alguns pontos que andam junto com o fato de estarem em uma banda por tanto tempo, entre eles o fato de sempre estarem conectados com seus fãs. A dedicação do Simple Plan com as mídias sociais é tanta que eles não conseguiriam lançar um álbum do nada. “Isso é uma coisa que não sabemos sobre a Beyoncé,” explica Bouvier.

“O lance desses álbuns relacionado ao fato de sermos tão presentes nas mídias sociais que não poderíamos fingir que não estamos trabalhando em um disco por seis meses, eu não acho que conseguiríamos fazer isso, sabe? É assim que ela surpreende as pessoas, entende? Ela divulga uma foto dela em um evento, uma foto aleatória, mas ao mesmo tempo, ela passa dias em estúdio, escrevendo e gravando coisas, e ela nunca conta isso para ninguém. Isso é algo que ela pode fazer. Eu não entendo como ela consegue fazer isso.”

“Nós sempre estamos nas mídias sociais. Sempre estamos juntos. Quando chegasse a hora de gravarmos um disco ou fazer algo e ficássemos em silêncio por uns meses, as pessoas começariam a se preocupar.”

Se o Simple Plan desaparecesse, é aí que os fãs deveriam começar a se preocupar. Especialmente depois de eles terem tido uma trajetória épica com sua turnê de 15 anos do “No Pads, No Helmets… Just Balls”. “Nosso ano foi incrível, tivemos momentos lindos, shows ótimos, nos divertimos muito,” diz Bouvier. “Não sei explicar como é tocar um disco completo, mas tem sido bom. Nós estamos nos divertindo. Os fãs estão adorando. As pessoas acabam indo aos shows várias vezes. Isso nos leva de volta ao tempo, sabe?”

“Eu acho que isso acaba trazendo o tempo de volta para todos. Muitos dos nossos fãs agora tem 30 ou 27 anos. Talvez naquele tempo, aos 7, 8 ou 12 anos eles não pudessem ir aos shows do No Pads. Naquele tempo, quando eles finalmente conseguíamos nos ver, já em 2010 ou 2011 eles falavam, ‘Cara, eu queria ter tido a chance de ouvir as músicas antigas.’ Agora eles voltam e posso dizer que todos estão amando. Tem sido muito divertido, e estou muito feliz de podermos ir até a Austrália com esse show. Esse álbum é especial tanto para os fãs quanto para nós.”