Vocalista do Eat Your Heart Out fala sobre turnê com o Simple Plan

No mês passado foram anunciadas as datas da etapa australiana da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, que passará pelas cidades de Gold Coast, Brisbane, Melborune, Newcastle e Sydney.

A cantora Caitlin Henry, que faz parte de uma das bandas de abertura, Eat Your Heart Out, foi entrevistada pelo site Scenezine, onde falou sobre os preparativos para esses shows e como foi crescer acompanhando os primeiros passos do Simple Plan. Confira:

Recentemente foi anunciado que vocês sairão em turnê com o Simple Plan em Abril. Vocês devem estar muito animados.
Sim, é muito louco. Será a primeira vez que faremos parte de uma turnê internacional. Todos estamos um pouco nervosos pois iremos tocar em casas grandes. Nós ensaiaremos bastante para termos certeza de que os shows serão bons o suficiente. Estamos muito ansiosos pela turnê, será incrível.

A turnê comemora os 15 anos do lançamento do primeiro disco do Simple Plan. Eu acredito que você não era muito mais velha quando o disco saiu em 2002, certo?
Eu tinha uns seis anos. Eu acordava cedo nos Sábados e lembro de assistir o Rage and Video Hits. Eu lembro que passava o clipe de “Perfect” o tempo todo. Mas é claro que eu era bem nova quando o disco saiu (risos). Mas eles também eram a banda do filme da Mary-Kate e Ashley.

A turnê do Simple Plan na Austrália começa no dia 21 de Abril e os ingressos para uma das datas em Melbourne já estão completamente esgotados. Antes disso a banda se apresentará em Nova Zelândia no dia 19 de Abril.

Música descartada do “TOFTT” é lançada pelo Story Untold

No dia 02 de Fevereiro a banda Story Untold, que já foi responsável por abrir alguns dos shows do Simple Plan nos Estados Unidos durante a Taking One for the Team Tour, lançou o seu disco de estréia, “Waves”.

Uma das grandes surpresas na tracklisting do álbum veio com a faixa “California”, que foi composta por Pierre Bouvier, Chuck Comeau, John Feldmann e Nick Furlong (RAS), que trabalharam juntos durante o processo de composição do disco “Taking One for the Team”.

A faixa foi descartada do quinto álbum do Simple Plan, e, ao ser consultado pelo vocalista da banda Janick Thibault, Chuck Comeau ofereceu a música para o primeiro álbum da banda.

“O álbum traz muitas músicas maduras e obscuras mas nós todos somos grande fãs das músicas clássicas e alegres de pop punk. Essa música se destaca um pouco das outras que estão no disco, mas ao mesmo tempo é muito legal de ouvir e tocar ao vivo. Ela fala basicamente sobre alguém que já está cansado e decidiu largar tudo para morar na Califórnia. Na verdade ela foi escrita por Pierre e Chuck do Simple Plan. Eu mandei um e-mail para o Chuck pois eu queria saber se ele aconselharia alguém que pudesse nos ajudar a escrever músicas pois eu queria melhorar minhas composições. E foi assim que ele nos mandou essa música que eles gravaram com o produtor John Feldman. Como ela não bateu muito com a vibe do último álbum deles, eles nos deixaram usar e eu agradeço eles por isso! Eu acho que qualquer pessoa que seja fã do blink-182 ou do Good Charlotte irá gostar!” – Janick Thibault

Créditos: SPCZ

Chuck Comeau fala sobre seu primeiro carro e mais curiosidades

Na edição de segunda-feira do jornal canadense La Presse foi publicada uma matéria com o baterista Chuck Comeau onde ele fala pela primeira vez sobre sua paixão por carros.

Ao longo do artigo, Comeau fala sobre qual carro marcou sua infância, o primeiro carro que comprou, o pior carro que já teve, e qual o seu carro dos sonhos. Confira a tradução completa abaixo:

O Carro que Marcou Minha Infância

“DeLorean DMC-12 do Doc Brown e Marty McFly da trilogia De Volta para o Futuro. Assim como muitas crianças daquele tempo, eu amava esse filme e era apaixonado por esse carro, que não só era muito bonito, mas também podia voltar no tempo e voar. Eu assisti todos os filmes no cinema com meus pais, depois em casa em VHS e todas as vezes que eles foram exibidos na TV. A parte em que Doc dizia, “Para onde vamos nós não precisamos de estradas…” me impressionou de tal forma que eu realmente queria ser como o Marty McFly, dirigindo esse carro e tendo meu próprio skate voador.”

Meu Primeiro Carro

“É um pouco vergonhoso dizer, mas eu não tirei minha carteira de motorista antes dos 30 anos. Eu comecei a ter aulas de direção quando tinha 16, mas desisti quando comecei a fazer shows no Canadá aos 17 anos de idade com a minha primeira banda, Reset. O primeiro grupo que comprei, ou que acabei comprando em nome da banda, foi um carro velho motorizado em péssimas condições que pagamos cerca de $3.000 dólares para aquela época. Era bem perigoso, mas para nós era como um ônibus de turnê luxuoso onde poderíamos dormir, cozinhar e parecermos uma banda profissional. Nós conseguimos fazer uma viagem entre Montreal e Vancover antes de ele morrer de vez durante nossa segunda turnê, em um banco de neve entre Winnipeg e Thuder Bay. Então, quando o Simple Plan começou o pai do Pierre nos emprestou uma ambulância velha renendada, com as sirenes e tanques de oxigênio ainda instalados na traseira, o que nos permitiu fazer os primeiros shows e diversas viagens entre Montreal e Toronto, em que gravamos o nosso primeiro disco, ‘No Pads, No Helmets… Just Balls’!”

Meu Pior Carro

“Eu nunca vou me esquecer de quando a banda alugou um carro durante as sessões de gravação do nosso primeiro disco em Toronto. Nós sabíamos que todo o dinheiro que a gravadora nos emprestou de adiantamento seria devolvido, então tivemos muito cuidado com nossas despesas, para não dizer que fomos bem mão de vaca, e foi assim que acabamos alugando um… Ford Taurus de 1995 na Rent-A-Wreck Rental! Pelo telefone parecia ser um ótimo negócio: somente $50 dólares por mês! Mas rapidamente entendemos o motivo quando começamos a dirigir. Ele era literalmente o pior carro da cidade! O freio não funcionava, o para-choque era remendado com silver tape e a cor era uma mistura de amarelo com um marrom esquisito. Mas o pior de tudo isso, era o cheiro que vinha de dentro do carro. Era como se tivesse um animal morto no porta-luvas. Isso nos causava tanto sofrimento que precisávamos respirar fundo antes de entrar no carro e mantermos nossos narizes tampados durante todo o caminho. Nós ficávamos tão envergonhados quando chegávamos nos lugares que tínhamos certeza de que nossas roupas também estavam fedendo… era horrível!”

Meu Carro dos Sonhos

“Eu sou muito fã do Tesla e me considero muito sortudo por ter dois dos meus carros dos sonhos, o Tesla Model S (sedan) e o Tesla Model X (SUV)! Ele é uma ótima construtora que, acredito eu, irá reverter com rapidez a rejeição da população pela dependência do combustível fóssil e a adoção de formas mais limpas e renováveis de energia, e eu tenho orgulho de fazer essa pequena contribuição sendo um dos proprietários desses veículos. Eu dirijo um Telsa por mais de quatro anos e ainda sinto o mesmo prazer toda vez que estou no volante. Nós acabados de comprar o Model X e as portas traseiras que abrem para cima são tão práticas para o nosso filho de dois anos e meio. E o melhor de tudo, eu nunca preciso abastecer em um posto de gasolina! É uma evolução! É um carro revolucionário com um design maravilhoso e uma performance alucinante e, honestamente, mesmo se eu ganhar na loteria amanhã de manha, eu não acho que iria querer dirigir outro carro.”

“Simple Plan” completa 10 anos de lançamento

Há 10 anos atrás o Simple Plan disponibilizou nas lojas o seu terceiro disco de estúdio – e também um dos trabalhos mais controversos que até hoje divide opinião entre os fãs da banda.

O álbum, que trouxe como primeiro single a música “When I’m Gone”, se destoa da discografia do Simple Plan por trazer elementos do hip hop e eletrônico ao tradicional pop punk dos discos anteriores. Além disso suas letras trouxeram temas mais profundos como na música “Save You”, onde Pierre canta sobre sua vontade de ajudar o seu irmão a vencer uma batalha contra o câncer.

Outra polêmica que ocorreu na época de lançamento do disco auto intitulado foi quanto a decisão da foto da capa do álbum. A banda havia publicado uma imagem que trazia os cinco integrantes em uma cidade em chamas – fazendo referência aos pôsteres de filmes e séries como “Heroes”. Entretanto, após as reclamações da maioria dos fãs, uma enquete foi disponibilizada fazendo com que a capa que conhecemos hoje se tornasse a oficial.

Apesar de todos os pontos citados, o álbum não deixou de ser um grande sucesso. Entre seus singles, “Your Love Is A Lie” levou a banda de volta aos charts da Billboard nos Estados Unidos. Eles também foram responsáveis pelo primeiro certificado de vendas digitais na história do Brasil, atingindo a marca de 150.000 cópias vendidas apenas nesse formato.

Confira essas e outras curiosidades sobre “Simple Plan” em nossa página especial do álbum, que também traz uma Galeria completa com os scans das principais versões do álbum e seus respectivos singles ao redor do mundo.

Pierre fala sobre ser pai, América do Sul e próximo álbum do SP

Em uma nova entrevista para o site 13th Floor da Nova Zelândia, o vocalista do Simple Plan, Pierre Bouvier, falou sobre a dificuldade de incorporar a persona rock star nos palcos agora que ele é pai de duas filhas e vive uma vida tranquila em sua casa com sua família.

Na entrevista ele também relata os próximos passos do Simple Plan, assim como a possibilidade de passar pela América do Sul durante os próximos meses, e como a banda concluiu que devem manter o estilo pop-punk em seus próximos trabalhos.

Confira a tradução completa da entrevista abaixo e clique aqui para escutar o áudio no site da publicação:

De acordo com os meus cálculos, eu acho que vocês pararam de fazer shows no começo de Dezembro do ano passado – por volta do dia 8 de Dezembro, ou algo assim, em Niagara Falls. Então eu me pergunto que tipo de coisa você tem feito de lá até agora; alguma coisa legal?
Tenho passado um tempo com a minha família. Eu tenho duas filhas, e no ano passado foi um um ano cheio de shows – eu acabei ficando um pouco ausente, então, depois de Dezembro, nós fizemos um último show – que foi um show de caridade – no dia 10 de Dezembro, então nós voltamos para casa, e basicamente eu entrei no modo de festas de fim de ano; então, comprei os presentes, montei a árvore de Natal, coloquei os pisca-piscas, me preparei para receber meus familiares – meus pais vieram nos visitar no dia 23 e ficaram por uns dez dias – então recebi um amigo, de Vancouver, que veio me visitar, meus sogros estiveram por aqui. Passamos o Natal e Ano Novo juntos – na verdade no Ano Novo nós fizemos um show, novamente no Niagara Falls para a festa de fim de ano – então nós voltamos para cá e ficamos mais um pouco com minhas filhas – eu acampei um pouco – e basicamente fiquei vendo o tempo voar. Parece que faz uma semana que eu estava em turnê, mas já faz um mês. Quando você tem duas crianças em casa acaba passando muito rápido, e você tenta aproveitar ao máximo com elas.

Você considera ser difícil fazer a mudança de ser o ‘astro do rock and roll’ para o ‘Dono de Casa’, lidando com árvores de Natal e tudo mais? O seu corpo entra em colapso o acontece naturalmente?
Eu acho que com o tempo eu vou achando cada vez mais difícil entrar no modo ‘rock star’. A fase ‘dono de casa’ vem naturalmente. Eu gosto de ficar em casa com elas, levar elas para a escola, para o parque, para acampar, brincar, agir como criança e só me divertir – é bem fácil pra mim – mas quando eu faço isso por um tempo – se fico em casa por alguns dias, e se ás vezes passo alguns meses em casa – voltar para o ‘ego rock star’ ás vezes é um pouco difícil, especialmente se acontece em um show grande – eu lembro que no ano passado eu tive três ou quatro semanas de folga, então o primeiro show que fizemos foi no Brasil, em São Paulo, que é um dos lugares que somos mais famosos, e fizemos um show para 5.000 pessoas, totalmente esgotado, e eles estavam loucos por nós – pouco antes de eu subir no palco, eu pensei “Cara! Eu não sou assim. Eu faço café da manhã para minhas crianças. Eu não sei se consigo subir no palco e ser esse cara legal,” mas, claro que depois de algumas músicas, tudo acaba voltando, é como andar de bicicleta. É um contraste interessante, viver duas personalidade; é bem interessante.

Sim, é o tipo de coisa que você não pensa muito ou não se prepara quando você está com 18 anos e está começando uma banda. Você não pensa que 20 anos depois você vai se preocupar “Como eu faço isso e ao mesmo tempo continuo sendo uma pessoa normal?” Talvez devêssemos ser treinados para isso durante o percurso.
Sim, talvez! Eu acho que, naquele tempo, nós nem nos projetávamos para mais cinco anos. Definitivamente, vinte anos depois, que dizer, eu estou nessa banda com o Chuck… desde 1999 – então quase vinte anos – e antes disso, nós tivemos uma banda em 1994; então, nós estamos tocando juntos por 25 anos. Definitivamente eu não conseguiria me projetar nessa situação; e agora que eu moro em um país diferente, em outra Costa, e eu tenho minha esposa e filhas, e uma vida totalmente diferente do que eu imaginaria. Tem sido divertido, e eu mal posso esperar para onde isso irá me levar.

Quando vocês vierem para cá ainda estarão com a turnê de 15 anos ou será uma nova?
Nós vamos continuar com ela. O que aconteceu é que começamos os planos como uma turnê de Natal. Deveria ser só na América, pois particularmente o nosso primeiro disco foi bem sucedido na América, e… Acabou se tornando um clássico, e realmente foi um disco importante para nós na América; então, nós queríamos arriscar, “Ei, vamos fazer tipo umas duas ou três semanas de shows nos lugares mais importantes da América, sabe, tentar isso; ver como acontece,” e a resposta foi tão boa, que acabamos expandindo a turnê, e acabou se tornando seis ou sete semanas de shows na América, e praticamente todos os shows foram esgotados – a turnê foi muito bem – e então começamos a receber cartas de fãs do mundo inteiro – obviamente, quando eu digo que recebemos ‘cartas dos fãs’ eu digo pela internet; ninguém mais manda cartas – vindas da América do Sul, ou Austrália, ou Nova Zelândia, ou México, ou de toda a Europa, todos os nossos fãs ficaram falando, “Ei, nós queremos a turnê de 15 anos! Tragam ela para a Argentina. Tragam para o Reino Unido. Tragam para a França,” então, fomos para a Europa, e foi muito bem também; então de lá, nós continuamos adicionando shows.

Nós fizemos mais uma etapa na América. Nós fizemos uma segunda parte na Europa. Nós fomos até o México, que foi ótimo. Nós fomos para o Canadá. então percebemos, “quer saber? Todos querem essa turnê; nós vamos para todos os lugares.” Agora, infelizmente quando chegarmos na Austrália e Nova Zelândia, já vão ser dezesseis anos desde que o disco foi lançado, mas ainda vamos chamar a turnê de 15 anos, e vamos completar o ciclo de shows na Austrália e Nova Zelândia, e, acho que talvez iremos para a América do Sul depois disso, e então vamos finalizar e voltar para a rotina do Simple Plan.

O que significa voltar para a rotina do Simple Plan? Vocês já tem algumas músicas preparadas? Bom, estamos no começo do ano; então vocês já tem algo planejado para esse ano?
Sim. Nós vamos começar a escrever para o próximo disco. Nosso último disco foi lançado em 2016, e obviamente a turnê de 15 anos atrasou o processo criativo de um material novo, mas eu acho que nas próximas semanas, nós vamos nos reunir e começar a escrever e, esperamos que até o final de 2018 nós tenhamos material o suficiente para entrarmos em estúdio e lançarmos um disco novo.

Você olha para o processo e… musicalmente falando, o que vocês vão fazer, ou só vão ‘se reunir e ver o que acontece’? O quanto isso é planejado previamente pra vocês?
Lá pelo terceiro disco, nós realmente entramos nessa ideia de que, “Nós precisamos evoluir! Nós precisamos levar o Simple Plan para um outro nível que nunca esteve,” etc; e nós tentamos, e fizemos, e acabou sendo um pouco estranho. Eu acho que o nosso terceiro disco é um disco que muitos de nossos fãs gostam, mas eu acho que foi um pouco experimental demais, e saiu um pouco da linha do que as pessoas esperavam e queriam do Simple Plan.

Eu acho que a lição que aprendemos com isso é que somos totalmente de acordo com experimetos e integridade artística, mas em um certo ponto, percebemos que as pessoas que são fãs do Simple Plan, querem ouvir o Simple Plan; assim como se eu ouvir um álbum novo do Green Day, eu quero que pareça com que eu espero que seja o som do Green Day mas em um material novo. Eu não quero que eles façam um disco country, ou um disco de metal, pois isso seria estranho. Eu não quero que eles comecem a colocar vários elementos que eles nunca usaram. Você pode fazer isso em algumas músicas, mas você precisa se manter , assim como quando o novo disco do Tom Petty saiu, ainda soava como seu material antigo, e eu fiquei tipo “Oh, isso é legal! Parece as músicas das antigas;” então chegamos a conclusão de que, eu acho que, como uma banda, é normal dizer “Nós não vamos re-escrever as mesmas músicas, mas vamos manter o pop-punk.”

Nós gostamos disso. Eu ainda amo esse estilo de música. Nossos fãs amam. Não precisamos exigir demais de nós mesmos, pois as pessoas não querem ouvir um Simple Plan country. eles querem ouvir o Simple Plan. Por um tempo era difícil ter essa mentalidade, mas agora eu apóio isso, e eu acho que isso me da a direção pela qual eu quero seguir, pois eu sei do que as pessoas gostam em nós, eu sei o que eu gosto, e eu sei o que é bom; e isso nos traz foco. Se tivessemos que refazer o Simple Plan seria muito difícil, pois para onde iríamos? Minha voz tem um jeito de soar, e acaba não caindo bem em alguns estilos. Para onde iríamos? Então, nós chegamos me um acordo em relação a isso, e eu realmente gosto disso, e eu acho que é engraçado dizer, “Quer saber? Nós vamos continuar no pop-punk.”

Não importa se as rádios acham que é um gênero que está morto, ou se as pessoas acham isso ou aquilo. Se você escreve uma música boa, e é pop-punk, elas irão gostar; pois o pop-punk não significa muita coisa: apenas que tem uma pegada pop, mas que traz a energia e velocidade do punk, e e acaba querendo fazer você pular ou dirigir em alta velocidade; e isso é algo que nunca irá morrer. Então, eu amo poder tomar essa direção e poder dizer, “vamos nos focar em escrever músicas boas”, e nós produzimos ela da forma que o Simple Plan deveria e faria, esse é o nosso objetivo.

Com relação ao pop-punk: você acha que os fãs continuam seguindo vocês, ou mais fãs novos estão vindo?
Eu acho que é um pouco dos dois. É bem interessante. Se você for em um show nosso você vai ver pessoas que estão com 30, 35 anos – ou até mais velhos- e então você vai ver pessoas que não tem nem 20 – quando o nosso primeiro disco saiu eles eram bebês… Alguns deles mesmo sendo fãs agora, dizem que seus pais que apresentaram o Simple Plan para eles; então é bem interessante. Eu diria que a maioria está entre os 20, 25 anos, e aí varia para 10 anos a menos até 40, 45 anos. Nós perdemos alguns e ganhamos outros. Alguns acabam mudando de gosto. Alguns acabaram descobrindo recentemente. O que é legal hoje em dia, é como você acaba descobrindo as músicas, você não precisa depender de rádio… e eles não dependem. Agora você tem o Spotify, Apple Music, todos esses serviços de streaming; você pode ouvir milhares de músicas com a sua assinatura mensal. As pessoas descobrem coisas novas o tempo todo, e nós não dependemos mais das rádios, ou até mesmo de gravadoras para nos divulgar. As pessoas por si só darão um retorno, e se você lançar algo, irá crescer, e as pessoas falarão nisso. Eles irão comentar com seus amigos, e eles acabarão descobrindo, e eles levarão isso para outros lugares; então é algo bastante inspirador.

Você tem alguma opinião sobre os serviços de streaming? Eu sei que muitas pessoas estão divididas, pois divulga as músicas e te expõe para mais pessoas, mas a quantidade que você recebe financeiramente é irrisória. Vocês já falaram e pensaram sobre isso?
É interessante, pois definitivamente o dinheiro e o budget que tínhamos quando começamos – e a forma que a gravadora investia para vídeos e turnês – era bem diferente do que é hoje; mas novamente, você tem artistas grandes que conseguem se conectar, que acabam ficando ainda maiores. Graças a isso as pessoas estão ficando cada vez mais com gostos parecidos. Elas estão ficando globalizadas com o fato de todas elas poderem alcançar a mesma música. Eu acho que existem alguns pontos positivos e negativos, definitivamente no lado financeiro está bem mais difícil hoje em dia para uma banda ou um artista com uma carreira mediana de existir e ser financeiramente estável. Agora para os grandões como Taylor Swifts e Coldplays, que conseguem milhões de streams, todos farão de tudo por você; agora se você for pequeno, esqueça: você não vai ganhar nada. Eu acho que existe um lado ruim, mas é bom saber que criar um disco – criar música – se tornou algo bem mais acessível. Eu posso fazer um disco no meu quintal – há 15 anos atrás eu não poderia fazer isso; agora eu posso fazer isso com o meu notebook. Qualquer um com algumas ideias legais pode criar algo. Existem pontos positivos e negativos, mas definitivamente é um negócio diferente do que era há 15 anos atrás.

Acredito que de certa forma é meio neutro.
Exatamente. De certa forma é uma pena, mas o lado bom é que com o tempo, quando todo mundo usar streams… e a escala desses números crescerem, os números que pareciam ser negligenciados também irá crescer, e se tornará algo valioso assim que todos estiverem usando…

Muito obrigado pelo seu tempo. Estou ansioso para ver vocês aqui. Boa sorte com tudo até lá.
Faz um bom tempo que não vamos para a Nova Zelândia. Nós estamos ansiosos e obrigado pelo seu tempo. Nos veremos em alguns meses.

Vote no Simple Plan para o 2018 Music Express Awards

O Simple Plan está concorrendo em duas categorias da edição desse ano do Music Express Awards, a premiação musical da revista canadense, The Music Express. A banda foi indicada como Melhor Banda Canadense contra Arcade Fire, Nickeblack, Hedley e Big Wreck, e como Melhor Show Ao Vivo contra Shawn Mendes, Hedley, Nickelback e Arcade Fire.

Infelizmente em ambas as categorias o Simple Plan está na última colocação, entretanto, a votação é aberta para o público e você pode votar quantas vezes você quiser, portanto, nós podemos reverter esse cenário e dar mais esses dois prêmios para os caras. Clique aqui e acesse a página com todas as categorias disponíveis.

As votações se encerrarão amanhã, portanto, não perca tempo e já comece a maratona de votos. Os vencedores serão anunciados no dia 08 de Fevereiro.

Pierre Bouvier fala sobre processo de composição do sexto disco do SP

Em uma nova entrevista ao site australiano Hysteria, o vocalista do Simple Plan explica como está o processo de composição para o sexto disco da banda, o motivo de não conseguirem lançar um álbum surpresa como a cantora Beyoncé, e a importância em realizar a turnê de 15 anos do “No Pads”.

Confira a matéria completa abaixo:

Depois de dois anos em turnê, em 2016 divulgando o disco “Taking One for the Team” e uns turnê de 15 anos desde o lançamento do seu disco de estréia, “No Pads, No Helmets… Just Balls”, o Simple Plan está desfrutando de um momento de descanso – ao menos é assim que o vocalista Pierre Bouvier descreve, mas parece que eles não estão relaxando de jeito nenhum.

“Na verdade nós temos alguns meses para descansar, o que é muito bom,” diz Bouvier. “Nós estamos passando um tempo com as nossas famílias, um pouco de descanso, compondo aos poucos. Então depois nós iremos até vocês em Abril, então é isso que temos planejado até então.”

Passar um tempo com a família é uma coisa, mas compor enquanto isso? Não parece como um verdadeiro descanso. “Nós ainda não ativamos o modo completo do tempo de composições,” diz Bouvier. “Mas eu acho que obviamente todos estamos pensando nisso, pois já fazem pôs anos que não lançamos um disco novo. Estamos indo aos poucos. Na verdade, estamos bem devagar, mas isso acontece pois nós tiramos um tempo para compor, e nós queremos que todos os álbuns sejam incríveis.”

“Eu acho que todos queremos que o próximo seja lançado logo, mas ainda precisamos descansar um pouco e começar a juntar as ideias antes de começar.”

Para o Simple Plan, tempos entre os lançamentos dos discos e as turnês exaustivas estão totalmente ligados à como eles fazem tudo aos poucos – existe o momento de reunir as ideias, o momento frustrante, o momento de dar um tempo para si mesmo. Bouvier explica que, atualmente, é o momento divertido.

“Agora é a hora que qualquer coisa pode acontecer. Você pode começar a tentar algumas coisas, sabe? Reunir as músicas. Na verdade, bem no começo, tudo faz sentido. De vez em quando é meio que como, ‘Bom, essa é boa’, sabe? Ainda não estamos nessa etapa. Ainda é muito cedo.”

“Eu acho que não chega a ser frustrante, mas cansativo, e quando vai chegando no final nós nos perguntamos, ‘já temos um álbum? Ele é bom o suficiente? Já podemos entrar em estúdio?’ E então olhamos para a nossa agenda e ficamos tipo, ‘Caramba, seria legal se conseguíssemos lançar em três ou quatro meses. Será que conseguimos?’ É aí que fica cansativo.”

O Simple Plan poderia meio que fazer como a Beyoncé e lançar um disco em alguns meses. Eles poderiam, mas não irão. Eles são bem metódicos em alguns pontos que andam junto com o fato de estarem em uma banda por tanto tempo, entre eles o fato de sempre estarem conectados com seus fãs. A dedicação do Simple Plan com as mídias sociais é tanta que eles não conseguiriam lançar um álbum do nada. “Isso é uma coisa que não sabemos sobre a Beyoncé,” explica Bouvier.

“O lance desses álbuns relacionado ao fato de sermos tão presentes nas mídias sociais que não poderíamos fingir que não estamos trabalhando em um disco por seis meses, eu não acho que conseguiríamos fazer isso, sabe? É assim que ela surpreende as pessoas, entende? Ela divulga uma foto dela em um evento, uma foto aleatória, mas ao mesmo tempo, ela passa dias em estúdio, escrevendo e gravando coisas, e ela nunca conta isso para ninguém. Isso é algo que ela pode fazer. Eu não entendo como ela consegue fazer isso.”

“Nós sempre estamos nas mídias sociais. Sempre estamos juntos. Quando chegasse a hora de gravarmos um disco ou fazer algo e ficássemos em silêncio por uns meses, as pessoas começariam a se preocupar.”

Se o Simple Plan desaparecesse, é aí que os fãs deveriam começar a se preocupar. Especialmente depois de eles terem tido uma trajetória épica com sua turnê de 15 anos do “No Pads, No Helmets… Just Balls”. “Nosso ano foi incrível, tivemos momentos lindos, shows ótimos, nos divertimos muito,” diz Bouvier. “Não sei explicar como é tocar um disco completo, mas tem sido bom. Nós estamos nos divertindo. Os fãs estão adorando. As pessoas acabam indo aos shows várias vezes. Isso nos leva de volta ao tempo, sabe?”

“Eu acho que isso acaba trazendo o tempo de volta para todos. Muitos dos nossos fãs agora tem 30 ou 27 anos. Talvez naquele tempo, aos 7, 8 ou 12 anos eles não pudessem ir aos shows do No Pads. Naquele tempo, quando eles finalmente conseguíamos nos ver, já em 2010 ou 2011 eles falavam, ‘Cara, eu queria ter tido a chance de ouvir as músicas antigas.’ Agora eles voltam e posso dizer que todos estão amando. Tem sido muito divertido, e estou muito feliz de podermos ir até a Austrália com esse show. Esse álbum é especial tanto para os fãs quanto para nós.”