Simple Plan faz cover de “Basket Case”, do Green Day, no 24h Tremblant

O Simple Plan se apresentou novamente no evento 24h Tremblant  na região do Mont-Tremblant, em Quebéc, Canadá.  O evento de caridade é focado em levantar fundos para ajudar três grandes fundações direcionada para ajudar crianças. Além da apresentação, a banda tirou um tempo para dar uma volta e participar de algumas atividades no loca, como guerra de bola de neve e jogar hockey. De acordo com o Instagram da banda e de acordo com dados do site da 24h Tremblant, o evento arrecadou em torno de 3 milhões de dólares. Você pode ver a banda se divertindo na neve no vídeo abaixo, cortesia da Aubrey, no Instagram:

Não só isso, mas, durante o show, a banda fez um cover de um dos maiores hits do Green Day, Basket Case, que você pode conferir também graças a Aubrey:

Você pode ver fotos da banda no evento tiradas por Chady Awad em nossa galeria.

Em post no Instagram, Simple Plan fala em novos shows e em novo álbum

O Simple Plan postou uma nova foto em sua conta oficial no Instagram, acompanhada de uma mensagem em retrospectiva ao que ocorreu durante este ano. No corpo do texto, a banda menciona que pretendem trabalhar no novo álbum – o sexto da carreira – e, novamente, promete um anúncio de novas datas de shows. Como postamos anteriormente, é muito provável que um anúncio nas próximas semanas inclua o Brasil. Confira abaixo a mensagem da banda traduzida:

Hoje, em Niagara Falls, acontecerá o último show do No Pads em 2017 nos Estados Unidos. Foi uma aventura incrível e nós somos muito gratos a todos que vieram nos ver ao longo do ano. Nós queríamos celebrar o 15º aniversário do álbum que mudou nossas vidas ao tocar esses shows especiais e esperávamos que alguns de vocês quisessem se juntar a nós e cantar junto. Não esperávamos que fosse se transformar em um ano inteiro de shows ao redor do mundo, três turnês nos Estados Unidos e em um transbordar de amor e apoio a música que criamos há tanto tempo. Tem sido em ano incrivelmente recompensador e lindo tocar em shows absolutamente mágicos e encontrar fãs tão apaixonados. Vocês nos fizeram nos dar conta novamente de quão sortudos somos por seremos capazes de fazer o que amamos mais que tudo na vida. Realmente foi algo que tocou nossos corações e impactou a todos nós ver o nível de dedicação, amor e lealdade que os fãs têm por esta banda. Nós escutamos tantas histórias de como nossa música os ajudou a lidar com momentos difíceis da vida, nós vimos centenas de letras de música e logos tatuadas e nos demos conta de quantas amizades e relações que ainda persistem até hoje devido à banda que nós começamos no porão das casas de nossos pais em Montreal…
Está sendo uma das melhores experiências de nossas carreias até agora. Mais uma vez, muito obrigada por tudo.
– Pierre, Chuck, Sebastien, Jeff e David –
PS: Há ainda alguns lugares que nós não visitamos com essa turnê e nós sabemos que têm esperado por nós… Nas próximas semanas, nós iremos anunciar as partes finais da turnê do No Pads. Mal podemos esperar para vê-los nos shows em 2018 e para começarmos a trabalhar no novo álbum.

Simple Plan toca “My Christmas List” em passagem de som

No dia 6/12, o Simple Plan se apresentou na cidade de Silver Spring, no estado de Maryland, nos Estados Unidos. Na ocasião, a banda aproveitou a aproximação das festas de fim de ano para apresentar, durante a passagem de som, a música “My Christmas List”.  Graças aos nossos amigos do Simple Plan CZ, temos um compilado de imagens dos stories da banda no Instagram durante a apresentação, que vocês podem conferir abaixo:

O setlist da performance da banda, que você pode conferir abaixo, contou com vinte músicas:

I’d Do Anything
The Worst Day Ever
You Don’t Mean Anything
I’m Just A Kid
When I’m With You
Meet You There
Addicted
My Alien
God Must Hate Me
I Won’t Be There
One Day
Grow Up
Perfect

Encore:
Shut Up!
Jump
Boom
Your Love Is A Lie
Summer Paradise
Crazy
Welcome To My Life

Simple Plan no Brasil em 2018: o que sabemos até agora

Esta semana completa um ano desde a última visita do Simple Plan no Brasil. Ano passado, a banda percorreu diversas cidades brasileiras como parte da turnê do quinto e último álbum da banda, Taking One For The Team. Este ano, mais uma vez, os fãs brasileiros foram agraciados com uma nova perspectiva de turnê, entretanto, dessa vez, a banda voltaria à solo tupiniquim para a turnê comemorativa de 15 anos de lançamento do primeiro álbum, No Pads, No Helmets… Just Balls, que já percorreu boa parte do mundo. Deste modo, nossa equipe preparou um post conciso que tenta agregar o maior número de informações concretas que temos até agora, para colocarmos as coisas de modo claro.

A primeira informação concreta a respeito da possibilidade de retorno do Simple Plan no Brasil em 2018 veio do Instagram oficial da banda, em novembro. Em resposta a um comentário de fã, a banda comentou que “em breve teremos boas notícias para vocês. Por favor, sejam pacientes”. No dia seguinte, questionado, José Norberto Flesch, empresário que é reconhecido por trazer e confirmar a presença de bandas por aqui, confirmou, pelo tweet abaixo, que a banda estava, na época, concretamente tentando negociar sua vinda.

Algumas semanas depois, a banda complementou a informação, declarando que estão trabalhando em uma turnê brasileira, prevista para início de 2018.

Em uma recente entrevista para o site Niagara This Week, Sebastien Lefebvre, guitarrista, confirmou categoricamente que a banda irá retornar à América do Sul.

Créditos: Simple Plan CZ

Simple Plan na trilha do livro “Vai Sonhando”

A autora Cínthia Zagatto está lançando o seu segundo livro. Intitulado de “Vai Sonhando”, a história, que se passa na época do MSN e MySpace e conta a história de Shaun e Double, integrantes da banda Virgin Boys, que dividem o sonho de se tornarem músicos famosos. A história então toma duas direções quando um deles passa por um momento de aceitação ao se apaixonar pelo melhor amigo, e o outro desconfia que está em um relacionamento abusivo.

A trilha sonora da obra não poderia ser melhor. Ela reúne grandes nomes da música conhecidos por muitos de nós como Good Charlotte, Paramore, Plain White T’s, Avenged Sevenfold, Yellowcard e, é claro, o Simple Plan.

O livro está em pré-venda na internet e será disponibilizado em e-book na Amazon. Mas se você é de São Paulo e estará no show da banda cover do SP, Heartbreakers, que acontece hoje no Espaço Som, você poderá participar da pré-venda que ainda te dará a chance de concorrer a palhetas do Simple Plan!

Confira abaixo a sinopse completa do livro:

É 2005 e os Virgin Boys ainda vão completar um ano de existência quando caem nas graças de uma gravadora. Este é o sonho de Double desde que compôs sua primeira música ainda na infância, mas as condições de contrato talvez não sejam as melhores para ele. De turnê marcada, este também pode ser um mau momento para que Shaun precise dormir ao lado de Peter.

Jogados na estrada, agora eles têm algumas semanas para aprender a dançar conforme a música – de preferência, o pop-rock que vem dominando as rádios e seus aparelhos de mp3.

“No Pads Tour” volta com show quente em Berlin

A noite de ontem foi marcada pelo retorno do Simple Plan aos palcos com a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, que iniciou a sua etapa pela Europa em Berlin, na Alemanha com um dos shows mais quentes que a banda já fez!

O show ocorreu sem a presença de David Desrosiers no baixo, sendo substituído novamente por Chady Awad (assim como ocorreu nas apresentações da banda na América do Sul), e seguiu os moldes das apresentações que aconteceram nos Estados Unidos no início desse ano, mas com certeza os caras foram recebidos com muita animação pela platéia, já que eles afirmaram diversas vezes que fazia muito tempo que não suavam tanto em uma apresentação.

Confira abaixo a setlist completa e, em seguida clique nas miniaturas para acessar a nossa Galeria com as primeiras fotos profissionais.

1. I’d Do Anything
2. The Worst Day Ever
3. You Don’t Mean Anything
4. I’m Just A Kid
5. When I’m With You
6. Meet You There
7. Addicted
8. My Alien
9. God Must Hate Me
10. I Won’t be There
11. One Day
12. Grow Up
13. Perfect

Encore
14. Shut Up!
15. Jump
16. Boom!
17. Your Love Is A Lie
18. Summer Paradise
19. Crazy
20. Welcome to My Life

David enfrenta depressão e cancela participação na NPNHJB Tour

Na tarde de hoje o baixista do Simple Plan, David Desrosiers publicou uma mensagem em sua conta oficial no Instagram dizendo que não estará com a banda na próxima etapa da “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15h Anniversary Tour”. Desrosiers finalmente esclareceu o que realmente está acontecendo com ele, contando aos fãs que está enfrentando uma depressão profunda que o impede de sentir disposição de subir aos palcos.

Leia abaixo o depoimento na íntegra de David e, em seguida, a mensagem publicada por Jeff, Pierre, Chuck e Seb:

“Olá pessoal. É com muita tristeza que eu devo anunciar que eu não poderei me juntar aos caras na próxima turnê pela Europa. Eu estou lutando contra a depressão constantemente por um bom tempo mas chegou a hora de explicar o motivo de eu não conseguir estar com meus amigos de banda tocando para vocês. Nesse momento, eu estou lutando contra uma depressão profunda que me impede de aproveitar a vida e fazer coisas que eu gosto como tocar músicas. Muitas de nossas músicas, e o nosso trabalho com a Simple Plan Foundationm falam sobre a esperança que deve ser mantida em momentos difíceis. Eu realmente acredito nessa mensagem e garanto para vocês que eu voltarei em breve!” – David Desrosiers

“Sentimos muito em dizer que o David não estará conosco na turnê pela Europa. Assim como ele disse em sua mensagem, o David está passando por momentos de depressão por um bom tempo e essa situação ás vezes dificulta para que ele possa lidar com os compromissos de estar em uma banda, em turnê e fazendo shows noite após noite. Para respeitar sua vontade, sempre mantivemos essa informação em segredo. Hoje, ele achou que era importante dividir isso com todos vocês pela primeira vez e nós respeitamos completamente sua decisão.

David é o nosso amigo antes de tudo e a nossa maior prioridade agora é que ele esteja saudável e se sentindo bem. Depois de conversarmos com ele nessa semana, nós decidimos juntos que era melhor que ele ficasse em casa e focasse em sua recuperação. Nós sabemos que alguns de vocês ficarão desapontados ao ouvir isso e nós sentimos muito.

A depressão é uma doença séria que pode afetar qualquer um e tendo o David lidando com isso fez com que esse assunto se aproximasse de nós e nos inspirasse a ajudar organizações com a Simple Plan Foundation que focam na saúde mental. Nós esperamos que ao falarmos disso abertamente possa ajudar alguns de vocês a lidar com problemas parecidos.

Realmente parte o nosso coração ver o nosso amigo e companheiro de banda passando por esses problemas difíceis, mas sabemos que ele vai superar isso e voltar aos palcos conosco em breve. Nós mal podemos esperar para recebê-lo de volta!

Enquanto isso, com o apoio de David, todas as datas da Europa acontecerão conforme planejado. Nós estamos ansiosos para os shows e para ver os nossos fãs da Europa!” – Pierre, Chuck, Jeff e Sebastien

Falando em nome da equipe do SPBrazil, nós gostaríamos de reforçar o quanto o estado emocional de David é importante nesse momento. Com essa notícia fica mais claro o motivo de a banda ter vindo ao Brasil sem a presença do baixista em Dezembro do ano passado. Esperamos que os fãs sejam compreensíveis e enviem apenas mensagens positivas para Desrosiers. Não vamos esquecer o quanto sua voz alegrou todos os nossos dias difíceis, e não vamos deixá-lo esquecer o quanto amamos e nos importamos com o bem estar dele.

Simple Plan anuncia shows da NPNHJB Tour no Japão

No início dessa semana o Simple Plan anunciou novas datas para a “No Pads, No Helmets… Just Balls: 15th Anniversary Tour”, que agora ganhou uma etapa na Ásia, que conta com três apresentações agendadas para o mês de Outubro.

A banda se apresentará em Nagoya, no Damond Hall, Tokyo no Zepp Tokyo e Osaksa, no Zepp Osaka Bayside. As vendas dos ingressos terão início no próximo mês, no dia 24 de Junho, e os fãs que fazem parte do SPCrew poderão comprar os ingressos a partir do dia 01 de Junho. Confira o anúncio abaixo:

Simple Plan relembra os anos difíceis do lançamento do “No Pads”

A revista Alternative Press publicou em seu site um ótimo artigo com os membros do Simple Plan sobre os anos que antecederam o sucesso da banda ao redor do mundo com as gravações e lançamento do disco “No Pads, No Helmets… Just Balls”, que acaba de completar 15 anos de lançamento e ganhou uma turnê em comemoração que está acontecendo em alguns países do mundo.

Além de Pierre Bouvier, Chuck Comeau, Jeff Stinco e David Desrosiers, o produtor do álbum, Arnold Lanni, o empresário da banda, Eric Lawrence e o diretor de artistas da Lava Records, Andy Karp, comentam como foram os conflitos iniciais da banda com Arnold durante o processo de gravação do “No Pads”, e de como foi desafiador lançar o Simple Plan como uma banda pop-punk em uma época em que eles eram vistos pelo público como um grupo vendido para a indústria da música.

Confira abaixo o artigo completo traduzido e as declarações que trazem curiosidades muito interessantes sobre os bastidores do que acontecia com o Simple Plan há 15 anos atrás. As fotos do artigo abaixo foram feitas nos bastidores do show da banda em Cleveland por Bryce Hall:

Quinze anos depois que o “No Pads, No Helmets… Just Balls” lançou o Simple Plan do mundo obscuro do pop-punk canadense para o mainstream de sucesso, a banda está passando a maior parte de 2017 na estrada, revisitando o álbum tocando ele na íntegra em cada show.

Antes de ir até a Europa nesse mês e voltar aos Estados Unidos para continuar com a turnê em Agosto, a banda e alguns membros de seu círculo social conversaram com a Alternative Press para relembrar o processo tumultuado que fez com que o “No Pads” tomasse forma. Assim como o guitarrista Jeff Stinco diz, “Existe uma certa tendência em resumir a história e relembrar o que aconteceu de uma forma vitoriosa, e parecer que foi uma coisa unificada. Mas eu acho que é importante lembrar que éramos cinco caras, que viviam situações completamente diferentes entrando em estúdio.” Depois de uma pausa ele completa, “Nós tínhamos que sobreviver.”

Vivendo os piores dias de todos

Jeff Stinco: “O processo por si só foi demorado, o Arnold nos desafiou bastante. Esse disco poderia ter levado, no máximo, dois meses para ser feito; mas levou um ano. Nós estávamos vivendo em quartos tipo de quartéis, dormindo em um quarto sem janelas e com beliches. Nós cozinhávamos para nós mesmos, o que é normal, mas ninguém sabia como cozinhar, então era horrível. Foi um processo cansativo. O Arnold tinha essa visão que era tipo, “Vocês gravam por conta própria, então eu volto, critico e edito,” e foi exatamente dessa forma que ele fazia. Ele nos deixava por dias no estúdio; Eu gravava o disco inteiro, ele voltava e ficava tipo, “É, você poderia ter feito algo melhor do que isso,” e descartava tudo que eu tinha feito. Era frustrante.”

Arnold Lanni: “Pode ser que parecia desse jeito, mas quando eu era músico, eu nunca quis pessoas me julgando. Eu iria querer que o produtor dissesse, “Aqui está a música. Isso aqui é o que eu gostaria que você fizesse. Quanto tempo você precisa? Uma hora e meia? Eu vou voltar em uma hora e meia pois dessa forma não vou estar te julgando enquanto você grava.” Era só uma forma de fazer com que eles alcançassem o que eles queriam alcançar. Se você está mirando em um alvo e você não atinge, eu preciso pelo menos avisar. Em algumas ocasiões, eu iria dizer, “É isso que eu quero que vocês façam. Eu vou esperar na sala ao lado, ou eu volto em três horas depois de vocês terem a chance de trabalhar nisso.” Se não saísse da forma que conversamos antes juntos, eu voltaria e diria, “É, isso é inaceitável.” Nunca foi tratado como algo pessoal; só que ás vezes é difícil explicar para alguém mais novo o que eles não sabe. Como o Jeff é um músico talentoso, eu fazia com que ele fizesse coisas que saíam um pouco da sua zona de conforto – não de uma forma técnica, pois provavelmente não existe nada que o Jeff não possa tocar, pois ele é realmente bom – mas eu fazia coisas que fazia com que ele criasse uma certa tensão e atmosfera com a música. Não sei se, por ele ser tão jovem naquele tempo, entendia isso.”

Pierre Bouvier: “É claro que houveram momentos difíceis. Nós sentíamos que tínhamos uma grande oportunidade e não queríamos estragar pois se você acaba estragando tudo no primeiro disco, você está meio ferrado. Eu acho que o Arnold é um verdadeiro artista, e eu acho que ele estava mentalmente envolvido nessa coisa de “vamos fazer disso o melhor que pudermos”. Nós trabalhamos com Arnold por quase um ano e meio antes de nós termos um contrato assinado, então nós passamos muito tempo juntos e tivemos vários conflitos de opiniões. Ele veio de um mundo diferente do nosso, e ele queria nos empurrar para um universo diferente do que estávamos fazendo. Nós éramos os caras do pop-punk que queriam manter as coisas mais simples. Ele dizia que não havia dinâmica na banda. Nós todos éramos perfeccionistas. Algumas vezes, eu cantava os vocais da música inteira – os vocais principais, a segunda voz, tudo. Eu passava horas e horas e horas enquanto ele estava fora do estúdio fazendo alguma outra coisa. Então ele voltava ás 21h, 22h, escutava, e então falava tipo, “É, eu não sei, não tenho certeza de que está realmente bom; vamos fazer isso de novo amanhã.” e eu ficava tipo, “O que? Eu cantei com todo o meu coração o dia inteiro e não adiantou de nada!””

David Desrosiers: “Foi a minha primeira vez em um estúdio de verdade. Eu estava maravilhado e intimidado pelo processo. A visão do Arnold foi de que o vocalista estava cantando coisas estranhas e de que os guitarristas deveriam usar tipos de acordes diferentes, por outro lado nós só queríamos tocar com tudo.”

Pierre Bouvier: “O Arnold realmente queria que nós fossemos únicos e diferentes, e uma das formas que ele fazia isso era me incentivando a parecer – e aqui eu vou usar uma frase dele – “parecer mais choramingando.” Existiam alguns cantores nos anos 80 que para mim soavam mal, mas ele ficava tipo, “Se esforce no seu lado adolescente, deixe sua voz mais enjoativa,” e eu ficava tipo, “Mas eu não gosto disso!” Hoje em dia quando eu escuto o disco, eu acho que esse disco é o que a minha voz soa mais cansativa e isso realmente me incomoda. Eu acho difícil de escutar.”

David Desrosiers: “O Arnold usava essa analogia: “Agora eu sou o John McEnroe, e vocês não podem me pedir favores.” Nós sempre queríamos responder dizendo, “E se agora você fosse esse excelente jogador de tênis aposentado que está treinando esses jogadores novos?” (Risos). Eu acho que teria funcionado um pouco melhor.”

Arnold Lanni: “Eu concordo com eles de que foi duro. Eu acho que muito disso vem com o fato de que eles eram muito novos e ambiciosos. Eles sabiam quem eles queriam ser; eles estavam bem pessimistas e protetores sobre o que eles queriam fazer. O que todos nós concordamos é que queríamos a mesma coisa: Nós queríamos fazer um disco que tivéssemos orgulho e também queríamos fazer um disco que, com sorte, se destacaria com o tempo. Para fazer isso, o que eu tentei trazer a tona foi, como podemos nos destacar de todos os outros, e essa deve ter sido a coisa mais difícil para os caras entenderem sendo tão novos.”

Andy Karp: “Estávamos lidando com personalidades bem fortes. O Arnold lidera a situação, e ele fala sobre isso. Ele faz com que os vocalistas trabalhem realmente duro. Eu estive presente com uma certa regularidade durante as gravações e eu lembro de me sentir meio que um psicoterapeuta, ás vezes como um diplomata, mas isso faz parte do seu trabalho.”

Pierre Bouvier: “O Arnold estava nos pressionando de verdade ao ponto de ás vezes querermos falar tipo, “Cara, vá para o inferno. Eu acho que já está bom e não sei do que você está reclamando.” (Risos).”

Arnold Lanni: “Eu sempre soube, já que eles eram jovens tão legais e que eles estavam atrás das coisas certas, que não era um concurso de ofensas, era só sobre vencer por querer vencer. Eles só queriam fazer um disco ótimo, e nós só discordávamos um pouco sobre como chegar até nesse ponto. Eu brinco com eles hoje e digo que se voltássemos no tempo e tentássemos fazer o disco hoje, acredito que 90% das coisas que pensávamos serem desafiadoras provavelmente não seriam mais um problema hoje pelo fato de hoje sermos mais velhos. Eu lembro que depois que o disco foi finalizado, nós não conversamos. Nós não nos falamos por um tempo e não era nada pessoal; mas era só pelo fato de eles terem sido desafiados. Eu dou um salve de palmas para eles pois eles nunca desistiram, eles nunca desistiram mesmo. Eu sou bem conhecido por tentar tirar o melhor das pessoas, mas eu nunca pedi para eles fazerem algo que não poderiam fazer. Eu olho para tás, e já fazem 15 anos que esse disco se mantém por si só. Melodicamente é uma obra-prima. As músicas são incríveis e isso só acontece por haver muita resistência.”

Pierre Bouvier: “Não existe certo ou errado e eu acho que para caras tão novos que acabaram de ter um contrato assinado, eu acho que sabíamos do que precisávamos e que ele sabia do que nós precisávamos e essas coisas nem sempre eram as mesmas. No final das contas, eu acho que nosso disco foi ótimo. Nossa relação com o Arnold foi testada de diversas formas durante esse disco, e no tempo em que ele foi feito, eu diria que nós realmente precisávamos de um tempo um dos outros. Provavelmente algumas palavras ruins foram trocadas sobre o que achávamos um dos outros, mas o que é ótimo depois de todos esse tempo, é que nossa relação com o Arnold se tornou melhor e mais sólida e que percebemos todas as coisas boas que ele trouxe para o disco. Isso diz muito hoje, nós somos grandes amigos. Nós só precisamos de um tempo depois disso para tomar fôlego. Foi um período bem intenso.”

Só crianças, sabendo que não era justo

Depois de todo o tumulto, o “No Pads, No Helmets… Just Balls” finalmente foi lançado em 19 de Março de 2002. Inicialmente a banda queria que “Addicted” fosse o primeiro single, mas uma oportunidade de um filme surgiu e “I’m Just A Kid” foi quem abriu as portas do Simple Plan. Depois de ir um pouco mal das pernas, o disco finalmente deslanchou, vendendo eventualmente mais de 3 milhões de cópias no mundo inteiro. Imersos na geração da MTV, a banda começou a sentir o sopro do sucesso, com fãs os acusando de serem vendidos, além de outras coisas durante a Warped Tour. “Eu adiantei para eles que haveriam críticas,” explicou Andy Karp. “Eu também já imaginava que essa poderia ser a primeira banda pop-punk popular. Eles eram bonitos e podiam cantar bem com suas músicas. Mas é difícil para o público americano aceitar uma banda como eles como uma banda punk. Eu acho que foi um pouco injusto,” adiciona o representante deles. “Pois eles realmente tinham feito a parte deles e na época que eles se apresentaram na Warped Tour, eu acredito que muitas bandas respeitavam eles.”

Jeff Stinco: “Para nós, tocar na Warped Tour foi uma conquista por si só. Definitivamente foi uma turnê difícil, mas importante. Você sai de dois anos de shows de merda, sem muito sucesso, e então você está na Warped Tour. O Simple Plan era visto como uma banda alternativa, e então você estava na MTV. Agora os fãs vão até os shows e dizem que você se vendeu. Cara, é a mesma porra de música. É o mesmo disco. Nós tocamos o mesmo disco por três anos! Você está dizendo que nos vendemos? Você devia ver o meu apartamento em Montreal – nós não nos vendemos porra nenhuma!”

Chuck Comeau: “Nós fomos lançados assim que o pop-punk começou a explodir. Houveram muitas resistências naquele tempo com todas essas bandas. Na mente das pessoas, nós provavelmente éramos os piores exemplos dessa cena, meio que um punk de shopping. Haviam jovens que curtiam mais as bandas mais pesadas, as bandas mais punk-rock da Warped Tour, que foram bem ofensivas com o nosso som, álbum e banda. Eu acho que lidamos com isso de formas diferentes.”

Jeff Stinco: “Eu costumava discutir com os fãs de punk-rock depois dos shows e tentava fazer com que eles entendessem que o que eles estavam dizendo era realmente ofensivo e não fazia sentido nenhum. Eu conversava com várias pessoas depois dos shows. Se eles jogavam garrafas em nós, eu pulava na platéia e começava a discutir com eles, fazia sentido para alguns deles. Eu levava as críticas muito a sério.”

Chuck Comeau: “Naquele tempo, toda essa coisa de ser vendido era um tabu. Pra mim é incrível ver como isso mudou em 15 anos. Agora você é mensurado em quão popular você é e quantos seguidores você tem e quão grande você é. Quando fomos lançados, era completamente o oposto. Você não poderia querer ser grande, popular e famoso. Você deveria ficar feliz em ser uma banda pequena e underground, e nós nunca realmente nos sentimos assim. Nós sempre sentimos que queríamos alcançar as pessoas, nós queríamos tocar para várias pessoas. Eu acho que algumas críticas eram injustas. Nós só seguimos os nossos corações e fizemos aquilo que acreditamos.”

Pierre Bouvier: “Eu acho que existe um certo estigma com essa banda e eu nunca tive muita certeza do motivo. Uma vez que você atinge o sucesso e está na frente de pessoas que não necessariamente são seus fãs, isso sempre pode causar um pouco de problema. Eu também acho que o Simple Plan sempre esteve mais no lado pop do pop-punk – não muito pesado, não muito agressivo. Por algum motivo, o gênero da cena pop-punk da Warped Tour é bem interessante; é um animal interessante, tanto se você faz ou não parte dele. E isso seguiu a banda durante nossa carreira. Alguns dos fãs da Warped Tour não querem gostar de nós. É bem bizarro pois se trata apenas de música e ás vezes parece que estamos em uma briga de colegial.”

Eric Lawrence: “Foi meio consciente. Os Estados Unidos é um dos países mais fragmentados do planeta quando se fala sobre gêneros musicais. Na América, uma gravadora vai escolher o caminho, mas em outras partes do mundo, a música não funciona dessa forma. Alguns anos depois desse disco, o Simple Plan abriu para o Metallica na África do Sul, e ninguém reclamou disso. Se você tentar fazer isso nos Estados Unidos, o Simple Plan provavelmente seria literalmente assassinado. Sabendo que queríamos alcançar o resto do mundo, nós queríamos que o resto do mundo nos visse como uma banda pop e não uma banda punk. Então fomos direto para as rádios pop ao invés de irmos para as de som alternativo. Houve um certo medo a princípio quanto a credibilidade – se não formos para as rádios alternativas, eles vão aceitar bem? – mas o grande medo era se eles ficassem só nas rádios alternativas, como levaríamos essa banda ao redor do mundo? Nós fizemos isso de forma sábia. Nós falamos com todo mundo sobre isso, inclusive com a banda. Nós começamos pelas rádios pop e isso nunca tinha sido feito antes por uma gravadora de rock da América. Nós sabíamos que isso poderia nos levar a alguns problemas: E um desses problemas é você se apresentar na Warped Tour e as pessoas jogarem garrafas em você por acharem que você é uma banda pop.”

Eu faria de tudo… e fiz

Sobrevivendo a esses problemas, 15 anos depois, a banda e os envolvidos no disco possuem bons sentimentos em relação aos tempos do “No Pads”. “Nós lançamos um disco pelo qual realmente nos importávamos,” diz Comeau. “Não foi uma tentativa de lançar algo que que odiávamos só para ganhar dinheiro. Foi realmente um reflexo do nosso gosto e do que amávamos.”